<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-5749059871835996461</id><updated>2012-02-08T03:28:59.642-02:00</updated><title type='text'>Dênis Matos</title><subtitle type='html'></subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://denismatos.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5749059871835996461/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://denismatos.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Dênis Matos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06784472758257588850</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_39NegqL4Fy4/S5ldvtb_KUI/AAAAAAAAALg/aqsbtL0o9nU/S220/droguinha.jpg'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>51</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5749059871835996461.post-5719797534194290656</id><published>2011-04-19T23:22:00.006-03:00</published><updated>2011-04-24T21:34:14.931-03:00</updated><title type='text'>Encontrando Deus</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-1b-uyIQm8o0/Ta5ESL6vccI/AAAAAAAAAQM/ZP5Tryuf2_I/s1600/IMG_2492.jpg" onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 290px;" src="http://4.bp.blogspot.com/-1b-uyIQm8o0/Ta5ESL6vccI/AAAAAAAAAQM/ZP5Tryuf2_I/s400/IMG_2492.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5597486466095608258" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div&gt;Já experimentou andar no céu? Lá há algumas nuvens que, quando vistas de perto, tem um gosto seco, como se nelas não houvesse água.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Essas nuvens são o mundo a parte, no qual é preciso ter outro tipo de pés para andar. No fundo o céu já é outro mundo. Nele, a ilogicidade do que é terreno já não faz mais sentido. É tudo algodão.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;E aí ora ou outra as nuvens sofrem também porque são esburacadas, como as ruas. Você pode caminhar e de repente ver um mundo que está caindo. Quando este mundo cai, as pessoas se vão também. E aí o céu não se aguenta em águas d´chuva - e acaba se vendo obrigado a pingar sangue. Um sangue quente, que em meio ao ar gélido sofre uma convulsão da alma. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;A cor dele ninguém vê. É de um vermelho rubro, meio adocicado, que quando desce fica amargo. A tonalidade é dessas conhecidas, igual à da capa da joaninha. A capa natural mesmo.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;A joaninha faz de sua capa asas - e enfeite também. É meio parecido com o que o céu faz das nuvens. Da branquidão inexplicável, o céu as transforma em adereço do olhar. E aí lá em cima tudo vira enfeite, menos o sangue que estava caindo.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Do outro lado do céu, na vida da terra, uma menina viu o sangue pingar em seus olhos. Isso foi no mesmo momento em que ela se esclarecia com as nuvens. Por um instante sentia uma imensidão sem nome, uma calma exagerada e repentina, espécie de graça de quem joga flores. Aí não teve jeito, nem o chão do céu segurou o avião, que levou a garota embora no único instante em que ela conversava com Deus. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Tudo ia bem, ela não teve medo de errar. Por isso nem o sangue lhe pulsava além da vida. A vida, aliás, assim como toda mãe, não quer mais ensinar seus filhos a amar. Quer apenas ensinar a perder. Aí era como se já fosse antiga, fazia parte do ritual. Nem o Sol conseguiu segurá-la na perda.  &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5749059871835996461-5719797534194290656?l=denismatos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://denismatos.blogspot.com/feeds/5719797534194290656/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5749059871835996461&amp;postID=5719797534194290656&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5749059871835996461/posts/default/5719797534194290656'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5749059871835996461/posts/default/5719797534194290656'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://denismatos.blogspot.com/2011/04/encontrando-deus.html' title='Encontrando Deus'/><author><name>Dênis Matos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06784472758257588850</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_39NegqL4Fy4/S5ldvtb_KUI/AAAAAAAAALg/aqsbtL0o9nU/S220/droguinha.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-1b-uyIQm8o0/Ta5ESL6vccI/AAAAAAAAAQM/ZP5Tryuf2_I/s72-c/IMG_2492.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5749059871835996461.post-659590699587496636</id><published>2011-03-24T21:49:00.010-03:00</published><updated>2011-03-25T09:19:01.567-03:00</updated><title type='text'>Monumento a uma São Paulo chuvosa</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/-rPZeLqYENgA/TYvox-XEWRI/AAAAAAAAAQE/n2aNnf2_zCs/s1600/IMG%2B001.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 290px;" src="http://1.bp.blogspot.com/-rPZeLqYENgA/TYvox-XEWRI/AAAAAAAAAQE/n2aNnf2_zCs/s400/IMG%2B001.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5587815707934218514" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;Às sete horas da noite desta quinta-feira o Terminal de ônibus da Vila Madalena, na capital paulista, estava vazio. Claro que a ausência era somente de coletivos. Dos mais de dez pontos existentes no complexo, apenas dois continham veículos. A chuva havia vitimado há pouco a terra que leva a garoa no apelido.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Nos pontos, a população estava atônita. Munidos de sacolas, mochilas, guardas-chuva ou simplesmente carregando mais um dia de trabalho, transeuntes entreolham-se na tentativa de amenizar a espera e arrancar um sorriso vivo de alguém.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;A cidade já não está mais em estado de atenção para alagamentos, mas ainda assim os resquícios da água perduram. À exceção da zona Sul, todas as outras estavam sob vigia às 17h. As Marginais não estão alagadas, o Tamanduateí não transbordou, não há caminhões do Corpo de Bombeiros pelas ruas e nem o histérico e inútil barulho das sirenes. Mas ainda assim o receio é o que resta numa população que já perdeu a alma com tanta chuva.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Passada meia hora pouco aconteceu. As filas do Terminal apenas cresceram - junto à inquietação dos que lá estavam. Não há nenhum guarda de trânsito no entorno, nenhum lixeiro, nenhum assistente social para recolher o que resta de uma noite que tarda a morrer para o trabalhador.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Morrem sim as pessoas, na tragédia de um dia que custa a terminar. Morrem úmidos, molhados, fatigados pela espera e pelo desconforto. Morrem pelo alagamento que atingiu a alameda Santo Amaro e o largo do Socorro. Morrem pela chuva que ainda caia em Guaianazes, em São Mateus, em Cidade Tiradentes, no Grajaú e em Parelheiros. Morrem pelas várias águas que banharam a metrópole e mesclaram o trânsito ao início de uma noite que não morria.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;O ônibus chega. A fila conta mais de 50 pessoa, assim como o relógio que já marca 19h50. Enfileirados, o fio de esperança renasce, e todos já podem esquecer suas desventuras, vendo um cachorro que brinca em meio à calçada do Terminal. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Já lá dentro, num ônibus que pouco anda e a cada ponto perde alguns metros quadrados, o calor aumenta nesta quinta-feira que registrou a maior temperatura do mês de março, 29,7º C. O outono&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Presos em algum lugar desta cidade onde os córregos não transbordaram, as bocas-de-lobo não entupiram e, ainda assim, os semáforos enlouqueceram, o cidadão se vê jogado na vala comum dos moradores de uma vilazinha qualquer. A ele resta se acotovelar dentro do coletivo e apagar, com uma frieza dos que não vivem, a flama do dia. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5749059871835996461-659590699587496636?l=denismatos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://denismatos.blogspot.com/feeds/659590699587496636/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5749059871835996461&amp;postID=659590699587496636&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5749059871835996461/posts/default/659590699587496636'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5749059871835996461/posts/default/659590699587496636'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://denismatos.blogspot.com/2011/03/monumento-um-dia-de-chuva.html' title='Monumento a uma São Paulo chuvosa'/><author><name>Dênis Matos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06784472758257588850</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_39NegqL4Fy4/S5ldvtb_KUI/AAAAAAAAALg/aqsbtL0o9nU/S220/droguinha.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-rPZeLqYENgA/TYvox-XEWRI/AAAAAAAAAQE/n2aNnf2_zCs/s72-c/IMG%2B001.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5749059871835996461.post-3826986761982623598</id><published>2011-02-17T13:35:00.007-02:00</published><updated>2011-02-17T13:55:05.465-02:00</updated><title type='text'>"Eu te amo" é suprimido pela tecnologia</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/-Q0ujlmsOa60/TV1DxEQFKiI/AAAAAAAAAP0/YeTSMAzqTSQ/s1600/cell-phone-etiquette.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 266px;" src="http://1.bp.blogspot.com/-Q0ujlmsOa60/TV1DxEQFKiI/AAAAAAAAAP0/YeTSMAzqTSQ/s400/cell-phone-etiquette.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5574686423988382242" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Até o amor se deu mal. Ao menos é o que mostra um estudo conduzido por um site que faz comparações por aparelhos celulares, o &lt;i&gt;Goog Mobile Phones&lt;/i&gt;, que concluiu que os casais estão mais propensos a dizer "eu te amo" por mensagens de texto do que pessoalmente.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;De acordo com o estudo, divulgado pelo jornal The Guardian, 66% dos entrevistados declaram seu amor por SMS - enquanto apenas 22% prefere dar uma de &lt;i&gt;Don Juan DeMarco&lt;/i&gt; pessoalmente. O contato físico está em baixa.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;Homens mais pegajosos&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;As entrevistadas do sexo feminino mandam em média uma mensagem amorosa por dia. Já os homens chegam a enviar três mensagens diárias, diz a publicação. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Além disso, 11% dos respondentes do sexo masculino afirma enviar SMS por se sentirem "culpados" por não passar tempo suficiente com as respectivas parceiras. A pesquisa apontou ainda que 39% dos garotos enviam mensagens por sentirem saudades.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;Levar um bolo&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Cerca de 18% dos entrevistados afirmam ter levado um "fora" por SMS. Mas o número mais drástico está nos que terminam um relacionamento por SMS, 71% da amostra.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O Good Mobile Phones entrevistou 2.137 pessoas acima de 18 anos na Inglaterra. As informações são do &lt;a href="http://olhardigital.uol.com.br/"&gt;&lt;b&gt;Olhar Digital&lt;/b&gt;&lt;/a&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5749059871835996461-3826986761982623598?l=denismatos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://denismatos.blogspot.com/feeds/3826986761982623598/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5749059871835996461&amp;postID=3826986761982623598&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5749059871835996461/posts/default/3826986761982623598'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5749059871835996461/posts/default/3826986761982623598'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://denismatos.blogspot.com/2011/02/eu-te-amo-e-suprimido-pela-tecnologia.html' title='&quot;Eu te amo&quot; é suprimido pela tecnologia'/><author><name>Dênis Matos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06784472758257588850</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_39NegqL4Fy4/S5ldvtb_KUI/AAAAAAAAALg/aqsbtL0o9nU/S220/droguinha.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-Q0ujlmsOa60/TV1DxEQFKiI/AAAAAAAAAP0/YeTSMAzqTSQ/s72-c/cell-phone-etiquette.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5749059871835996461.post-3597030911874448124</id><published>2011-02-14T12:03:00.008-02:00</published><updated>2011-02-14T12:37:58.643-02:00</updated><title type='text'>Álcool já mata mais que HIV, diz OMS</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/-5pM3QYbDEHU/TVk-PbsYdgI/AAAAAAAAAPk/09OzLj-nA0s/s1600/drinks.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 237px; height: 320px;" src="http://1.bp.blogspot.com/-5pM3QYbDEHU/TVk-PbsYdgI/AAAAAAAAAPk/09OzLj-nA0s/s320/drinks.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5573554448700569090" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Os alcoólatras de plantão - inclusive este que você agora lê - precisam se alertar. A OMS (Organização Mundial da Saúde) divulgou nesta sexta-feira (11) estudo que aponta o consumo de álcool como causador de quase 4% das mortes em todo mundo - porcentagem maior em relação à da Aids e à da violência.&lt;/div&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/-Dd-P6-DadGM/TVk44DxtIAI/AAAAAAAAAPU/e6LL-7i4RrU/s1600/drinks.jpg"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/-z1CZqwWwJuo/TVk4f-me0LI/AAAAAAAAAPE/Zt0dZCVoDbw/s1600/drinks.jpg"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/-YAlUZaSZ83c/TVk2y5NrT0I/AAAAAAAAAO0/0sGzMY-6RUo/s1600/drinks.jpg"&gt;&lt;/a&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;De acordo com o Relatório Global da Situação sobre Álcool e Saúde, cerca de 2,5 milhões de pessoas morrem anualmente por causas relacionadas à bebida alcoólica. Problemas psiquiátricos, males como a epilepsia, doenças cardiovasculares, cirrose e vários tipos de câncer estão atrelados ao consumo de bebidas. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;A preocupação se estende além das doenças oriundas do álcool, uma vez que o consumo excessivo gera violência, acidentes de trânsito, transtornos familiares e ausências no trabalho, segundo o estudo.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-weight: normal; "&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-HautiVS9t7Y/TVk-A8bXFaI/AAAAAAAAAPc/rBobZWCUQ2s/s1600/homer-and-beer.jpg"&gt;&lt;img src="http://2.bp.blogspot.com/-HautiVS9t7Y/TVk-A8bXFaI/AAAAAAAAAPc/rBobZWCUQ2s/s400/homer-and-beer.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5573554199789508002" style="display: block; margin-top: 0px; margin-right: auto; margin-bottom: 10px; margin-left: auto; text-align: center; cursor: pointer; width: 400px; height: 300px; " /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;Mais renda, mais bebida&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;Países mais populosos dos continentes africano e asiático são apontados com índices maiores de consumo excessivo devido ao aumento da renda da população.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;"Mundialmente, cerca de 11% dos consumidores de álcool bebem bastante em ocasiões semanais; os homens superam as mulheres em quatro a cada uma. Eles praticam constantemente um consumo de risco em níveis muito mais elevados do que as mulheres em todas as regiões", afirma o artigo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-BPhnR4fsN_o/TVk4oqdogEI/AAAAAAAAAPM/I5FwRS1WsvQ/s1600/homersimpson22.gif"&gt;&lt;img src="http://2.bp.blogspot.com/-BPhnR4fsN_o/TVk4oqdogEI/AAAAAAAAAPM/I5FwRS1WsvQ/s400/homersimpson22.gif" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5573548285092200514" style="display: block; margin-top: 0px; margin-right: auto; margin-bottom: 10px; margin-left: auto; text-align: center; cursor: pointer; width: 400px; height: 324px; " /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;As medidas relacionadas à prevenção e à proibição da venda de bebidas alcoólicas para jovens também entram na lista dos percalços do tema. A entidade alerta ainda que o grau de risco para o consumo varia conforme sexo, idade e outras características biológicas - sendo necessário observar a quantidade de álcool consumido e o padrão de consumo das populações nos diferentes países.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5749059871835996461-3597030911874448124?l=denismatos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://denismatos.blogspot.com/feeds/3597030911874448124/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5749059871835996461&amp;postID=3597030911874448124&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5749059871835996461/posts/default/3597030911874448124'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5749059871835996461/posts/default/3597030911874448124'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://denismatos.blogspot.com/2011/02/alcool-ja-mata-mais-que-hiv-diz-oms.html' title='Álcool já mata mais que HIV, diz OMS'/><author><name>Dênis Matos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06784472758257588850</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_39NegqL4Fy4/S5ldvtb_KUI/AAAAAAAAALg/aqsbtL0o9nU/S220/droguinha.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-5pM3QYbDEHU/TVk-PbsYdgI/AAAAAAAAAPk/09OzLj-nA0s/s72-c/drinks.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5749059871835996461.post-8758850320174553951</id><published>2011-02-10T15:55:00.013-02:00</published><updated>2011-02-12T12:06:25.106-02:00</updated><title type='text'>Arte e pesadelo como ferramentas de sedução em Cisne Negro</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;object width="425" height="344" class="BLOG_video_class" id="BLOG_video-eecdd1dbc722a359" classid="clsid:D27CDB6E-AE6D-11cf-96B8-444553540000" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/get_player"&gt;&lt;param name="bgcolor" value="#FFFFFF"&gt;&lt;param name="allowfullscreen" value="true"&gt;&lt;param name="flashvars" value="flvurl=http://v17.nonxt6.googlevideo.com/videoplayback?id%3Deecdd1dbc722a359%26itag%3D5%26app%3Dblogger%26ip%3D0.0.0.0%26ipbits%3D0%26expire%3D1331114747%26sparams%3Did,itag,ip,ipbits,expire%26signature%3D293CA5B37DBE928F63235C4A4A62F63DF4408B04.13933F5F88B124CD2AB3F2FD389C847F6E946AAA%26key%3Dck1&amp;amp;iurl=http://video.google.com/ThumbnailServer2?app%3Dblogger%26contentid%3Deecdd1dbc722a359%26offsetms%3D5000%26itag%3Dw160%26sigh%3DwOk7yDXRzPcxBK2ythdL7FJitmc&amp;amp;autoplay=0&amp;amp;ps=blogger"&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/get_player" type="application/x-shockwave-flash"width="425" height="344" bgcolor="#FFFFFF"flashvars="flvurl=http://v17.nonxt6.googlevideo.com/videoplayback?id%3Deecdd1dbc722a359%26itag%3D5%26app%3Dblogger%26ip%3D0.0.0.0%26ipbits%3D0%26expire%3D1331114747%26sparams%3Did,itag,ip,ipbits,expire%26signature%3D293CA5B37DBE928F63235C4A4A62F63DF4408B04.13933F5F88B124CD2AB3F2FD389C847F6E946AAA%26key%3Dck1&amp;iurl=http://video.google.com/ThumbnailServer2?app%3Dblogger%26contentid%3Deecdd1dbc722a359%26offsetms%3D5000%26itag%3Dw160%26sigh%3DwOk7yDXRzPcxBK2ythdL7FJitmc&amp;autoplay=0&amp;ps=blogger"allowFullScreen="true" /&gt;&lt;/object&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;Não é à toa que o novo filme do estadunidense Darren Aranofsky, &lt;i&gt;Black Swan&lt;/i&gt; (Cisne Negro, em tradução literal), tem suscitado tantos burburinhos. Isto porque a sensibilidade do diretor está transposta de forma extrema para as telas na história de Nina Seers (Natalie Portman, favorita ao Oscar de melhor atriz e vencedora do Globo de Ouro e o do Sindicato dos Atores pelo papel), bailarina extremamente disciplinada e perfeccionista escolhida como a Rainha dos Cisnes, numa nova encenação de &lt;i&gt;O Lago dos Cisnes&lt;/i&gt;, do russo Tchaikovsky.