O homem crê na idéia de que pode alcançar a felicidade antes de encontrar a morte. Por isso, condiciona sua existência numa busca incessante por ela, acreditando na ilusão de que a vida oferece uma recompensa ao final. Porém, ser feliz é uma plenitude de bem-estar humano que está culturalmente imposta a nós, e nem sempre nos questionamos sobre o que isto realmente significa. Diferente da tristeza, a felicidade não nasce no homem: ela é uma criação social para tolerarmos a tristeza. Nascemos tristes e buscamos viver uma felicidade não humana; logo, não somos e nem conhecemos nós mesmos.
Dizer a si que a felicidade não existe, é estar contra os padrões sociais que nos são impostos. Assim, aceitaríamos o que realmente somos - um misto de tristezas e insatisfações, que enxergamos de forma negativa. Restringimos-nos nesta busca contínua que fomenta nossa existência, representando na felicidade um ponto de chegada. Almejamos isto a todo custo em nossas vidas, para que, por outro lado, possamos nos distanciar da tristeza existente em nós.
O bem e o mal que habitam o ser humano não podem ser admitidos, já que esta compreensão revelaria ao homem o seu “eu”, e desviaria a domesticação que manipula toda a humanidade. Por conta disso, criou-se a felicidade e a religião, como maneiras de guiar o homem e controlar seus instintos. Se compreendêssemos o que é a verdadeira libertação, aceitando nossos ódios, angústias, questionamentos, o mal e as tristezas humanas; não nos curvaríamos às regras sociais. Devido à condição humana, o bem e o mal estão por natureza ligados ao homem. Portanto, não deveria haver uma consciência que prejulga um sentimento natural inerente a todos os seres humanos. Somos isto.
Dizer a si que a felicidade não existe, é estar contra os padrões sociais que nos são impostos. Assim, aceitaríamos o que realmente somos - um misto de tristezas e insatisfações, que enxergamos de forma negativa. Restringimos-nos nesta busca contínua que fomenta nossa existência, representando na felicidade um ponto de chegada. Almejamos isto a todo custo em nossas vidas, para que, por outro lado, possamos nos distanciar da tristeza existente em nós.
O bem e o mal que habitam o ser humano não podem ser admitidos, já que esta compreensão revelaria ao homem o seu “eu”, e desviaria a domesticação que manipula toda a humanidade. Por conta disso, criou-se a felicidade e a religião, como maneiras de guiar o homem e controlar seus instintos. Se compreendêssemos o que é a verdadeira libertação, aceitando nossos ódios, angústias, questionamentos, o mal e as tristezas humanas; não nos curvaríamos às regras sociais. Devido à condição humana, o bem e o mal estão por natureza ligados ao homem. Portanto, não deveria haver uma consciência que prejulga um sentimento natural inerente a todos os seres humanos. Somos isto.
Comentários
O bem e o mal, a felicidade e a tristeza, são complementares. A noção fatalística do mal e da tristeza são concepções cristãs, ocidentais. Ademais, na era de estímulo ao "faça o que você quiser", e de estímulo ao sinta-se bem a todo custo, mais vazio é plantado nos indivíduos crentes de que a plenitude significa alegrias e o bem constantes.
Adorei o tema :-)
.
.
.
Feliz seja...
Beijos amigo!