Portanto, engana-se aquele que vê na graduação de Moda um desfile de dondocas se acotovelando com blush no rosto e cabelos espalhafatosos. A moda é, antes de mais nada, retrato da sociedade, uma forma de comunicar e expressar — que marca e representa parte da história de um povo em determinada época. À frente dos estereótipos, o estudante que pretende ingressar nesse campo deve ter em mente a necessidade de expansão de seu repertório cultural — já que o curso tem grande discussão de disciplinas humanas.
A faculdade de Moda fala também da criação, da pesquisa e do desenvolvimento de projetos e produtos para as áreas de confecção e têxtil. Dá base para a atuação profissional na vertente artística — voltada para estilistas que buscam criar peças — e produtiva — quando o artista atua no desenvolvimento de peças já desenhadas.
Longe do glamour dos desfiles há outras áreas de trabalho. O bacharel em Moda pode atuar com produtoras de vídeo, na criação de cenários e figurinos. Há possibilidade de ingressar no mercado de comunicação, escrevendo sobre o tema. Nas áreas de publicidade e propaganda, na indústria têxtil e no varejo de Moda também existe espaço. E claro, os tão almejados holofotes das passarelas também estão brilhando a espera de novos profissionais, com novas ideias e novos recortes do mundo.
A moda é livre, desinibida. Uma folha em branco onde tudo é possível, que pode difundir gostos, escolhas, questionamentos. Por isso, liberte-se, opine, dispa-se de preconceitos e não se diminua caso queira figurar ao lado das passarelas. Siga a máxima de Pierre Cardin: "Um mundo sem a moda seria cinza e triste, e milhões de pessoas não teriam do que viver”.
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