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-V6b8x8QI2CU/TVQ1dZjaTrI/AAAAAAAAAOk/Yx65g4wa5cU/s1600/black-swan-clip-news.jpg"&gt;&lt;img src="http://2.bp.blogspot.com/-V6b8x8QI2CU/TVQ1dZjaTrI/AAAAAAAAAOk/Yx65g4wa5cU/s320/black-swan-clip-news.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5572137418156035762" style="display: block; margin-top: 0px; margin-right: auto; margin-bottom: 10px; margin-left: auto; text-align: center; cursor: pointer; width: 320px; height: 240px; " /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;De antemão, todo o preconceito relacionado ao balé e à dança clássica é desestruturado com a visão hipnótica e perturbadora desenhada na trama. Aranofsky utiliza uma estrutura diferente para elucidar a paranoia sofrida pela personagem, que por várias vezes chega ao terror físico, demonstrando uma busca pelo virginal existente em qualquer atividade artística – num espetáculo estético do cinema.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;Adentrando um mergulho profundo da psicose humana, o longa se pauta aparentemente na superação da bailarina para interpretar o posto que lhe foi confiado. Mas o que o diretor de &lt;i&gt;Réquiem para um sonho&lt;/i&gt; (2000) quer mostrar que está muito aquém da perfeição na ponta dos pés. A princesa Odete virginal, o Cisne Branco, já incorpora o corpo da protagonista e é facilmente interpretada com técnica e sutileza. O que lhe tira a alma e enegrece o ambiente do filme é a Odete nefasta, o Cisne Negro, que exige agressividade, mutilação e despudor – sensações que a dançarina reprime de forma tão oculta a ponto de não se reconhecer quando as tem.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-JtdFlUEYHKw/TVQzO6-6YgI/AAAAAAAAAOE/VUVqJ0-6AT4/s1600/cisne-negro-tra.jpg"&gt;&lt;img src="http://4.bp.blogspot.com/-JtdFlUEYHKw/TVQzO6-6YgI/AAAAAAAAAOE/VUVqJ0-6AT4/s320/cisne-negro-tra.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5572134970408460802" style="display: block; margin-top: 0px; margin-right: auto; margin-bottom: 10px; margin-left: auto; text-align: center; cursor: pointer; width: 320px; height: 191px; " /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A garota transformada em cisne e renegada por seu príncipe custa a adentrar às entranhas da personagem, exibindo, com maestria por Natalie Portman, um sofrimento repleto de humanidade, medo, carência e quebra com a inexistente perfeição almejada.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;O grupo de coadjuvantes também contribui para a chegada da dançarina a este mundo negro e intocado. Em determinado momento, o arrogante e incisivo diretor da companhia, interpretado pelo francês Vincent Cassel, deixa claro o maior obstáculo da protagonista: “A única pessoa que está no seu caminho é você mesma”. A mãe super protetora (Barbara Hershey) também a sufoca e surta ao ver que a redoma de vidro construída não foi suficiente para proteger a filha de seu verdadeiro eu. A colega e rival Lily (Mila Kunis) contrasta com Nina por exalar sensualidade e desejar seu papel – o que também a desestrutura.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-c0anGmV9gPo/TVQ0dKULMNI/AAAAAAAAAOU/SftJAvmbjRU/s1600/cisne.JPG"&gt;&lt;img src="http://2.bp.blogspot.com/-c0anGmV9gPo/TVQ0dKULMNI/AAAAAAAAAOU/SftJAvmbjRU/s320/cisne.JPG" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5572136314553970898" style="display: block; margin-top: 0px; margin-right: auto; margin-bottom: 10px; margin-left: auto; text-align: center; cursor: pointer; width: 298px; height: 320px; " /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A dicotomia entre bem e mal fica tangível nas cores dos cisnes, que desenham ainda uma nova Nina – que descobre que o inferno não é tão mefistofélico quanto imaginava. O estereótipo de cisne branco arraigado à educação e à frigidez da personagem, muito próximo ao aspecto da própria atriz, vai se dissolvendo no embate que é travado com seus próprios demônios.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;A todo o momento são os dois lados da moeda que vão nortear as alucinações da bailarina. Os fantasmas são tantos e tão bem alinhados às tragédias vividas pela artista, que a verossimilhança construída em sua mente acaba tomando também o espectador.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-4MIjUZJBFS4/TVQ01_S3_BI/AAAAAAAAAOc/cz9qmEArFpM/s1600/natalie-portman-black-swan_large.jpg"&gt;&lt;img src="http://1.bp.blogspot.com/-4MIjUZJBFS4/TVQ01_S3_BI/AAAAAAAAAOc/cz9qmEArFpM/s320/natalie-portman-black-swan_large.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5572136741092457490" style="display: block; margin-top: 0px; margin-right: auto; margin-bottom: 10px; margin-left: auto; text-align: center; cursor: pointer; width: 211px; height: 320px; " /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A cada instante da trama fica claro que somente levando a personagem ao inferno é que se pode extrair dela o necessário. &lt;i&gt;Black Swan&lt;/i&gt; explicita a boa forma de Aranofsky e de sua protagonista, deixando o recado de Drummond de que “Meu ódio é o melhor de mim”; passando ainda pela máxima nietzschiana na qual a “Tragédia é criadora da forma”.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5749059871835996461-8758850320174553951?l=denismatos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='enclosure' type='video/mp4' href='http://www.blogger.com/video-play.mp4?contentId=eecdd1dbc722a359&amp;type=video%2Fmp4' length='0'/><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://denismatos.blogspot.com/feeds/8758850320174553951/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5749059871835996461&amp;postID=8758850320174553951&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5749059871835996461/posts/default/8758850320174553951'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5749059871835996461/posts/default/8758850320174553951'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://denismatos.blogspot.com/2011/02/arte-e-o-pesadelo-como-ferramentas-de.html' title='Arte e pesadelo como ferramentas de sedução em Cisne Negro'/><author><name>Dênis Matos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06784472758257588850</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_39NegqL4Fy4/S5ldvtb_KUI/AAAAAAAAALg/aqsbtL0o9nU/S220/droguinha.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-V6b8x8QI2CU/TVQ1dZjaTrI/AAAAAAAAAOk/Yx65g4wa5cU/s72-c/black-swan-clip-news.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5749059871835996461.post-1952192125479384693</id><published>2011-02-09T00:15:00.014-02:00</published><updated>2011-02-10T15:54:54.733-02:00</updated><title type='text'>Estreia com exemplo de austeridade</title><content type='html'>&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_39NegqL4Fy4/TVH5fOsaN9I/AAAAAAAAAN8/NYT23wyg7Bs/s1600/deputado.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 211px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_39NegqL4Fy4/TVH5fOsaN9I/AAAAAAAAAN8/NYT23wyg7Bs/s320/deputado.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5571508528949639122" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  &gt;&lt;div style="text-align: justify; "&gt;O deputado federal José Antonio Reguffe (PDT-DF), que foi proporcionalmente o mais bem votado do país com 266.465 votos, com 18,95% dos votos válidos do DF, estreou na Câmara dos Deputados fazendo barulho. De uma tacada só, protocolou vários ofícios na Diretoria-Geral da Casa.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify; "&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify; "&gt;Abriu mão dos salários extras que os parlamentares recebem (14° e 15° salários), reduziu sua verba de gabinete e o número de assessores a que teria direito, de 25 para apenas 9. E tudo em caráter irrevogável, nem se ele quiser poderá voltar atrás. Além disso, reduziu em mais de 80% a cota interna do gabinete, o chamado “cotão”. Dos R$ 23.030 a que teria direito por mês, reduziu para apenas R$ 4.600.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify; "&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify; "&gt;Segundo os ofícios, abriu mão também de toda verba indenizatória, de toda cota de passagens aéreas e do auxílio-moradia, tudo também em caráter irrevogável. Sozinho, vai economizar aos cofres públicos mais de R$ 2,3 milhões nos quatro anos de mandato. Se os outros 512 deputados seguissem o seu exemplo, a economia aos cofres públicos seria superior a R$ 1,2 bilhão.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify; "&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify; "&gt;“A tese que defendo e que pratico é a de que um mandato parlamentar pode ser de qualidade custando bem menos para o contribuinte do que custa hoje. Esses gastos excessivos são um desrespeito ao contribuinte. Estou fazendo a minha parte e honrando o compromisso que assumi com meus eleitores”, afirmou Reguffe em discurso no plenário.&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  &gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  &gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;Fonte: Jornal da Comunidade - 05/02/201&lt;/span&gt;1&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  &gt;&lt;a href="http://comunidade.maiscomunidade.com/conteudo/2011-02-05/politica/1848/ESTREIA-COM-EXEMPLO-DE-AUSTERIDADE.pnhtml"&gt;http://comunidade.maiscomunidade.com/conteudo/2011-02-05/politica/1848/ESTREIA-COM-EXEMPLO-DE-AUSTERIDADE.pnhtml&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5749059871835996461-1952192125479384693?l=denismatos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://denismatos.blogspot.com/feeds/1952192125479384693/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5749059871835996461&amp;postID=1952192125479384693&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5749059871835996461/posts/default/1952192125479384693'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5749059871835996461/posts/default/1952192125479384693'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://denismatos.blogspot.com/2011/02/estreia-com-exemplo-de-austeridade.html' title='Estreia com exemplo de austeridade'/><author><name>Dênis Matos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06784472758257588850</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_39NegqL4Fy4/S5ldvtb_KUI/AAAAAAAAALg/aqsbtL0o9nU/S220/droguinha.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_39NegqL4Fy4/TVH5fOsaN9I/AAAAAAAAAN8/NYT23wyg7Bs/s72-c/deputado.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5749059871835996461.post-5439719836377039819</id><published>2010-10-04T13:19:00.007-03:00</published><updated>2010-10-04T14:37:46.479-03:00</updated><title type='text'>Este não é um post pessimista</title><content type='html'>&lt;div align="right"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_39NegqL4Fy4/TKoQnyh_3vI/AAAAAAAAANs/keIrh5wrsPs/s1600/preto.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 300px; DISPLAY: block; HEIGHT: 296px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5524246168688647922" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_39NegqL4Fy4/TKoQnyh_3vI/AAAAAAAAANs/keIrh5wrsPs/s320/preto.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;span style="color:#666666;"&gt;&lt;em&gt;Que estranha quimera é o homem, ele é uma novidade, um caos,&lt;br /&gt;um tema de contradições, um prodígio, é juiz de todas as coisas&lt;br /&gt;e imbecil, verme da terra e depositário do verdadeiro, cloaca de&lt;br /&gt;incertezas e erros, glória e vergonha do universo. Somos belos&lt;br /&gt;e horrendos, inteligentes e imbecis, juizes e&lt;br /&gt;réus, ordenados e caóticos.&lt;/em&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="right"&gt;&lt;span style="font-family:arial;color:#666666;"&gt;&lt;strong&gt;PASCAL&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="LINE-HEIGHT: normal; MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal" align="left"&gt;&lt;span style="font-family:arial;color:#666666;"&gt;Senso de incompletude. Liberdade embalada em plástico, reluzente e com gosto de isopor. A felicidade é sublime e, com comicidade, vendida como algo tangível. Os itens citados, que mais se aproximam de um apático quadro clínico, remetem à constipação do homem contemporâneo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;span style="color:#666666;"&gt;São esses espectros de imediatismo, de individualismo e de passividade que desenham o mal estar atual. A busca pela verdade norteia o comportamento coletivo: o diferente deve ser massacrado, esta é a ética ensinada ao indivíduo. A intolerância vai eliminar os pretensos inferiores, e aí você ganhará a verdade irrefutável que tanto deseja ter.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;span style="color:#666666;"&gt;Tudo em nome da cura deste vazio, um buraco ontológico, que deveria servir como reavaliação do eu – e que, romanticamente, seria o motor gerador de inovações. Mas vivemos o consumo, deve-se suprir esse ressentimento humano. Por isso, material e afetivo ajudarão nessa busca. A cura está no excesso, nas imagens-fantasmas da felicidade. Coma demais, goze e evite o orgasmo; já que este está atrelado ao afeto. Descarte as pessoas, desrresponsabilize-se pela política: são essas as bandeiras para perda do jogo “aleteico”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;color:#666666;"&gt;Você precisa suprir este vazio, regular essa imbecilidade, eliminar a incerteza criando uma verdade unilateral. Transcenda à dúvida e chegue a uma representação do real - assim você poderá ordenar o seu caos e ser juiz de todas as coisas. Esta é a promessa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:'Arial', 'sans-serif';font-size:12;"&gt;&lt;?xml:namespace prefix = o ns = "urn:schemas-microsoft-com:office:office" /&gt;&lt;o:p&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;span style="color:#666666;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Quem vai te viabilizar este paraíso? Comece pelo trabalho. Ele parece uma cadeia, mas você sentirá alívio por ter um. É ele que engrandece o homem. É ele que te faz chegar ao quinto dia útil. Dê sua vida por ele, pois, só assim, você terá acesso à outra ferramenta antívazio: o consumo. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;span style="color:#666666;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acorde para vencer. Acumule, prospere, tenha anseio por comprar. Viva este sonho médio. Tenha uma mentalidade de plástico e uma imagem a zelar. Você vai se tornar a extensão do que você consome, pois a felicidade é esta obrigação de mercado: ser o seu relógio, o seu carro, seu celular.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;span style="color:#666666;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Ser deprimido é démodé. Seja um andróide de si mesmo, pois você vive numa Disneylândia cercada de malabaristas no sinal de trânsito; mas que, por sorte, o Mickey Mouse não te deixa enxergar. A plenitude do &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal"&gt;happy end&lt;/i&gt; está garantida, como uma vida após a morte.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p style="LINE-HEIGHT: normal; MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;span style="font-family:'Arial', 'sans-serif';font-size:12;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;p style="LINE-HEIGHT: normal; MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5749059871835996461-5439719836377039819?l=denismatos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://denismatos.blogspot.com/feeds/5439719836377039819/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5749059871835996461&amp;postID=5439719836377039819&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5749059871835996461/posts/default/5439719836377039819'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5749059871835996461/posts/default/5439719836377039819'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://denismatos.blogspot.com/2010/10/este-nao-e-um-post-pessimista.html' title='Este não é um post pessimista'/><author><name>Dênis Matos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06784472758257588850</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_39NegqL4Fy4/S5ldvtb_KUI/AAAAAAAAALg/aqsbtL0o9nU/S220/droguinha.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_39NegqL4Fy4/TKoQnyh_3vI/AAAAAAAAANs/keIrh5wrsPs/s72-c/preto.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5749059871835996461.post-9112225414083482218</id><published>2010-05-14T15:57:00.001-03:00</published><updated>2010-05-14T15:59:50.600-03:00</updated><title type='text'>A América de mal humor</title><content type='html'>&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:arial;"&gt;Frente à postura iraniana de não abrir suas fronteiras para análise do urânio que o país vem desenvolvendo — seja para fins armamentistas ou para produção de eletricidade —, os Estados Unidos têm se constipado, num mal estar que reverbera por todo o Ocidente. A especulação de que o Teerã esteja enriquecendo urânio com fins armamentistas é o argumento central de Washington para buscar aliados, inclusive em terras tupiniquins, intencionando que o Conselho de Segurança da ONU (Organização das Nações Unidas) crie sansões freando os interesses de Mahmoud Ahmadinehad, presidente iraniano.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:arial;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:arial;"&gt;O Brasil, que nos últimos anos estabeleceu relações positivas com o Irã, e que também desenvolve análises semelhante de enriquecimento de urânio — contudo a portas abertas para inspeção internacional, desde que seja mantido o sigilo tecnológico do processo —, defende o direito iraniano de desenvolver o programa, respeitando, contudo, o TNP (Tratado de Não-Proliferação Nuclear). Neste cenário arisco, há ainda o estopim maior: a visita que o presidente Lula fará ao Irã, entre os dias 16 e 17 de maio, para tratar especificamente do caótico assunto, que pouco agrada os americanos.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:arial;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:arial;"&gt;Vale ressaltar a pontinha de inveja norte-americana no caso, já que a tecnologia empregada pelo Brasil e pelo Irã nos processos com o urânio é segredo de estado — e está longe de ser decifrado.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:arial;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:arial;"&gt;&lt;b&gt;Tio Sam apontando o dedo&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:arial;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:arial;"&gt;Em meio a este cenário, os EUA resolveram agir. Não foram poucas as tentativas de angariar adeptos à sua visão maléfica do Irã. É claro que a terra do Tio Sam não está sozinha nessa. Eles contam com o apoio de franceses, alemães e ingleses numa campanha internacional para impor as sanções à antiga Pérsia. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:arial;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:arial;"&gt;Contudo, a prata da casa é que mais advoga pela causa do governo do presidente Barack Obama. O democrata Eliot Engel, presidente do subcomitê de Hemisfério Ocidental no Congresso americano e copresidente do Brasil Caucus, grupo de parlamentares interessados nas relações bilaterais, chamou, no início deste mês, de “vergonhosa” a atitude brasileira de receber o presidente iraniano meses atrás, segundo o jornal &lt;i&gt;O Estado de São Paulo&lt;/i&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:arial;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:arial;"&gt;A secretária de Estado norte-americana, Hilary Clinton, em visita ao Brasil em meados de março último, também jogou suas fichas. “Só depois que tivermos aprovado sanções no Conselho de Segurança o Irã irá negociar de boa fé”, disse em entrevista coletiva, segundo o portal O Globo. O principal assessor de Obama para a América Latina, Daniel Restrepo, também defendeu sua pátria. "Por meio de seu engajamento com o Brasil e outros países, os iranianos tentam ganhar tempo", disse, de acordo com &lt;i&gt;O Estado&lt;/i&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:arial;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:arial;"&gt;A maior preocupação do governo de Washington e de seus compatriotas parece ser, de fato, que a hegemonia psicológica americana em relação a assuntos da ordem mundial — exercida há tantos anos — caia por terra. Isso por conta do diálogo que Lula vem estabelecendo com o resto do mundo, buscando minimizar a postura estadunidense. Rússia e China, que tem poder de veto das sanções no Conselho da ONU, já deixaram claro que não querem encostar o Irã na parede e, por isso, a campanha de Lula corre bem. Na última quinta, 13, inclusive, o presidente da Rússia, Dmitri Medvedev, apoiou a postura brasileira. “Os russos veem favoravelmente a ida do presidente Lula ao Irã e acompanham com interesse os esforços para abrir espaço para o diálogo”, afirmou segundo a &lt;i&gt;Agência Brasil&lt;/i&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:arial;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:arial;"&gt;&lt;b&gt;Lula messiânico&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:arial;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:arial;"&gt;Lula deixou explicito que quer defender antes de mais nada o direito iraniano — e brasileiro — de enriquecer urânio. "Eu quero para o Irã o que eu quero para o Brasil", disse na última quarta-feira, 12. "Não tenho outro compromisso com o Irã a não ser o compromisso de tentar convencer o Irã de que a paz é melhor do que a guerra", esclareceu. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:arial;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:arial;"&gt;Em nome da paz ou não, é notório que o presidente tupiniquim ganhou os holofotes da imprensa mundial por conta de sua postura paternalista com o Irã. E isto já começa a reverberar agruras visíveis. Nesta sexta-feira, 14, o embaixador americano no Brasil, Thomas Shannon, disse ao jornal Financial Times que “à medida que o Brasil se torna mais afirmativo globalmente e começa a mostrar sua influência, vamos trombar com o país em novos temos — como o Irã, o Oriente Médio, o Haiti”, conforme informações da &lt;i&gt;BBC Brasil&lt;/i&gt;. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:arial;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:arial;"&gt;Seja por postura estratégia ou não, está posição terá um preço. Resta saber o quão alto ele será, caso Lula e seu sorriso quase simplório consigam desenhar, de fato, uma nova ordem mundial.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5749059871835996461-9112225414083482218?l=denismatos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://denismatos.blogspot.com/feeds/9112225414083482218/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5749059871835996461&amp;postID=9112225414083482218&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5749059871835996461/posts/default/9112225414083482218'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5749059871835996461/posts/default/9112225414083482218'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://denismatos.blogspot.com/2010/05/america-de-mal-humor_14.html' title='A América de mal humor'/><author><name>Dênis Matos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06784472758257588850</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_39NegqL4Fy4/S5ldvtb_KUI/AAAAAAAAALg/aqsbtL0o9nU/S220/droguinha.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5749059871835996461.post-4244541166397865428</id><published>2010-04-12T12:14:00.007-03:00</published><updated>2010-04-12T14:32:55.398-03:00</updated><title type='text'>Outros olhares da moda</title><content type='html'>&lt;object width="400" height="300"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/XEwmkvNG9dI&amp;amp;hl=pt_BR&amp;amp;fs=1&amp;amp;"&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/XEwmkvNG9dI&amp;amp;hl=pt_BR&amp;amp;fs=1&amp;amp;" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="400" height="300"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style=" color: rgb(102, 102, 102); font-family:arial;"&gt;A figura que vem a mente toda vez que a palavra Moda é pronunciada já sofreu vários tipos de deturpação. Além do que se imagina, hoje a fisionomia da Moda está nos cortes de cabelo, nos objetos, nos corpos, nas gírias, na forma de tentar (re)construir o mundo em que vivemos através da imagem. O simples fato de ver a ligação restrita da Moda com as vestimentas já é entendimento ultrapassado sobre o assunto.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom:0cm;margin-bottom:.0001pt;text-align: justify;line-height:normal"&gt;&lt;span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#666666;"&gt;Portanto, engana-se aquele que vê na graduação de Moda um desfile de dondocas se acotovelando com &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#666666;"&gt;blush &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#666666;"&gt;no rosto e cabelos espalhafatosos.  A moda é, antes de mais nada, retrato da sociedade, uma forma de comunicar e expressar — que marca e representa parte da história de um povo em determinada época. À frente dos estereótipos, o estudante que pretende ingressar nesse campo deve ter em mente a necessidade de expansão de seu repertório cultural — já que o curso tem grande discussão de disciplinas humanas.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom:0cm;margin-bottom:.0001pt;text-align: justify;line-height:normal"&gt;&lt;span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#666666;"&gt;A faculdade de Moda fala também da criação, da pesquisa e do desenvolvimento de projetos e produtos para as áreas de confecção e têxtil. Dá base para a atuação profissional na vertente artística — voltada para estilistas que buscam criar peças — e produtiva — quando o artista atua no desenvolvimento de peças já desenhadas.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom:0cm;margin-bottom:.0001pt;text-align: justify;line-height:normal"&gt;&lt;span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#666666;"&gt;Longe do glamour dos desfiles há outras áreas de trabalho. O bacharel em Moda pode atuar com produtoras de vídeo, na criação de cenários e figurinos. Há possibilidade de ingressar no mercado de comunicação, escrevendo sobre o tema. Nas áreas de publicidade e propaganda, na indústria têxtil e no varejo de Moda também existe espaço. E claro, os tão almejados holofotes das passarelas também estão brilhando a espera de novos profissionais, com novas ideias e novos recortes do mundo.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom:0cm;margin-bottom:.0001pt;text-align: justify;line-height:normal"&gt;&lt;span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#666666;"&gt;A moda é livre, desinibida. Uma folha em branco onde tudo é possível, que pode difundir gostos, escolhas, questionamentos. Por isso, liberte-se, opine, dispa-se de preconceitos e não se diminua caso queira figurar ao lado das passarelas. Siga a máxima de Pierre Cardin: &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#666666;"&gt;"Um mundo sem a moda seria cinza e triste, e milhões de pessoas não teriam do que viver”.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5749059871835996461-4244541166397865428?l=denismatos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://denismatos.blogspot.com/feeds/4244541166397865428/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5749059871835996461&amp;postID=4244541166397865428&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5749059871835996461/posts/default/4244541166397865428'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5749059871835996461/posts/default/4244541166397865428'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://denismatos.blogspot.com/2010/04/outros-olhares-da-moda.html' title='Outros olhares da moda'/><author><name>Dênis Matos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06784472758257588850</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_39NegqL4Fy4/S5ldvtb_KUI/AAAAAAAAALg/aqsbtL0o9nU/S220/droguinha.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5749059871835996461.post-384349342491178098</id><published>2010-04-08T22:56:00.003-03:00</published><updated>2010-04-09T13:38:22.373-03:00</updated><title type='text'>Questões Domésticas</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal" style="mso-margin-bottom-alt:auto;text-align:justify; line-height:150%"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#999999;"&gt;Vivi por deliciosos anos numa casa simples, minúscula, mas aconchegante, cuja proprietária era, e ainda é, uma pessoa que eu intitulava “de Deus”. Meio piada interna o nome, mas é possível entender. Crente fervorosa, ela tinha lá seus chiliques religiosos. Externava, como se as palavras não coubessem à boca, todos os seus infortúnios e insucessos a Ele.  E a mim cabia um só lugar: não acabar com a esperança religiosa, seja lá de quem fosse, nem questionar os caminhos à qual perpassaram essa esperança. Uma postura repressora frente à fé alheia nunca é justa. Assumo ser quase preconceito questionar a fé, achar-se melhor que alguém a ponto de delinear modelo de vida embasado em minha opinião quase religiosa. E assim evito, ainda hoje, suscitar assuntos permeados por fanatismo juntos aos fanáticos. A paixão impede de olhar a si — e isto vale pra mim. De qualquer jeito não importa, não é problema meu. Sempre questionei o quê aconteceria a uma pessoa se não atendesse a um chamado da noite, a um chamado de Deus. E creio que sejam poucos os seres humanos disposto a descobrir.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="mso-margin-bottom-alt:auto;text-align:justify; line-height:150%"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#999999;"&gt;Fato é que dificilmente, à época, eu ouvia algo além do que realmente quisera ouvir daquela senhora. Hoje sei que ela me dava goles de paz. Ora ou outra havia um problema de ordem doméstica, daqueles em que se discute o quanto a companhia de energia elétrica aumenta as tarifas, ou sobre um curto circuito que leva junto a ele alguns poucos eletrodomésticos e afins. Mas não passava disso. Tivemos, sim, um vento de desconforto que perdurou alguns meses por discussões assim, e cheguei até a pensar que era melhor sair dali. Mas isto se foi, já é lenda. Passado um tempo ela precisou da casa e tive que sair. Sempre me saudava com um “só Deus para nos ajudar” e em minha saída não foi diferente. As coisas acabaram bem assim. Eu quase conseguia crer.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="mso-margin-bottom-alt:auto;text-align:justify; line-height:150%"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#999999;"&gt;Fora ali, naquela casa, inclusive, que minha pseudo-vida adulta se enraizou. Ainda não sei se posso afirmar isso. Digo pseudo porque naquele momento, mesmo após ter escolhido estar só, minha família ainda era porto seguro. Oquei. Até o momento eles me saúdam com uma ajuda que beira o virginal. E a um e a outro agradeço: à família, pelo afeto, e à ajuda, pela ajuda.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="mso-margin-bottom-alt:auto;text-align:justify; line-height:150%"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#999999;"&gt;Na casa dos vinte sai de casa por conta do amor. O anel que tu me deste era vidro e se quebrou e o amor, pela primeira vez em minha história, se acabou. Descobri que só amar não resolve. Aliás, amar por amar é fácil. Difícil é amar o quê é fácil mesmo. Amar o café da manhã, o Jornal Nacional no sofá, o mau humor, amar a falta de grana, o mês maior do que o dinheiro. Difícil também é entender que o amor não alimenta tudo, não salvaguarda certas coisas. É preciso ponderação, anulação e outros verbos que nos sublimam. E aí descobri que era hora de voltar.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="mso-margin-bottom-alt:auto;text-align:justify; line-height:150%"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#999999;"&gt;À época, o cuspe áspero que a vida fez escorrer em minha cara me cobriu a face, e foi a sagrada mãe que me salvou. A minha mesmo, não a de Jesus como diria minha ex-vizinha. Me recebeu com a cama feita, às gargalhadas e com o mesmo semblante vivo que me disse “tchau” coisa de um ano e meio antes. Poucos dias antes de eu partir em nome do amor, no início dessa estória, quando eu levava minha mãe ao ponto de ônibus como sempre fora todas as manhãs, ela me disse também que não conseguiria imaginar fazer aquele mesmo caminho de tantos anos sem mim. E o fez. Ter esse medo era a amaldiçoada glória da escuridão materna, que as mães enfrentam aos risos, muito mais frenéticas e firmes do que nós.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="mso-margin-bottom-alt:auto;text-align:justify; line-height:150%"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#999999;"&gt;Ali eu permaneci, até que o amor materno secasse as feridas e eu pudesse dar um passo ou outro sozinho. Não custou tanto. Fiquei nos braços de outro amor, mais vivo. A certeza e a paz que se podem sentir num momento assim é um vômito que nos livra de outro vômito maior: o vômito da alma. E esta eu não cuspi para fora. Graças à minha progenitora.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="mso-margin-bottom-alt:auto;text-align:justify; line-height:150%"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#999999;"&gt;Agora as coisas não iam bem. Depois que me mudei da primeira casa de minha vida adulta, aquela da mulher “de Deus”, acabei caindo num perfeito buraco. Era uma casa tão pequena quanto a anterior, com seus cômodos assimétricos e um espaço externo desses que chamam por aí de quintal. Eu estava, como de costume, sem um puto no bolso e não poderia escolher muita coisa. Os sonhos eram os mesmos, há muito tempo, mas não havia mais tanto tempo pra sonhar. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="mso-margin-bottom-alt:auto;text-align:justify; line-height:150%"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#999999;"&gt;Me mudei — e aqui digo foda-se ao pronome obliquo átomo —, trouxe a meia dúzia de pertences que tinha e ali fiquei, acostumando a viver a nova condição. O barulho era infernal, os vizinhos/companheiros de casa eram ratos, mecânicos e o calor era senegalês. Pra ajudar, pouco depois passei a figurar ao lado dos desempregados. Fiz uns biscates, trabalhos que eu na verdade pouco dominava, mas que saiam, e assim consegui levantar uns trocos para respirar por um tempo.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="mso-margin-bottom-alt:auto;text-align:justify; line-height:150%"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#999999;"&gt;O quê acontece à vida quando fazemos o que queremos com ela? Nada acontece. Por isso eu bebia um ócio interminável — que em momento algum passava por aquela teoria do ócio criativo. Vivia o ritmo daquela casa com minha presença constante. Pouco sabia que ali um mundo secreto se abrira contra mim. O céu era negro mesmo sendo estampado por um branco pálido. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="mso-margin-bottom-alt:auto;text-align:justify; line-height:150%"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#999999;"&gt;Durante o dia, seres jamais vistos tramavam meu desalento, num plano que mesclava terror e asco, e que até o momento não tinha sido levado a mim. A noite era deles. Certo dia cheguei à casa e notei um pó que não fora trazido pelo vento, chamuscado sobre a cama. Um buraco no teto denunciava sua origem. Não me importei. O calor era de janeiro, e as chuvas e os ventos estavam endemoninhados. Por isso julguei que houve ali uma simples tremedeira no teto, a ponto de causar a queda do pó. Por isso — o calor, a chuva e os ventos —, era comum também ver ratos e outros sobreviventes “à chacina e à lei do cão” passear pelas ruas. Mas não em meu quase lar.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="mso-margin-bottom-alt:auto;text-align:justify; line-height:150%"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#999999;"&gt;Era coisa de cinco da manhã e os litros d´água que eu ingerira antes do sono me pediam para sair. Na negridão do quarto um cheiro, que felizmente não se pode descrever aqui, se fazia presente. Com salto olímpico fui arrancado da cama até a luz. E então vi, de forma tangível, o inferno. A morada dos tenazes roedores, ao teto, havia cuspido larvas e todo tipo de dejetos que pouco cabem às palavras. Um pandemônio. A incerteza de ação me fez titubear por alguns segundos até crer que aquela era minha vida. Eu preferiria não entender, ser um estrangeiro de mim mesmo. Mas tive que agir, entre a loucura e a lucidez, eu estava vivo. Descobri que minha vida poderia acabar numa faxina em plena madrugada, afirmando o jargão de que “é do inferno que se vê o céu” e saudando a saudade da casa “de Deus”.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5749059871835996461-384349342491178098?l=denismatos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://denismatos.blogspot.com/feeds/384349342491178098/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5749059871835996461&amp;postID=384349342491178098&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5749059871835996461/posts/default/384349342491178098'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5749059871835996461/posts/default/384349342491178098'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://denismatos.blogspot.com/2010/04/questoes-domesticas.html' title='Questões Domésticas'/><author><name>Dênis Matos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06784472758257588850</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_39NegqL4Fy4/S5ldvtb_KUI/AAAAAAAAALg/aqsbtL0o9nU/S220/droguinha.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5749059871835996461.post-6457947843637163871</id><published>2010-03-23T00:18:00.004-03:00</published><updated>2010-03-23T09:02:19.909-03:00</updated><title type='text'>Crises e cicatrizes</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#999999;"&gt;Jogava qualquer coisa que tem um nome, que mistura liberdade e prisão, em meio ao caos que eu mesmo desenhara. Parecia que as cartas tinham facilidade para serem selecionadas no jogo; estas que, em certos momentos, eram simulacros que não as tornara escolhas. No jogo é possível escolher. Tudo vinha tão fácil às mãos como se o destino do próximo movimento não representasse um futuro que era preciso arquitetar. Tinha medo de verdade de alguns movimentos. Eles estavam, pois, aqui guardados. Como na música eram as vozes que eu ouço à noite. Não sabia como lidar com eles. Flexionei as possibilidades com um racionalismo que chegava a envergonhar. E não conseguia me reter. Aquilo era pergunta em cima de pergunta, o que não permitia criar linha alguma com nome de resposta. O cantor começou a dizer algo de “ouça um bom conselho, que lhe dou de graça, inútil dormir que a dor não passa”. Eu sabia que teria de me queimar. Mas sei também que ainda não posso responder a isso. Pelo menos por enquanto. E agora fica assim, um vazio que não é só meu, mas que preciso esvaziar. E a realidade tornar-se-á um mito que limita o infinito. Contudo, esta é uma carta.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5749059871835996461-6457947843637163871?l=denismatos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://denismatos.blogspot.com/feeds/6457947843637163871/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5749059871835996461&amp;postID=6457947843637163871&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5749059871835996461/posts/default/6457947843637163871'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5749059871835996461/posts/default/6457947843637163871'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://denismatos.blogspot.com/2010/03/crises-e-cicatrizes.html' title='Crises e cicatrizes'/><author><name>Dênis Matos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06784472758257588850</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_39NegqL4Fy4/S5ldvtb_KUI/AAAAAAAAALg/aqsbtL0o9nU/S220/droguinha.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5749059871835996461.post-351698449505140353</id><published>2010-02-22T13:02:00.004-03:00</published><updated>2010-03-17T01:30:21.000-03:00</updated><title type='text'>Pôr fogo em tudo</title><content type='html'>&lt;meta equiv="CONTENT-TYPE" content="text/html; charset=utf-8"&gt;&lt;title&gt;Dissimulada&lt;/title&gt;&lt;meta name="GENERATOR" content="Dual Office 4.0 (Build: 5800) (Win32)"&gt;&lt;meta name="AUTHOR" content="Adair"&gt;&lt;meta name="CREATED" content="20100215;20280000"&gt;&lt;meta name="CHANGEDBY" content="user"&gt;&lt;meta name="CHANGED" content="20100215;23230000"&gt;&lt;style&gt; 	&lt;!-- 		@page { margin: 2cm } 		P { margin-bottom: 0.21cm } 	--&gt; 	&lt;/style&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm; line-height: 150%; color: rgb(153, 153, 153); " align="JUSTIFY"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt; Estava disposto ao necessário, de filho da puta em diante. À merda aquela história de que as coisas seriam feitas depois. Nada poderia perdurar. Pouco me importa a opinião dos outros. Quando me prendi a isso foi só para me perder,  me tornar risível, enganar a mim mesmo e favorecer pessoas que me queriam me ver, às claras, pelas costas. Escolhi ser. Livre ao menos ali.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="text-indent: 1.25cm; margin-bottom: 0cm; line-height: 150%; color: rgb(153, 153, 153); " align="JUSTIFY"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;Nada de “olá”, “tudo bem?” ou aquela meia dúzia de lugares comum. Ora ou outra temos de olhar à frente. Correto e sensato. É isso que o mundo diz para fazer. Balela. Não é o quê sou, segundo o manual “normas da moral e dos bons costumes”. Nem tentei ser nesse dia. Essas talvez sejam as duas piores mentiras inventadas pela humanidade: ser correto e sensato. Tudo é incorreto e insensato. Para frear as pessoas, evitar que elas explodam – o que é sempre mais gostoso – existem algumas regrinhas melosas permeando nossas cabeças. Tenho ciência disso, mas, ainda assim, minha história fora desenhada a giz branco, de paz mesmo. Típico ser tacanho.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="text-indent: 1.25cm; margin-bottom: 0cm; line-height: 150%; color: rgb(153, 153, 153); " align="JUSTIFY"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt; O quê eu fora fazer ali era mais do que uma missão. Minha mesmo. Precisava forçar um indivíduo a fazer uma obrigação. Esta, pois, que não era minha, mas que influenciava definitivamente em minha vida, estava sendo protelada coisa de um par de mês. Havia prometido a mim mesmo que não perderia a linha. Claro, à revelia disso eu também prometera que, ao acaso, se o então idiota resolvesse se sentir no direito de questionar sua própria obrigação – que ele vinha, de fato, questionando –, as coisas mudariam. E mudaram. Eu estava, sim, com o repertório de impropérios ensaiado.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="text-indent: 1.25cm; margin-bottom: 0cm; line-height: 150%; color: rgb(153, 153, 153); " align="JUSTIFY"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt; Ser abrupto é como beber cerveja no sol de fevereiro: o primeiro gole é mágico, o segundo é íntimo e o terceiro já é rotina. As palavras saem como litros d´água numa cachoeira. Ele, o idiota, foi quem resolveu brindar nosso primeiro gole e dizer: “você já está me irritando com isso”. Pronto. Pude então ser daqueles que cutucam na hora certa, não falar mal a troco de nada. Cada qual com suas dores. E ali, em meio a palavras de um ódio efêmero, eu não fui eu mesmo. Tento explicar isso de diversas formas, mas os muros são surdos. Porque o fato é que eu resolvi as coisas assim. Viva o jargão já que “os fins justificaram os meios”. Comi, feliz, minha ração diária de erros. Pus fogo em tudo, inclusive em mim.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5749059871835996461-351698449505140353?l=denismatos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://denismatos.blogspot.com/feeds/351698449505140353/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5749059871835996461&amp;postID=351698449505140353&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5749059871835996461/posts/default/351698449505140353'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5749059871835996461/posts/default/351698449505140353'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://denismatos.blogspot.com/2010/02/por-fogo-em-tudo.html' title='Pôr fogo em tudo'/><author><name>Dênis Matos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06784472758257588850</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_39NegqL4Fy4/S5ldvtb_KUI/AAAAAAAAALg/aqsbtL0o9nU/S220/droguinha.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5749059871835996461.post-4170300322354822263</id><published>2010-02-14T12:54:00.002-02:00</published><updated>2010-02-14T13:01:32.466-02:00</updated><title type='text'>Vestidos rosa, ditaduras consentidas e a possível luz no fim do túnel</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#999999;"&gt;O caso aqui na verdade é outro. Cabe, primeiramente, uma observação. É errônea a utilização da palavra ditadura como colocarei aqui; mas, ainda assim, o farei como forma de metáfora para retratar a imposição de algo. Não deveria chamar de ditadura, vez que não falamos de política, mas, contudo, é impossível não traçar paralelo com algo totalitário quando pensamos no incidente com a aluna hostilizada numa universidade paulista meses atrás.&lt;br /&gt;O ocorrido foi trágico. Já o vestido — à exceção da cor que não me agrada — nem tanto. Fato é que a parte funesta aqui se confirma em muitos pontos. Tragédia por conta do alvoroço porque, quando se hostiliza alguém por conta de suas vestimentas, confirma-se, no mínimo, aquela máxima — triste, machista, mas bem brasileira — de que, em muitos estupros, é a vítima e suas roupas que levam o infrator a cometer tamanho delito; como se a individualidade humana pudesse ser desrespeitada por conta de uma questão estética.&lt;br /&gt;Foi ainda mais trágico em termos educacionais porque, numa universidade, local onde pretensamente o conhecimento é difundido, local onde se formam cidadãos para um pseudo-futuro, o que se viu foi a maior prova de que nem dentro da “jaula” é possível respeitar o outro. E aqui vale a alusão de que a jaula nada mais é do que a própria sala de aula, onde se aprende o “ficar quieto”, o “obedecer”, o “fazer o melhor para se obter um amanhã” — a jaula da fábrica, do hospício, da família e da sala de aula, tão bem pontuadas por Foucault.&lt;br /&gt;Claro, não sejamos poliânicos: a tragédia maior se consolida no que, talvez, tenha causado tanto clamor; porque, certamente, não foi só o vestido. Para ganhar vaia coletiva — que, vale lembrar, reverberou por toda imprensa e, segundo os especializados na espetacularização da miséria alheia, pode render até uma cadeira ao lado dessas gurias que levantam algum ao mostrar o corpo — a garota fez mais do que usar um vestido curto. Mulheres aos montes desfilam com vestidos menores e mais indiscretos por toda a cidade e, nem por isso, conseguem tantos holofotes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;&lt;strong&gt;Estética e arte&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Bom, o objetivo central. O que pretendemos tratar aqui, por fim, é a relação estética suscitada com o caso. Esta — que vale comentar mesmo sem estarmos tratando de artes propriamente — existe ao falarmos de um julgamento visual em relação a uma pessoa; que, por usar determinada vestimenta, foi rechaçada. E isto arrasta o fato muito mais longe, chegando ao ponto estético. A questão traz à tona uma discussão sobre o quê está posto, o quê é regra, o quê é facilmente aceito em meio à massa frente às relações estéticas.&lt;br /&gt;Eis o porquê da escolha do termo ditadura. De forma nua, o que se viu, por parte dos estudantes da Uniban, foi a tentativa de eliminar as atitudes pretensamente transgressoras da estudante, que não estavam em conformidade com o “razoável” nem com o Establishment. Aqui, a ditadura figura ao lado da moda e, por conseguinte, cai no campo estético. É curioso pensar que, neste caso, a repressão imposta não veio de uma parte representativa do Estado — por isso afirmei, no início deste, que seria até errôneo utilizar a palavra ditadura — ou coisa assim; mas sim dos próprios ‘colegas’.&lt;br /&gt;O fato ocorrido com a estudante é o que pretendo chamar de ditadura consentida. Digo consentida pois, a força do Establishment se consolidou de tal forma, o próprio indivíduo da massa policia as atitudes do outro, assegurando a manutenção do que está posto. Em certa medida é uma aceitação quase que pluralista de que nada pode ou deve ser feito — as pessoas são assim e pronto. Embasado em situações como esta, vale a reflexão sobre quais são as formas possíveis de se modificar o que parece petrificado no imaginário social.&lt;br /&gt;Aqui tomo de empréstimo algumas idéias de Herbert Marcuse, no que tange a impossibilidade de ação, para articular sobre. Ele, romanticamente como assume, diz existir nas artes a parcela de possibilidades para pensar um novo comportamento frente às imposições da cultura de massa. As idéias do pensador podem ser inseridas nesse contexto quando se vislumbra a quebra de paradigmas coletivos.&lt;br /&gt;Marcuse se respalda na arte para apontar possíveis modificações sociais por um viés interessante. Para ele, a arte é o utópico, o impensável, é ela que pode “descobrir e (re)criar uma nova imediação, que emerge apenas com a destruição do velho”.&lt;br /&gt;Notadamente você se perguntará: “E o quê a arte tem a ver com o preconceito das pessoas? O quê isto tem a ver com a atitude de jovens embasados em comportamentos estereotipados que, ao notar um hiato, rechaçam tudo que não seja razoável, socialmente aceito?”. O pensador alemão dirá que é a estética e a percepção da arte que podem libertar as faculdades sensíveis do ser humano e, com isso, levá-lo a questionar, num momento de êxtase proporcionado pelo belo, tudo o que está posto pelo Establishment. Pode soar utópica a visão, mas o fato é que a própria idéia de mudança já foi enquadrada pelo sistema e, assim, vende-se a sensação única de que não há o que fazer. É um niilismo coletivo, que vai contra a premissa de Marcuse. Ele vê luz no fim do túnel.&lt;br /&gt;Longe de ser messiânico, vale a pergunta feita pelo filósofo: “Não terá chegado o momento de unir a dimensão estética e política, de preparar o terreno, no pensamento e na ação, para fazer da sociedade uma obra de arte?”. Sem a resposta, vale dizer que as pequenas ações que parecem irrefutáveis podem ser revisadas. Como disse Drummond, “O sol consola os doentes e não os renova. / As coisas. Que tristes são as coisas, consideradas em ênfase”.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5749059871835996461-4170300322354822263?l=denismatos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://denismatos.blogspot.com/feeds/4170300322354822263/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5749059871835996461&amp;postID=4170300322354822263&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5749059871835996461/posts/default/4170300322354822263'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5749059871835996461/posts/default/4170300322354822263'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://denismatos.blogspot.com/2010/02/vestidos-rosa-ditaduras-consentidas-e.html' title='Vestidos rosa, ditaduras consentidas e a possível luz no fim do túnel'/><author><name>Dênis Matos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06784472758257588850</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_39NegqL4Fy4/S5ldvtb_KUI/AAAAAAAAALg/aqsbtL0o9nU/S220/droguinha.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5749059871835996461.post-1713205861858081762</id><published>2009-09-29T15:28:00.006-03:00</published><updated>2010-03-16T10:45:54.929-03:00</updated><title type='text'>Corpo e metrópole: o gosto nos grandes centros</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_39NegqL4Fy4/SsJYFh84MAI/AAAAAAAAALU/fOcJ7pzJHr8/s1600-h/08010801_blog.uncovering.org_greg-friedler.jpg"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 200px; height: 144px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_39NegqL4Fy4/SsJYFh84MAI/AAAAAAAAALU/fOcJ7pzJHr8/s200/08010801_blog.uncovering.org_greg-friedler.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5386964956324835330" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#666666;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;O corpo comunica. A metrópole comunica. Quando o fazem, usam ferramentas da linguagem; que perpassam por expressões visuais, sonoras ou escritas. É parte da cultura da metrópole o que ela comunica. A cultura, neste sentido, pode ser entendida como o sistema representativo — construído por elementos sígnicos — que narra os costumes, as formas de vidas, a filosofia e os meios de representar a realidade de determinado povo.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#666666;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;Tendo o corpo como mídia primária, podemos afirmar que é ele o determinante quando se pensa na formulação dessa cultura, aqui, vista como gosto. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#666666;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;O individuo altera a si próprio e a sua cultura a partir daquilo que observa no outro e no espaço comum. A troca entre objetos e corpos no campo urbano se torna constante e infindável.&lt;br /&gt;O “escambo” contínuo da imagem metamorfoseia o gosto, amplia e difunde pela mescla de tendências que podem ser vistas a todo instante na metrópole. Seria promíscuo dizer que os meios de comunicação não são influentes no processo. Sim, eles exercem um papel importante no desenho do gosto coletivo, impõem o que é esteticamente aceito. Contudo, o apelo visual encontrando nos corpos é muito mais vivo, forte, tangível; possibilitando assim a percepção maior do gosto estético baseado no outro.&lt;br /&gt;O desenho idealizado do corpo, através de suas formas, vestimentas e adereços, cria a comunicação ao seu modo. Este diálogo — estabelecido com os inúmeros signos corpóreos — tem relação direta com o gosto, a partir do momento em que o individuo adota formas e trajes por se identificar, e por ver neles um meio de ser reconhecido. O sujeito se torna símbolo e parte constituinte da representação que se tem das metrópoles.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;tab-stops:35.4pt 58.5pt"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-weight: bold; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#000099;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;Mas como o diálogo entre corpo e metrópole pode impor um gosto coletivo?&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;tab-stops:35.4pt 58.5pt"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#666666;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;O questionamento requer breve conceituação. É a cultura do homem urbano que vai formular o gosto. Aqui, ela é quem produz este diálogo, estabelecido pela própria representação de vida que o homem faz de si. Evitando olhar de forma nua para o “eu”, o indivíduo urbanóide recria a realidade vencendo, assim, angústias, medos e dúvidas por meio de códigos que pretensamente trazem superação de um pseudo mal-estar — notadamente, em nível simbólico. O corpo, neste caso, trabalha como ferramenta de transporte da imagem de um homem forte, invencível, que conhece profundamente a si em diálogo direto com a metrópole.&lt;br /&gt;A venda dessa imagem fortificada é que pode construir o gosto massificado. Parece complexo, mas não é. Como o ser urbanóide tem por premissa vender uma imagem sólida, ele adere a símbolos coletivos que representam esta fortificação. Estes símbolos ficarão transparentes no corpo, e é aí que se encontra o gosto. Conhecemos superficialmente o outro, mas compramos sua imagem corpórea que, embasada nos preceitos urbanos, pretende ser viril. Para passar essa imagem, o indivíduo unifica seu gosto dentro do padrão de corpo aceito pela metrópole; pautado na imagem do homem forte, urbano, que conhece a si mesmo. Notadamente não podemos generalizar, visto que o conceito é abstrato e imensurável. Contudo, é visível a influencia que o corpo alheio exerce em nosso próprio gosto.&lt;br /&gt;Os meios de comunicação também são imprescindíveis ao processo — propagando uma imagem estereotipada do ser —, mas outros itens culminaram na construção deste símbolo. Não é apenas a televisão, o rádio ou o jornal que vão pautar o comportamento corpóreo e estético do indivíduo urbanóide, mas a multiplicidade de corpos e espaços com que ele se relaciona.&lt;br /&gt;Ao andar nas ruas, dentro de shoppings e galerias, o indivíduo recebe e envia informações por signos do olhar e do corpo. Observando o outro, decodifico signos que estão agregados a adereços, modos de andar, sorrisos, formas comportamentais no geral que são aceitas ou rejeitadas nessa troca constante, concernentes ao meu próprio gosto.&lt;br /&gt;O homem pós-moderno se espelha no outro, quer ser igual — e ao mesmo tempo construir traços específicos de seu visual. Procuro informações no corpo do outro, porém é o meu próprio corpo que pretendo modificar com os códigos que observo e acato. Ao mesmo tempo, e contraditoriamente, o corpo quer ganhar espaço único com essa absolvição, quer obter aquilo que soa positivo e que, ao seu óculo, será bem “visualizado” por um terceiro. Tudo ocorre de forma implícita, silenciosa, com a reconstrução e a dessimbolização de dados códigos culturas, constituindo, assim, de forma efetiva, um gosto massificado numa metrópole.&lt;br /&gt;O processo de afirmação e negação de si mesmo no corpo alheio é mais intenso por conta da pluralidade de comportamentos das grandes cidades. A rua, a boate, o trânsito, a lanchonete, o cinema, enfim tudo está carregado de símbolos que ora são heterogêneos, ora são massificados — e que, inegavelmente, se reconstroem a cada instante por conta de novos olhares. A metrópole vive uma semiose constante, assim como quem nela habita.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;tab-stops:35.4pt 58.5pt"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-weight: bold; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#000099;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;Status game: troca implícita&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;tab-stops:35.4pt 58.5pt"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#666666;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;É a idéia de &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#666666;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;status game, &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#666666;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;teorizada pelo antropólogo italiano Massimo Canevacci, que explica a troca constante que o corpo recebe do outro pelo olhar. Os muitos signos da metrópole acabam desenvolvendo essa capacidade humana, principalmente nas novas gerações, de decodificar o outro. Aqui, a idéia é expor o corpo como símbolo da cultura de determinado indivíduo, gerando, assim, conflitos corpóreos por conta das diferenças apresentadas. Contudo, trata-se de um conflito implícito de olhares que podem seduzir, causar indiferença ou até mesmo asco. Há um campo invisível e representativo do conflito corpóreo urbano. O campeão é aquele que melhor decodificar e reconstruir simultaneamente seu gosto.&lt;br /&gt;Não são poucos os lugares em que corpos se cruzam. Observando, por exemplo, um indivíduo num restaurante, facilmente relacionamos símbolos à vestimenta, ao cabelo, ao perfume e a outros milhões de itens que acabam produzindo olhares do que é aquele corpo. Chegamos a deduzir detalhes da vida da pessoa por conta das particularidades, tentando avaliar o que o sujeito faz, os tipos de pessoas com que ele se relaciona, o gosto estético e afins. Assistimos ao espetáculo de nós mesmos na construção de signos nascituros do outro. A maior simbologia do gosto é criada justamente pela relação entre o que olha e o que é olhado.&lt;br /&gt;Ao olhar do outro, a imagem ganha significado e pode, com isso, ser absolvida ou ignorada. Tanto esta quanto aquela vão trazer novo sistema de dessimbolização e simbolização constantes, emanados por corpos que se tornaram mercadorias orgânicas dentro do contexto comunicativo. É digno ressaltar que o corpo é uma imagem e, por ser imagem, é algo construído. Isto posto, não podemos deixar de ler o corpo, em alguns momentos, como imposição social e cultural do gosto. Você consome o outro e simboliza o seu real através disto.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;tab-stops:35.4pt 58.5pt"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#666666;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;Disponível em: &lt;/span&gt;&lt;a href="http://espaber.uspnet.usp.br/jorusp/?p=8379"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#3333FF;"&gt;http://espaber.uspnet.usp.br/jorusp/?p=8379&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: left;line-height: 150%; "&gt;&lt;span style="line-height: 150%;  font-family:Arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#666666;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="line-height:150%;font-family:Arial;mso-fareast-font-family:SimSun;font-size:11.0pt;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5749059871835996461-1713205861858081762?l=denismatos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://denismatos.blogspot.com/feeds/1713205861858081762/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5749059871835996461&amp;postID=1713205861858081762&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5749059871835996461/posts/default/1713205861858081762'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5749059871835996461/posts/default/1713205861858081762'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://denismatos.blogspot.com/2009/09/corpo-e-metropole-o-gosto-nos-grandes.html' title='Corpo e metrópole: o gosto nos grandes centros'/><author><name>Dênis Matos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06784472758257588850</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_39NegqL4Fy4/S5ldvtb_KUI/AAAAAAAAALg/aqsbtL0o9nU/S220/droguinha.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_39NegqL4Fy4/SsJYFh84MAI/AAAAAAAAALU/fOcJ7pzJHr8/s72-c/08010801_blog.uncovering.org_greg-friedler.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5749059871835996461.post-6205575011917274027</id><published>2009-09-14T16:43:00.004-03:00</published><updated>2009-09-14T16:50:39.888-03:00</updated><title type='text'>Twitter: mais conteúdo em menos espaço?</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_39NegqL4Fy4/Sq6eD2LWW8I/AAAAAAAAAK8/awIazGfwdKA/s1600-h/twitter_full111.jpg"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 200px; height: 156px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_39NegqL4Fy4/Sq6eD2LWW8I/AAAAAAAAAK8/awIazGfwdKA/s200/twitter_full111.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5381412393674234818" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span class="Apple-style-span"   style="font-family:Calibri;font-size:130%;"&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: left;margin-right: 0.85pt; line-height: 17pt; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#666666;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;O tempo é curto. O espaço também. São apenas 140 caracteres para que você angarie seguidores. “A&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#666666;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;cho que 140 toques é muito até para quem sabe se expressar. Como diz o ditado: para bom entendedor, meia palavra basta”, opina o publicitário Pedro Paiva, 24. É assim que funciona a febre &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#666666;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Twitter, &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#666666;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;espécie de rede social que trabalha como um microblog, permitindo aos usuários enviar e ler atualizações pessoais de outros contatos instantaneamente.&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: rgb(0, 0, 0); font-family: Calibri; font-size: 18px; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#666666;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;“O fato de a linguagem pender para a síntese não é o problema. Pensando em termos literários, existem várias manifestações poéticas que são sínteses, como os poemas mínimos japoneses, chamados &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#666666;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;haikai&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#666666;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;,&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#666666;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#666666;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;e isto não é negativo”, afirma Silvia Quintanilha Macedo, professora e doutora &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;st1:personname productid="em Literatura Brasileira." st="on"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#666666;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;em Literatura Brasileira.&lt;br /&gt;O tamanho do texto no Twitter começou a ser pensado em 1992. À época, Jack Dorsey, idealizador do projeto, era programador de softwares para rastreamento de táxis. O norte-americano imaginou que, com a mesma tecnologia utilizada para que os taxistas se comunicassem, seria possível criar uma rede com textos curtos para a comunicação das pessoas. E funcionou. Em 2006 ele convenceu Evan Willians, criador do blogger, a colocar o Twitter de cara para a rede.&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: rgb(0, 0, 0); font-family: Calibri; font-size: 18px; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#666666;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;A velocidade com que a informação é repassada e a objetividade parecem ser os grandes trunfos — ou problemas, em alguns casos — do site. Dorsey afirmou, em entrevista ao jornal &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#666666;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;O Estado de São Paulo&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#666666;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;, que “com um limite de tamanho, as pessoas são mais espontâneas e instantâneas”, minimizando assim seus pensamentos. O usuário Paiva concorda com o progenitor do microblog. “Em o&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#666666;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;utros meios virtuais, como o Fotolog e o Flickr, as pessoas se comunicam somente por imagens. Por isso penso que, quem tem um conteúdo objetivo, informa até demais com 140 caracteres”, defende.&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: rgb(0, 0, 0); font-family: Calibri; font-size: 18px; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#666666;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Contudo, a instantaneidade parece deixar de lado alguns detalhes. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#666666;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;“Essa superficialidade, essa rapidez, podem ser manipuladas”, alerta Silvia Quintanilha. A educadora afirma que, ao trabalhar com frases de efeito, o Twitter pode deturpar informações por não haver, em alguns casos, reflexão suficiente sobre o que está em debate. “Enquanto linguagem é algo novo, que não pode ser descartado. Mas com prejuízo por conta da falta de profundidade”.&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: rgb(0, 0, 0); font-family: Calibri; font-size: 18px; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#666666;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Fato mais recente sobre a linguagem e o tamanho dos “twittes” — nome dado pelos usuários a cada postagem feita no site —, ocorreu com Sasha, filha da apresentadora de TV Xuxa. Em agosto passado, ela postou um comentário no Twitter da mãe, gerando certa polêmica. “oi gente sou eu sasha estou aqui filmando o novo filme da Xuxa, e um vai ser otimo filme, tenho q ir vou fazer uma &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#666666;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;sena&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#666666;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt; com a cobra”, escreveu a garota. O erro de grafia em “sena”, os detalhes com vírgula e com acentuação não passaram despercebidos pelos seguidores da rainha dos baixinhos. A apresentadora argumentou, com outra twittada, que a filha havia sido alfabetizada &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;st1:personname productid="em ingl￪s. Vale" st="on"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#666666;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;em  inglês. Vale&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/st1:personname&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#666666;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt; ressaltar que Sasha tem 11 anos de idade.&lt;br /&gt;Para Silvia Quintanilha, as modificações na língua portuguesa ocorridas na internet não são de todo negativas. “Uma língua que nunca se transforma morre. Essas várias mídias trazem a língua para o centro da vida, como expressão cultural importantíssima. Jamais se deve proteger a língua em uso de outras espécies de comunicação. Por isso o Twitter é, sim, positivo em termos de expressão”.&lt;br /&gt;Outros artistas também têm sofrido problemas de ordem virtual. John Mayer, um dos músicos mais ativos do Twitter, usou a rede social para reclamar dela mesma. “Desde que comecei a me comunicar através de mensagens curtas, comecei a escrever letras do mesmo jeito. Isto está assassinando a minha escrita”, desabafou.&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: rgb(0, 0, 0); font-family: Calibri; font-size: 18px; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#666666;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Em suma, o&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#666666;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;s usuários parecem ter consciência de que o acesso excessivo ao site causa certa dependência. “Confesso que logo que chego ao trabalho ou em casa abro o site”, afirma Paiva. No entanto, o jovem se defende: “Não fico alucinado olhando o que rolou durante o tempo que fiquei fora. Faço outras coisas e, quando posso, dou uma olhada nas últimas atualizações, bem superficialmente”.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/st1:personname&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;/span&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5749059871835996461-6205575011917274027?l=denismatos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://denismatos.blogspot.com/feeds/6205575011917274027/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5749059871835996461&amp;postID=6205575011917274027&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5749059871835996461/posts/default/6205575011917274027'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5749059871835996461/posts/default/6205575011917274027'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://denismatos.blogspot.com/2009/09/twitter-mais-conteudo-em-menos-espaco.html' title='Twitter: mais conteúdo em menos espaço?'/><author><name>Dênis Matos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06784472758257588850</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_39NegqL4Fy4/S5ldvtb_KUI/AAAAAAAAALg/aqsbtL0o9nU/S220/droguinha.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_39NegqL4Fy4/Sq6eD2LWW8I/AAAAAAAAAK8/awIazGfwdKA/s72-c/twitter_full111.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5749059871835996461.post-7546045778610877869</id><published>2009-07-24T08:08:00.004-03:00</published><updated>2009-07-24T08:16:56.671-03:00</updated><title type='text'>Cachorro morto</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_39NegqL4Fy4/SmmYD4pWUII/AAAAAAAAAK0/AG9GjDQoISM/s1600-h/c%C3%A3o.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 200px; height: 125px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_39NegqL4Fy4/SmmYD4pWUII/AAAAAAAAAK0/AG9GjDQoISM/s200/c%C3%A3o.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5361984023874130050" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style=" color: rgb(102, 102, 102); font-family:arial;"&gt;Certas coisas na vida não se renovam. Por isso digo que debater a postura da imprensa, em alguns casos, é chutar cachorro morto. Tenho para mim que a mídia não vai mudar. Ela depende da publicidade e vai continuar produzindo o espetáculo da vida alheia para vender seu conteúdo jornalístico. Minha modesta análise diz que a única mobilização a ser feita é na mente das pessoas, para que estas saibam separar o joio do trigo. Não mais que isso. Mas, como afirmei, ‘certas coisas na vida não se renovam’. Logo, alguns detalhes ainda pedem reflexão.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style=" line-height: 150%;  "&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style=" color: rgb(102, 102, 102); font-family:arial;"&gt;Num passeio por portais de notícia na internet, cruzei com algo que pode ser chamado no mínimo de hiato. “Veja fotos dos cães feios enviados por leitores”, salientava a chamada do site globo.com.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:arial;"&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: rgb(102, 102, 102); "&gt;Sim, é isso mesmo: um concurso online, promovido por uma das maiores redes de comunicação do mundo, elegendo o cão mais feio do ano. Cogitei até a hipótese de proclamar o clichê de que “gosto não se discute”, mas não foi possível. Chamo ao menos de inquietante o fato de pessoas quererem tornar pública a estrutura estética de seus “amigos” do reino animal — pautados, notadamente, numa pseudo-fama. E o pior: um importante veículo de comunicação ver relevância pública em noticiar tamanha bizarrice.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#666666;"&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;O consolo — se é que existe — é que a história não partiu de mentes tupiniquins. O concurso tem gene nos Estados Unidos, realizado há alguns ano durante a feira de Sonoma-Marin, em Petaluma, estado da Califórnia. A Globo não ficou alheia ao pódio estadunidense e resolveu consagrar os quadrúpedes domésticos brasileiros.&lt;/div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;Não há ética que permeie o jornalismo dizendo que este deva tratar apenas questões voltadas à política, à economia e afins. “Nem só de pão vive o homem”. Penso ser comum que pessoas queiram alicerçar parte de seu dia com um pouco de banalidades — e me incluo nesta lista. No entanto, a maior rede de comunicação do país talvez possa hierarquizar a informação de melhor forma; lutando para que o espetáculo não sucumba questões de maior relevância social.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;É notório que o espetáculo, neste caso, trabalha como espécie de ‘fetichismo’ da informação. Explico. Em busca de notoriedade — esta possivelmente alcançada caso seu cão seja muito feio —, pessoas sucumbem tudo o que não for midiaticamente “legal”, alegando que senso crítico é coisa de intelectual mal-humorado do século passado. O importante é estar feliz e fazer parte do show.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;E aí se cria um fetiche, um desejo imensurável do público de consumir informações tidas como “descoladas” — e sem nenhum caráter questionador — que acabam produzindo seres humanos alheios a inúmeras mazelas sociais. A propaganda é uma só: aparecer vale muito mais do que olhar para o lado. Todos querem usufruir de uma imagem.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;A tentativa parece funcionar. Dias após a publicação da reportagem, o portal G1 contava com cerca de 30 candidatos para a disputa do troféu feiúra. Ao menos não restam dúvidas de que, com a ajuda da mídia e do reino animal, é possível ficar famoso — consumindo uma sensação de satisfação ilusória ao ter seu nome mencionado abaixo da foto de seu amigo cão. Feio, mas amigo!&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: left;line-height: 150%; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style=" line-height: 22px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#666666;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;&lt;b&gt;Publicado em:&lt;/b&gt; &lt;span class="Apple-style-span"  style="color: rgb(0, 0, 0);  line-height: normal; font-family:Georgia;"&gt;&lt;a href="http://observatorio.ultimosegundo.ig.com.br/artigos.asp?cod=547ENO003"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#000099;"&gt;http://observatorio.ultimosegundo.ig.com.br/artigos.asp?cod=547ENO003&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: left;line-height: 150%; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="line-height: normal;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#666666;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;&lt;b&gt;e:&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#666666;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt; &lt;span class="Apple-style-span"  style="color: rgb(0, 0, 0);  font-family:Georgia;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#000099;"&gt;&lt;a href="http://www.webdiario.com.br/?din=view_noticias&amp;amp;id=34704&amp;amp;search="&gt;http://www.webdiario.com.br/?din=view_noticias&amp;amp;id=34704&amp;amp;search=&lt;/a&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5749059871835996461-7546045778610877869?l=denismatos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://denismatos.blogspot.com/feeds/7546045778610877869/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5749059871835996461&amp;postID=7546045778610877869&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5749059871835996461/posts/default/7546045778610877869'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5749059871835996461/posts/default/7546045778610877869'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://denismatos.blogspot.com/2009/07/cachorro-morto.html' title='Cachorro morto'/><author><name>Dênis Matos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06784472758257588850</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_39NegqL4Fy4/S5ldvtb_KUI/AAAAAAAAALg/aqsbtL0o9nU/S220/droguinha.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_39NegqL4Fy4/SmmYD4pWUII/AAAAAAAAAK0/AG9GjDQoISM/s72-c/c%C3%A3o.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5749059871835996461.post-461069213735731076</id><published>2009-07-15T09:23:00.008-03:00</published><updated>2009-07-15T09:41:07.360-03:00</updated><title type='text'>Muito mais do que ratos com asa</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_39NegqL4Fy4/Sl3OT_VUNQI/AAAAAAAAAKs/m9fu9ZPlEsE/s1600-h/er_art_santos.png"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 200px; height: 200px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_39NegqL4Fy4/Sl3OT_VUNQI/AAAAAAAAAKs/m9fu9ZPlEsE/s200/er_art_santos.png" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5358665974454433026" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span class="Apple-style-span"   style="font-family:arial;font-size:130%;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#666666;"&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: left;"&gt;&lt;span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Sua imagem está associada a muitas coisas — do Espírito Santo à paz mundial. Eles têm também importante parcela na história da humanidade, especificamente no âmbito da comunicação. Conhecidos por muitos como “ratos com asas”, quase sempre infestam praças em grandes cidades. Sim, falamos de pombos.&lt;br /&gt;Hoje eles figuram ao lado de baratas, moscas, ratos e outros seres asquerosos comuns ao homem. Contudo, existe um passado glorioso que reverbera até o presente.&lt;br /&gt;A aparição dos pombos na história coincide com hieróglifos egípcios e escritos mesopotâmicos. É provável que o povo egípcio tenha sido o primeiro a explorá-los como mensageiros, enviando-os pelo mundo para anunciar a ascensão de um faraó ao trono. Consta ainda que, na Grécia antiga, as aves eram usadas para transmitir o resultado das olimpíadas. No Império Romano, eles percorriam toda a costa do Mediterrâneo, levando informações sobre as possíveis invasões e as movimentações do inimigo.&lt;br /&gt;Em meados do século XIX, quando a comunicação ainda era precária, eram os pombos que levavam as notícias em primeira mão. A derrota de Napoleão Bonaparte em Waterloo chegou a Londres pelas asas de um mensageiro. Até Carlos Drummond de Andrade dedicou atenção aos pombos. “&lt;/span&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Seria o Exército em manobras / ou simplesmente / trazia recados de ai! Amor / à namorada do tenente &lt;/span&gt;&lt;st1:personname productid="em Aldeia Campista" st="on"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;em  Aldeia Campista&lt;/span&gt;&lt;/st1:personname&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;?”, questiona o mineiro num trecho do poema “Pombo-Correio”.&lt;br /&gt;Seja por motivação poética, histórica ou simples adorno urbano, as aves granívoras estão de volta. Prova disso foi o pombo interceptado no início deste mês &lt;/span&gt;&lt;st1:personname productid="em Sorocaba. Segundo" st="on"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;em Sorocaba. Segundo&lt;/span&gt;&lt;/st1:personname&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt; o portal de notícias &lt;/span&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;G1&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;, agentes do presídio encontraram o animal com uma espécie de mochila contendo não menos que um aparelho celular. A “encomenda” trazia ainda o nome e o número da cela do detento que iria receber o telefone. Foi o excesso de “bagagem” que acabou atrapalhando o plano de vôo e ocasionou “pouso forçado” da aeronave.&lt;br /&gt;A prática não é novidade. No mesmo presídio, em março passado, a polícia encontrou outros dois pombos-correios. À época, a ousadia não era tanta e as aves carregavam apenas peças de aparelhos celulares.&lt;br /&gt;No ano passado, em Marília, interior de São Paulo, a estratégia quase deu certo. Dois pombos foram localizados com uma mulher, que se defendeu alegando que os mesmos seriam usados para levar alimento aos presos.&lt;br /&gt;Mesmo com toda a fama, um pombo-correio não pode ser enviado a qualquer parte. A habilidade do animal consiste em voltar sempre para casa, mesmo após percorrer longas distâncias. E é isso que ele faz. Agora, por incrível que pareça, faz de forma inovadora: atuando na esfera criminal. A ave, que num passado não tão longínquo era considerada eficiente como o telégrafo, acabou na clandestinidade.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5749059871835996461-461069213735731076?l=denismatos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://denismatos.blogspot.com/feeds/461069213735731076/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5749059871835996461&amp;postID=461069213735731076&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5749059871835996461/posts/default/461069213735731076'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5749059871835996461/posts/default/461069213735731076'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://denismatos.blogspot.com/2009/07/muito-mais-do-que-ratos-com-asa_15.html' title='Muito mais do que ratos com asa'/><author><name>Dênis Matos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06784472758257588850</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_39NegqL4Fy4/S5ldvtb_KUI/AAAAAAAAALg/aqsbtL0o9nU/S220/droguinha.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_39NegqL4Fy4/Sl3OT_VUNQI/AAAAAAAAAKs/m9fu9ZPlEsE/s72-c/er_art_santos.png' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5749059871835996461.post-9222885382473441050</id><published>2009-05-05T12:54:00.005-03:00</published><updated>2011-08-15T23:10:50.364-03:00</updated><title type='text'>Silêncio</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;&lt;span style=" line-height: 150%; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;Num silêncio esquisito é que queria ler a mim mesmo. Porque o silêncio é isso: tempo seu. E em pensar existir algo tão sublime, como o próprio, nasce o silêncio de si. Tudo no instante. Dedos cegos de lascívia buscam o silêncio; olhares baixos desabrocham o silêncio; respirações atônitas ficam frias e serenas ao brilho do silêncio.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;&lt;span style=" line-height: 150%; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;Ele é quase compartilhado. Todos o têm! Só o tempo e o silêncio do outro não são teus. Ele se modifica, se metamorfoseia. Por isso não consigo ver o outro em silêncio: quero ver a mim – e então não aceito. Quero a precisão do meu ser no silêncio do outro, e aquela não pertence nem a mim e nem ao outro. É de ninguém. Não a tenho. Mas quero!&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;&lt;span style=" line-height: 150%; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;E aí recebo a frustração. Não transgrido. Não sou um além homem. Farsa, versão, simulacro. Porque não conheço e não respeito o silêncio do outro. E no meu silêncio, que deveria só a mim pertencer, não me percebo. Entro em silêncio para sair de mim – e não para olhar a mim. Erro. E por isso não vivo. E por isso morro. E morrer é exagero. E por isso não se morre por completo. Morre-se lentamente, morre-se mentindo, morre-se em silêncio.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5749059871835996461-9222885382473441050?l=denismatos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://denismatos.blogspot.com/feeds/9222885382473441050/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5749059871835996461&amp;postID=9222885382473441050&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5749059871835996461/posts/default/9222885382473441050'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5749059871835996461/posts/default/9222885382473441050'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://denismatos.blogspot.com/2009/05/silencio.html' title='Silêncio'/><author><name>Dênis Matos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06784472758257588850</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_39NegqL4Fy4/S5ldvtb_KUI/AAAAAAAAALg/aqsbtL0o9nU/S220/droguinha.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5749059871835996461.post-1557806968126715010</id><published>2009-02-27T08:34:00.024-03:00</published><updated>2009-07-24T11:20:01.837-03:00</updated><title type='text'>Mais do que o grotesco espetáculo da vida alheia</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_39NegqL4Fy4/SafVGPBIhfI/AAAAAAAAAJ8/Hq1P3JKuxhY/s1600-h/BBB.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5307444988966634994" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 200px; CURSOR: hand; HEIGHT: 150px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_39NegqL4Fy4/SafVGPBIhfI/AAAAAAAAAJ8/Hq1P3JKuxhY/s200/BBB.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="LINE-HEIGHT: 150%; TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="LINE-HEIGHT: 150%;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="COLOR: rgb(102,102,102)"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;É sabido, por muitos, que o estimado Big Brother Brasil (BBB) é uma genuína máquina de gerar lucros. Quanto a isto, pouco se deve discutir – visto que o sucesso do reality show é fato. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="COLOR: rgb(102,102,102)"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="LINE-HEIGHT: 150%; TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="LINE-HEIGHT: 150%;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="COLOR: rgb(102,102,102)"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;Somada à edição atual, foram quase 10 programas em que a audiência estrondosa sucumbiu às expectativas do público – e da própria Rede Globo. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="COLOR: rgb(102,102,102)"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="LINE-HEIGHT: 150%; TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="LINE-HEIGHT: 150%;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="COLOR: rgb(102,102,102)"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;Para se ter idéia, a oitava versão do programa, exibida no ano passado, chegou a números invejáveis de votos num paredão: não menos que 64 milhões de participantes. Estima-se que a população brasileira beire 190 milhões de pessoas. Com uma matemática infantil, é possível observar que a democracia do BBB8 obteve cerca de um terço dos brasileiros influenciando em seu resultado. Na ocasião, a Globo angariou média de 300 mil reais com a interação do público – entre votações da internet, torpedo via celular e telefone fixo.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="COLOR: rgb(102,102,102)"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="LINE-HEIGHT: 150%; TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="LINE-HEIGHT: 150%;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="COLOR: rgb(102,102,102)"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;Contudo, isto é café pequeno se comparado aos merchandisings e patrocínios do programa. E não é só isso. A empreitada virtual da quarta maior emissora de TV do mundo também é digna de observação. Todo e qualquer objeto vira oportunidade de negócios. De edredons – idênticos aos utilizados nos quartos de confinamento do BBB9 – a canecas, tudo é comercializado no portal de vendas da Globo. Roupões de joaninha, de pingüim, de sapo; squeeze; copo; nécessaire e até notebooks estão à disposição dos aficionados pelo escândalo televisivo. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="COLOR: rgb(102,102,102)"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="LINE-HEIGHT: 150%; TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="LINE-HEIGHT: 150%;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="COLOR: rgb(102,102,102)"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;Quanto aos preços, diferentes classes sociais podem ser atendidas. A tacada inicial está em torno de R$ 20,00 – precisamente R$ 19,90, que equivalem à “caneca BBB” – e, aos mais providos de bens financeiros, pode chegar a quase R$ 2.800,00 – quantia que possibilita a aquisição do “notebook BBB”. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="COLOR: rgb(102,102,102)"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="LINE-HEIGHT: 150%; TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="LINE-HEIGHT: 150%;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="COLOR: rgb(102,102,102)"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;E claro, você pode parcelar quase tudo em até 10 vezes sem juros. Veja como eles são acessíveis. Além disso, aos paupérrimos, há itens de edições passadas do programa à venda na aba “ponta de estoque”. Nesta sessão, os entusiastas podem se saciar com o “boné olhinhos BBB”, por módicos R$ 13,90. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="COLOR: rgb(102,102,102)"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="LINE-HEIGHT: 150%; TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="LINE-HEIGHT: 150%;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="COLOR: rgb(102,102,102)"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;Notadamente você se perguntará: “e tem quem compra?” Naturalmente sim. A Rede anunciou que este ano as vendas dos produtos BBB estão 70% maiores do que as da edição anterior; e que o produto mais procurado é a mochila de viagem BBB9, que custa a bagatela de R$ 179,90.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="COLOR: rgb(102,102,102)"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="LINE-HEIGHT: 150%; TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="LINE-HEIGHT: 150%;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="COLOR: rgb(102,102,102)"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;Apesar da ligeira queda de audiência, o BBB9 ainda é ópio aos brasileiros. A exibição de &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="COLOR: rgb(102,102,102)"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;fofocas, picuinhas, excesso de cuidados corporais, escândalos e cenas de sexo reais continua dando ao fiel espectador a esperança de encontrar, no programa, um cotidiano tão banal quanto o seu próprio – colocando assim resquícios de brilho e sentido em sua vida domesticada. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="COLOR: rgb(102,102,102)"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="LINE-HEIGHT: 150%; TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="LINE-HEIGHT: 150%;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="COLOR: rgb(102,102,102)"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;Agora, além das telas, a&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="LINE-HEIGHT: 150%;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="COLOR: rgb(102,102,102)"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt; onipresença do espectador junto à Rede Globo pode chegar aos produtos BBB – que não se restringem ao mero espetáculo da vida alheia na TV.&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:Verdana;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;span style="LINE-HEIGHT: 150%;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="COLOR: rgb(102,102,102)"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:Verdana;"&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: rgb(0, 0, 0); font-family: Georgia; line-height: 72px; font-weight: bold; "&gt;Disponível em:&lt;span class="Apple-style-span" style="color: rgb(0, 0, 0); text-decoration: none;"&gt;&lt;a href="http://www.observatoriodaimprensa.com.br/artigos.asp?cod=527TVQ003" style=""&gt; &lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: rgb(102, 102, 102);  font-weight: normal; "&gt;&lt;a href="http://www.observatoriodaimprensa.com.br/artigos.asp?cod=527TVQ003"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="FONT-WEIGHT: bold"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;http://www.observatoriodaimprensa.com.br/artigos.asp?cod=527TVQ003&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5749059871835996461-1557806968126715010?l=denismatos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://denismatos.blogspot.com/feeds/1557806968126715010/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5749059871835996461&amp;postID=1557806968126715010&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5749059871835996461/posts/default/1557806968126715010'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5749059871835996461/posts/default/1557806968126715010'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://denismatos.blogspot.com/2009/02/mais-do-que-o-grotesco-espetaculo-da.html' title='Mais do que o grotesco espetáculo da vida alheia'/><author><name>Dênis Matos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06784472758257588850</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_39NegqL4Fy4/S5ldvtb_KUI/AAAAAAAAALg/aqsbtL0o9nU/S220/droguinha.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_39NegqL4Fy4/SafVGPBIhfI/AAAAAAAAAJ8/Hq1P3JKuxhY/s72-c/BBB.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5749059871835996461.post-7200878225928153808</id><published>2009-02-20T09:14:00.004-03:00</published><updated>2009-02-20T09:19:14.225-03:00</updated><title type='text'>Meu carnaval</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_39NegqL4Fy4/SZ6fQeHgQrI/AAAAAAAAAJU/h6udfU3MGo0/s1600-h/ecard_optocht_carnaval.gif"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 305px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_39NegqL4Fy4/SZ6fQeHgQrI/AAAAAAAAAJU/h6udfU3MGo0/s320/ecard_optocht_carnaval.gif" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5304852516400284338" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-weight: bold; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: rgb(102, 102, 102);"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Por Frei Betto&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: rgb(102, 102, 102);"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: rgb(102, 102, 102);"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: rgb(102, 102, 102);"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Chega o Carnaval e, com ele, a tristeza de palhaço que vê o circo pegar fogo. Fico surdo aos tamborins, cego à desnudez das mulheres e de nariz tapado ao cheiro ácido do suor quente.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: rgb(102, 102, 102);"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: rgb(102, 102, 102);"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;É outro o Carnaval que tanto anseio. Não o de salões abarrotados de gritos desconexos, nem desfiles que disfarçam de luxo a indigência do povo. Quero a alegria dalma, arlequim bailando em meu espírito, o odor suave da colombina afagando os meus cabelos. Quero a serpentina enlaçando fraternuras e confetes caindo como estrelas nos telhados de meus sonhos. Quero o rei Momo premiando o meu país de farturas e o corso da alegria atravessando as ruas dos meus passos. &lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: rgb(102, 102, 102);"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: rgb(102, 102, 102);"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Não irei a bailes ébrios de álcool, nem me atarei a cordões que me algemam a liberdade. A mim pouco importa que, no Carnaval, homens se fantasiem de mulheres e mulheres vistam-se como homens. O que ambiciono é mais ousado: virar-me pelo avesso, trazer à tona aquele que sou e não tenho sido, travestir-me de mim mesmo, da minha face mais real e que, no entanto, trago mascarada nos demais dias do ano. É a loucura, essa loucura do sopro divino do qual sou feito. É ela que pretendo expor nas passarelas, nu, sem fantasias, puro como o mais belo dos anjos.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: rgb(102, 102, 102);"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: rgb(102, 102, 102);"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Então, voarei alucinado pelas avenidas e, ao aterrissar no sambódromo, provocarei um silêncio reverencial, aquela suspensão de todo respirar que só as epifanias suscitam. A multidão em delírio aplaudirá o próprio êxtase, embriagada de plenitudes.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: rgb(102, 102, 102);"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: rgb(102, 102, 102);"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Não encharcarei minha solidão de cervejas, nem mergulharei no mar de espumas brilhantes e ilusões estéreis. Serei insensatamente o clone de mim mesmo, arrancando-me novo de velhas células. Porta-bandeira atrevido, exibirei na escola de samba uma por uma de minhas quimeras, tão palpáveis quanto o amor que dói no peito. Rasgarei a minha fantasia e, com os trapos, tecerei um tapete de utopias, sobre o qual dançarei o mais ousado dos frevos, até que amanheça em minha esperança.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: rgb(102, 102, 102);"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: rgb(102, 102, 102);"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Gritarei como os náufragos ao avistarem terra firme e trarei o meu rosto pintado com as cores do arco-íris, para que todos vejam que bani a tristeza que me assalta ao aproximar-se o Carnaval dos incautos, essa demência coletiva que satura os sentidos sem aplacar o desejo. Quero é festa, muita festa, com pierrôs embevecidos frente às promessas sedutoras de odaliscas virgens formando o cordão de madrugadas de silêncio, nas quais nem respiração se escuta, só o ritmo imponderável do mistério.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5749059871835996461-7200878225928153808?l=denismatos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://denismatos.blogspot.com/feeds/7200878225928153808/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5749059871835996461&amp;postID=7200878225928153808&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5749059871835996461/posts/default/7200878225928153808'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5749059871835996461/posts/default/7200878225928153808'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://denismatos.blogspot.com/2009/02/meu-carnaval.html' title='Meu carnaval'/><author><name>Dênis Matos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06784472758257588850</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_39NegqL4Fy4/S5ldvtb_KUI/AAAAAAAAALg/aqsbtL0o9nU/S220/droguinha.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_39NegqL4Fy4/SZ6fQeHgQrI/AAAAAAAAAJU/h6udfU3MGo0/s72-c/ecard_optocht_carnaval.gif' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5749059871835996461.post-5721287200639712867</id><published>2009-02-11T09:38:00.009-02:00</published><updated>2009-02-11T13:25:28.178-02:00</updated><title type='text'>A vida transporta na música, na dança e no circo</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"   style="color: rgb(102, 102, 102);   line-height: 72px;font-family:Verdana;font-size:48px;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;&lt;span style="line-height: 150%;  "&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style=""&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: rgb(102, 102, 102);"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: arial;"&gt;A história da arte é, inevitavelmente, a história da humanidade. Os mais antigos símbolos da civilização estão sempre relacionados à produção artística de diferentes povos; em dado espaço e tempo. Diz-se que o nascimento da arte é algo imensurável. Desde sempre ela existiu, comunicando, criando novas perspectivas sobre o real.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="line-height: 150%; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style=""&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: rgb(102, 102, 102);"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: arial;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%;mso-hyphenate: auto"&gt;&lt;span style="line-height: 150%;  "&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style=""&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: rgb(102, 102, 102);"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: arial;"&gt;Nos primórdios da pré-história o que se via não era efetivamente a arte, mas sim os caminhos que possibilitaram seu desenvolvimento. Tudo era feito de forma utilitária e, de certo modo, racionalista. O teatro tinha função jornalística na Grécia antiga; expondo os fatos sociais por meio das representações artísticas. Acredita-se que a dança esteja ligada a rituais e comemorações por caçadas bem sucedidas, repetindo movimentos dos animais ou até mesmo dos caçadores. Já o circo, que tem seu gene na cultura oriental, especificamente na China, utilizava a acrobacia como forma de treinamento para os guerreiros; que buscavam agilidade, flexibilidade e força.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="line-height: 150%; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style=""&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: rgb(102, 102, 102);"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: arial;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%;mso-hyphenate: auto"&gt;&lt;span style="line-height: 150%;  "&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style=""&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: rgb(102, 102, 102);"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: arial;"&gt;A intenção de expressar o mundo pela arte acaba por relacionar diferentes formas da comunicação artística. A dança, normalmente, utiliza-se da música para compor seus contornos. Esta, busca inspiração no teatro ou no cinema – além de conciliar-se a outras manifestações, como o circo. Há mescla constante das vertentes artísticas.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="line-height: 150%; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style=""&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: rgb(102, 102, 102);"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: arial;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%;mso-hyphenate: auto"&gt;&lt;span style="line-height: 150%;  "&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style=""&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: rgb(102, 102, 102);"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: arial;"&gt;Nesta mescla, o que se vê são corpos que falam e interagem. O teatro sem palavras da dança acaba por transmitir idéias através dos signos de movimento - com ou sem ligação musical. A empolgação e a paixão do músico ao tocar os instrumentos traz à tona angústias, desejos e anseios do mesmo. O palhaço trata o cotidiano com comicidade proposital, transparecendo, por gestos e gargalhadas, situações cotidianas que nem sempre são serem observadas.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="line-height: 150%; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style=""&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: rgb(102, 102, 102);"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: arial;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%;mso-hyphenate: auto"&gt;&lt;span style="line-height: 150%;  "&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style=""&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: rgb(102, 102, 102);"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: arial;"&gt;Fora as especificidades do espetáculo, temas sociais estão relacionados à arte. A dança, em muitos casos, tem significado de resistência; nem todos os povos dançam por alegria. Além disto, a dança funciona como libertação. Os movimentos rítmicos da dança acabam proporcionando uma liberação psíquica do ser, por conta da mudança em seu comportamento físico.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="line-height: 150%; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style=""&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: rgb(102, 102, 102);"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: arial;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%;mso-hyphenate: auto"&gt;&lt;span style="line-height: 150%;  "&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style=""&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: rgb(102, 102, 102);"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: arial;"&gt;O circo segue o mesmo mote, permitindo que o palhaço explicite seus questionamentos de forma cômica. No entanto, a política do “pão e circo” traz imagem negativa em relação ao espetáculo; criando o conceito, errôneo, de que a arte ilude o povo, aliena – deixando, infelizmente, à margem do debate, a máxima da arte como necessidade humana.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="line-height: 150%; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style=""&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: rgb(102, 102, 102);"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: arial;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%;mso-hyphenate: auto"&gt;&lt;span style="line-height: 150%;  "&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style=""&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: rgb(102, 102, 102);"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: arial;"&gt;A dança, a música e o circo transcendem o homem e confundem realidade e arte. É neste ponto que reside a maior necessidade humana: remontar, incessantemente, a vida ao expressar seus sentimentos na arte.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5749059871835996461-5721287200639712867?l=denismatos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://denismatos.blogspot.com/feeds/5721287200639712867/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5749059871835996461&amp;postID=5721287200639712867&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5749059871835996461/posts/default/5721287200639712867'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5749059871835996461/posts/default/5721287200639712867'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://denismatos.blogspot.com/2009/02/vida-transporta-na-musica-na-danca-e-no.html' title='A vida transporta na música, na dança e no circo'/><author><name>Dênis Matos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06784472758257588850</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_39NegqL4Fy4/S5ldvtb_KUI/AAAAAAAAALg/aqsbtL0o9nU/S220/droguinha.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5749059871835996461.post-4222039286794274105</id><published>2009-02-03T15:02:00.016-02:00</published><updated>2009-07-24T11:24:54.993-03:00</updated><title type='text'>De onde mesmo? From o quê?</title><content type='html'>&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: rgb(51, 51, 255); font-style: italic; font-weight: bold;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: rgb(51, 51, 255); font-weight: bold; "&gt;trabalho tosco para revista tosca sobre assunto tosco escrito por pretenso jornalista tosco&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_39NegqL4Fy4/SYh-gEpv2ZI/AAAAAAAAAJM/kdrioicH6qc/s1600-h/emos.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 200px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_39NegqL4Fy4/SYh-gEpv2ZI/AAAAAAAAAJM/kdrioicH6qc/s320/emos.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5298624051071146386" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: left;text-indent: 35.4pt; line-height: 150%; "&gt;&lt;span style=" line-height: 150%; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: rgb(102, 102, 102);"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;C&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=" line-height: 150%; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: rgb(102, 102, 102);"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;ansados de serem intitulados como seres risíveis em shopping centers, galerias e ruas das metrópoles, os melindrosos emos resolveram dar um saudoso &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: rgb(102, 102, 102);"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;sim&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: rgb(102, 102, 102);"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt; à vida, mudando as regras do seu estilo. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: rgb(102, 102, 102);"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: left;line-height: 150%; "&gt;&lt;span style=" line-height: 150%; "&gt;&lt;span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: rgb(102, 102, 102);"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;         &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: rgb(102, 102, 102);"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;As lágrimas foram para a gaveta, substituídas pelo visual e pela popularidade na internet.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: rgb(102, 102, 102);"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;  &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: rgb(102, 102, 102);"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Claro, mudar o nome também ajuda a desvincular o estigma negativo do passado. Agora, a trupe atende por “&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: rgb(102, 102, 102);"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;From UK&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: rgb(102, 102, 102);"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;”.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: rgb(102, 102, 102);"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: left;line-height: 150%; "&gt;&lt;span style=" line-height: 150%; "&gt;&lt;span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: rgb(102, 102, 102);"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;         &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: rgb(102, 102, 102);"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Inspirados no requinte de adolescentes do Reino Unido, os&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: rgb(102, 102, 102);"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt; From UK&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: rgb(102, 102, 102);"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt; resolveram trocar o velho &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: rgb(102, 102, 102);"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;mad rats&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: rgb(102, 102, 102);"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt; do emo por &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: rgb(102, 102, 102);"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;scarpins&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: rgb(102, 102, 102);"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt; e &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: rgb(102, 102, 102);"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;plataformas.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: rgb(102, 102, 102);"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt; O laquê entupiu a cabeça das garotas, que buscam perfeição e destaque com o visual. Aos rapazes, o bom e velho &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: rgb(102, 102, 102);"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;mullet&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: rgb(102, 102, 102);"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt; dominou os cérebros – ou será nuca? -, mantendo um ar de original no emaranhado capilar dos meninos. Tinta e franja ainda são bem vindas – e unissex.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: rgb(102, 102, 102);"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: left;line-height: 150%; "&gt;&lt;span style=" line-height: 150%; "&gt;&lt;span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: rgb(102, 102, 102);"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;         &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: rgb(102, 102, 102);"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Na internet a história se repete: fotolog, orkut, miguxu, myspace e afins. O que parece diferenciar efetivamente a nova &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: rgb(102, 102, 102);"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;crew&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: rgb(102, 102, 102);"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt; é o excesso de marketing. Os &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: rgb(102, 102, 102);"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;F&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: rgb(102, 102, 102);"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;rom o quê? &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: rgb(102, 102, 102);"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;se valem de apelidos e perfis bombásticos em sites de relacionamento para avaliar quem é digno de receber o troféu “popular”. As propagandas e os bons resultados obtidos, nesta divulgação egocêntrica, são julgados de acordo com o número de amiguinhos que cada membro&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: rgb(102, 102, 102);"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: rgb(102, 102, 102);"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;consegue angariar.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: rgb(102, 102, 102);"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: left;line-height: 150%; "&gt;&lt;span style=" line-height: 150%; "&gt;&lt;span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: rgb(102, 102, 102);"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;         &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: rgb(102, 102, 102);"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;A questão musical segue a linha dos antepassados, com um pequeno diferencial. O mercado nacional parece não mais saciar os garotos, abrindo espaço para que bandas gringas – não só &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: rgb(102, 102, 102);"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;F&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: rgb(102, 102, 102);"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;rom UK – &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: rgb(102, 102, 102);"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;fiquem mais populares. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: rgb(102, 102, 102);"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Funeral For A Friend &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: rgb(102, 102, 102);"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;e &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: rgb(102, 102, 102);"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Bullet For My Valentine &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: rgb(102, 102, 102);"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;ganharam adeptos com o novo estilo.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: rgb(102, 102, 102);"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: left;line-height: 150%; "&gt;&lt;span style=" line-height: 150%; "&gt;&lt;span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: rgb(102, 102, 102);"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;         &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: rgb(102, 102, 102);"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Já o preconceito ainda parece assombrar os pré / pós / neo-emos. Nietzsche dizia que a tragédia é criadora da forma - e estava certo. Talvez o “pavor” do preconceito fez com que os ex-emos vissem, em sua tragédia, a oportunidade de criar novas formas para o seu estilo. Ditos punks, skinheads e metaleiros continuam a alucinar os bons moços pelas ruas.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: rgb(102, 102, 102);"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: left;line-height: 150%; "&gt;&lt;span style=" line-height: 150%; "&gt;&lt;span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: rgb(102, 102, 102);"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;         &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: rgb(102, 102, 102);"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;A parte mais trágica é que no conteúdo o passado reverbera de forma marcante. Bandeiras políticas, grandes causas e reflexões continuam esquecidas. Assim como seus precursores emos, os &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: rgb(102, 102, 102);"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;From UK&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: rgb(102, 102, 102);"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt; exageram no visual como forma de auto-afirmação, e se mantêm alheios a tudo o que não seja estilo e glamour. A gana por mudanças ainda é lenda no rock – e no Brasil.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5749059871835996461-4222039286794274105?l=denismatos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://denismatos.blogspot.com/feeds/4222039286794274105/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5749059871835996461&amp;postID=4222039286794274105&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5749059871835996461/posts/default/4222039286794274105'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5749059871835996461/posts/default/4222039286794274105'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://denismatos.blogspot.com/2009/02/de-onde-mesmo-from-o-que.html' title='De onde mesmo? From o quê?'/><author><name>Dênis Matos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06784472758257588850</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_39NegqL4Fy4/S5ldvtb_KUI/AAAAAAAAALg/aqsbtL0o9nU/S220/droguinha.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_39NegqL4Fy4/SYh-gEpv2ZI/AAAAAAAAAJM/kdrioicH6qc/s72-c/emos.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5749059871835996461.post-4240249408174898669</id><published>2009-01-28T16:33:00.007-02:00</published><updated>2009-02-09T14:41:59.082-02:00</updated><title type='text'>Apuros acadêmicos</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-indent:35.4pt;line-height: 150%"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color: rgb(102, 102, 102);  line-height: 72px;font-size:48px;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-indent:35.4pt;line-height: 150%"&gt;&lt;span style=" line-height: 150%; font-size:10pt;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: rgb(102, 102, 102);"&gt;Pela manhã imagens talvez se encaixassem num texto. Era o horário que costumavam me brindar. Retomei os músculos de algumas palavras; lembrei de sílabas numa orquestra conjunta, desenhando realidades a quem estivesse a lê-las; notei o impacto ao juntar resmungos silabados, produzindo um seco eco final. Em suma, não diferente de outrora, os pensamentos brilhavam, mas se esvaiam e me davam tchau – soprando o oco “nada”. &lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: rgb(102, 102, 102);"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-indent:35.4pt;line-height: 150%"&gt;&lt;span style=" line-height: 150%; font-size:10pt;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: rgb(102, 102, 102);"&gt;Básico. Universos vêm e vão. Vão mais do que vêm. De qualquer forma, o ócio me conduziu a uma indagação e, notadamente, a uma descoberta – assumidamente tola. Por nenhum momento, nem mesmo num espasmo de “saia do ostracismo”, produzi algo direcionado à morada de minhas palavras. Ingrato, bastardo, um quase réu. Quer dizer, produzi para o mundo virtual – até por que boa parte do que escrevo chega, ao máximo, a papéis impressos, a um site qualquer ou a pretensos manuscritos –, mas não especificamente para o blog.&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: rgb(102, 102, 102);"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-indent:35.4pt;line-height: 150%"&gt;&lt;span style=" line-height: 150%; font-size:10pt;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: rgb(102, 102, 102);"&gt;Mensuro que aquela história de &lt;/span&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style:normal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: rgb(102, 102, 102);"&gt;meu querido diário&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: rgb(102, 102, 102);"&gt; está um tanto &lt;span class="Apple-style-span" style="font-style: italic;"&gt;démodé&lt;/span&gt;. Queria fugir dela e, ao mesmo tempo, dar grito de vida. De fato, o “tu deves” nietzscheniano está sempre a me sorrir e cobra juros altos por isto. Ao contrário do que profetizou o alemão e o senhor Zaratustra, ele aparece risonho numa moral pelo “fazer” – não seu antônimo. Por isso a necessidade das palavras. &lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: rgb(102, 102, 102);"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-indent:35.4pt;line-height: 150%"&gt;&lt;span style=" line-height: 150%; font-size:10pt;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: rgb(102, 102, 102);"&gt;Prometi a mim mesmo mil narrativas em momentos de banho, tédio em coletivos, filas bancárias e noites ao léu. Claro, boa parte me fugiu – a exceção desta.&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: rgb(102, 102, 102);"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-indent:35.4pt;line-height: 150%"&gt;&lt;span style=" line-height: 150%; font-size:10pt;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: rgb(102, 102, 102);"&gt;Poucos têm conhecimento, mas, num passado não tão longínquo, já me arrisquei pelo mundo esportivo. Mantenham-se inertes: foi por pouco tempo, suficiente apenas para uma &lt;/span&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style:normal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: rgb(102, 102, 102);"&gt;estória&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: rgb(102, 102, 102);"&gt;. “Revigora, rejuvenesce, simboliza saúde, traz disposição” – dizem sobre. E em dado momento comprei a tese.&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: rgb(102, 102, 102);"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-indent:35.4pt;line-height: 150%"&gt;&lt;span style=" line-height: 150%; font-size:10pt;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: rgb(102, 102, 102);"&gt;Numa academia, não tão próxima do local em que residia à época, eu arriscava algumas braçadas. Crawl, costas, peito, borboleta – o último, que muito me apetece, não passou do campo metafísico, visto que minha coordenação motora não chega a ser digna de receber o próprio nome. Imitando a natureza e os animais aquáticos, eu quase nadava.&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: rgb(102, 102, 102);"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-indent:35.4pt;line-height: 150%"&gt;&lt;span style=" line-height: 150%; font-size:10pt;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: rgb(102, 102, 102);"&gt;Mantinha-me assíduo às aulas. À exceção de minha rinite, parceira de todas as braçadas, tudo funcionava. Aliás, a “inflamação mucosa do nariz” – segundo teóricos – talvez fosse a mais evolutiva. “Sobreviveria”, pensava. Quem me cruzava naquela época deve se lembrar de uma quase jactância ao dizer que entrara para o time dos nadadores. Não em sentido literal, óbvio, levando em conta que minhas competições acerca do esporte se limitam ao &lt;/span&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style:normal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: rgb(102, 102, 102);"&gt;jockey pow&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: rgb(102, 102, 102);"&gt;. Mas digo, minimamente, aprendi a boiar.&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: rgb(102, 102, 102);"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-indent:35.4pt;line-height: 150%"&gt;&lt;span style=" line-height: 150%; font-size:10pt;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: rgb(102, 102, 102);"&gt;A aula havia terminado a mais de dez minutos, e o vestiário já começava se tornar local despovoado. Sorte a minha. Preparei meu sabonete, o xampu – que iria guerrilhar com o cloro da piscina –, bermuda, desodorante, camiseta, cueca e... um item me faltava. Não notei de pronto. De banho tomado o cloro virara lenda e eu emitia um quase sorriso. Cabelos pingando ao vento que reverberava da porta principal e...cadê minha toalha? &lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: rgb(102, 102, 102);"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-indent:35.4pt;line-height: 150%"&gt;&lt;span style=" line-height: 150%; font-size:10pt;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: rgb(102, 102, 102);"&gt;Ela era lenda, eu a havia esquecido. Da mesma forma, nenhum contato humano lembrava que eu existia, nenhum bom cristão que pudesse me fornecer uma toalha – mesmo que usada – circulava pelo local. Sem mais delongas, a única peça que poderia pretensamente saciar a água que me escorria ao corpo – e que, naquele momento, parecia não me fazer falta – era a cueca.&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: rgb(102, 102, 102);"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-indent:35.4pt;line-height: 150%"&gt;&lt;span style=" line-height: 150%; font-size:10pt;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: rgb(102, 102, 102);"&gt;Não preciso continuar a história. “Portador de um metro e noventa centímetros de altura salvo pela própria cueca”; a chamada soa bem. Hoje, anos após o lapso, o esporte para mim se limita aos cadernos homônimos que contemplam os jornais. E, não tenho dúvidas, deve ser praticado pelos apreciadores da arte – mesmo que seja na modalidade por mim desenvolvida: secamento com cueca.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5749059871835996461-4240249408174898669?l=denismatos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://denismatos.blogspot.com/feeds/4240249408174898669/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5749059871835996461&amp;postID=4240249408174898669&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5749059871835996461/posts/default/4240249408174898669'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5749059871835996461/posts/default/4240249408174898669'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://denismatos.blogspot.com/2009/01/apuros-academicos.html' title='Apuros acadêmicos'/><author><name>Dênis Matos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06784472758257588850</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_39NegqL4Fy4/S5ldvtb_KUI/AAAAAAAAALg/aqsbtL0o9nU/S220/droguinha.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5749059871835996461.post-8349435944508423551</id><published>2008-12-19T13:13:00.006-02:00</published><updated>2009-06-23T13:45:27.157-03:00</updated><title type='text'>Nas entrelinhas da CPTM</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_39NegqL4Fy4/SUu7IKQBeoI/AAAAAAAAAIk/tiWj-YLnQKk/s1600-h/CPTM+047.jpg"&gt;&lt;span style="color:#666666;"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5281520736886946434" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 200px; CURSOR: hand; HEIGHT: 150px" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_39NegqL4Fy4/SUu7IKQBeoI/AAAAAAAAAIk/tiWj-YLnQKk/s200/CPTM+047.jpg" border="0" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="color:#666666;"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ao ser aberta a porta do carro da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM), a cena lembra a entrada de estádio de futebol em dias de clássico. O ar que escapa de dentro do veículo, mistura de suor mesclado à brisa fresca do fim da tarde, demonstra a quantidade de trabalhadores que usufruem do trem. Aparentemente, um cenário comum nas grandes cidades do Estado de São Paulo, se não fossem as pessoas que nem iam e nem voltavam do trabalho, mas sim trabalhavam. E o mais importante, trabalhadores esses que não excediam os 15 anos de idade.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A ação tem início. Meninos e meninas desfilam com amendoins, cervejas, canetas e lixas de unha, tudo a preços módicos. Os clientes aparentam normalidade e contribuem para o comércio. “Funciona mais ou menos como uma lei da oferta e da procura, se há vendedores nos trens, é porque existem compradores para seus produtos. E, se as crianças continuam o comércio, é porque há lucro envolvido”, exclama Márcio Silveira, encarregado da estação de Osasco. Nos seus 9 anos de CPTM, ele conta que já viu meninos se tornarem homens trabalhando nos trens, sem nenhuma perspectiva de vida e, de certa forma, excluídos.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Lutando contra essa exclusão social, algumas instituições buscam erradicar o trabalho dos menores. É o caso do Conselho Tutelar, órgão permanente e autônomo, encarregado de zelar pelo cumprimento dos direitos da criança e do adolescente.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Em um restaurante oriental de Barueri, Paulo Roberto Teixeira Junior, conselheiro tutelar do município, fala sobre a problemática do caso. Atencioso, ele comenta da parceria dos Conselhos Tutelares com a CPTM, que realiza operações uma vez a cada mês procurando diminuir o número de menores nos trens: “A ação consiste em localizar os vendedores, apreender as mercadorias – que direcionamos à CPTM – e procurar os pais. Quando intimados, os responsáveis comparecem para explicar se sabem do trabalho do menor, e, em caso de reincidência, podem até perder a guarda da criança”.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mesmo com essas operações, Junior diz não haver muito o que ser feito, uma vez que só podem ser tomadas providências em relação aos moradores do município. A burocracia abre espaço para que crianças de Barueri dirijam-se a outras estações para trabalhar, ou que crianças de outras localidades sejam abordadas na cidade. “Uma vez encontramos no trem uma família de romenos, 7 crianças e 2 adultos. Nada pôde ser feito, já que eles moravam na rua Aurora, centro de São Paulo, região pela qual não somos responsáveis”, lamenta o conselheiro. Mesmo com seu cargo, Junior entende que o problema é mais extenso, que não são essas medidas que vão resolver a questão.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;“A demanda é muito grande, por mais que façamos algo o país está abandonado no sentido de projetos sociais há muitos anos, não se consegue tirar todo mundo da rua”, explica – com ar de conformado – Jaci Pinheiro, secretário de emprego e desenvolvimento social de Itapevi. Ele tem a mesma visão do conselheiro de Barueri, argumentando ainda que os municípios dependem – e muito – do Estado para tomar alguma iniciativa e, justamente por esta “prisão”, não conseguem agir.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Na prática, a história é outra. Fábio dos Santos Ribeiro, guarda da estação de Carapicuíba, coloca outros detalhes em pauta. Num feriado ensolarado, ele conta que a ordem expressa é apreender as mercadorias e nada mais, não passando o caso ao Conselho Tutelar. Ribeiro entende que o problema é cessado momentaneamente, sendo que, no dia seguinte, aquela mesma criança voltará à sua “jornada de trabalho”. Segundo ele, cervejas e refrigerantes “somem” quando apreendidos, e o restante vai para uma central da CPTM. Sobre o trabalho em si, o vigilante comenta: “É péssimo tirar o único meio de sustento dessas crianças. Ninguém faz nada por eles além de repreendê-los, e eu, que tenho essa obrigação, fico me questionando como seria se estivesse no lugar deles no dia de amanhã”.&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5749059871835996461-8349435944508423551?l=denismatos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://denismatos.blogspot.com/feeds/8349435944508423551/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5749059871835996461&amp;postID=8349435944508423551&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5749059871835996461/posts/default/8349435944508423551'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5749059871835996461/posts/default/8349435944508423551'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://denismatos.blogspot.com/2008/12/nas-entrelinhas-da-cptm.html' title='Nas entrelinhas da CPTM'/><author><name>Dênis Matos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06784472758257588850</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_39NegqL4Fy4/S5ldvtb_KUI/AAAAAAAAALg/aqsbtL0o9nU/S220/droguinha.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_39NegqL4Fy4/SUu7IKQBeoI/AAAAAAAAAIk/tiWj-YLnQKk/s72-c/CPTM+047.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5749059871835996461.post-6379306933598966654</id><published>2008-11-24T04:46:00.002-02:00</published><updated>2008-11-24T05:12:41.569-02:00</updated><title type='text'>Mikhailovich</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_39NegqL4Fy4/SSpTFkIWmdI/AAAAAAAAAIc/ePfb2bMOZ9k/s1600-h/dostoyevski_1.jpg"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-weight: bold;"&gt;&lt;img style="cursor:pointer; cursor:hand;width: 136px; height: 200px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_39NegqL4Fy4/SSpTFkIWmdI/AAAAAAAAAIc/ePfb2bMOZ9k/s200/dostoyevski_1.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5272117668853750226" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-weight: bold;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: rgb(153, 153, 153);"&gt;"De fato, não existe nada mais deplorável do que, por exemplo, ser rico, de boa família, de boa aparência, de instrução regular, não tolo, até bom, e ao mesmo tempo não ter nenhum talento, nenhuma peculiaridade, inclusive nenhuma esquisitice, nenhuma idéia própria, ser terminantemente como todo mundo. Tem riqueza, mas não do tipo Rothschild; a família é honesta, mas nunca se distinguiu por nada; aparência boa, mas muito pouco expressiva; boa instrução, mas não sabe em que empregá-la; tem inteligência, mas sem idéias próprias; tem coração, mas sem magnanimidade etc. etc. em todos os sentidos..."&lt;/span&gt;  &lt;span style="font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;;mso-fareast-mso-ansi-language:PT-BR;mso-fareast-language:AR-SA;mso-bidi-language: AR-SAfont-family:SimSun;font-size:12.0pt;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5749059871835996461-6379306933598966654?l=denismatos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://denismatos.blogspot.com/feeds/6379306933598966654/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5749059871835996461&amp;postID=6379306933598966654&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5749059871835996461/posts/default/6379306933598966654'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5749059871835996461/posts/default/6379306933598966654'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://denismatos.blogspot.com/2008/11/mikhailovich.html' title='Mikhailovich'/><author><name>Dênis Matos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06784472758257588850</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_39NegqL4Fy4/S5ldvtb_KUI/AAAAAAAAALg/aqsbtL0o9nU/S220/droguinha.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_39NegqL4Fy4/SSpTFkIWmdI/AAAAAAAAAIc/ePfb2bMOZ9k/s72-c/dostoyevski_1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5749059871835996461.post-1853940911337945097</id><published>2008-11-16T11:29:00.007-02:00</published><updated>2008-11-16T11:47:32.668-02:00</updated><title type='text'>Palavra amor</title><content type='html'>&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_39NegqL4Fy4/SSAh89ICSxI/AAAAAAAAAIU/SuAQ-7ZrsiY/s1600-h/drummond.jpg"&gt;&lt;img style="cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 202px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_39NegqL4Fy4/SSAh89ICSxI/AAAAAAAAAIU/SuAQ-7ZrsiY/s320/drummond.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5269248895107615506" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:arial;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;margin-right: 0.9pt; "&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: rgb(102, 102, 102);"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style=""&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style=""&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:arial;"&gt;"Não facilite com a palavra amor.&lt;br /&gt;Não a jogue no espaço, bolha de sabão.&lt;br /&gt;Não se inebrie com o seu engalanado som.&lt;br /&gt;Não a empregue sem razão acima de toda razão (e é raro).&lt;br /&gt;Não brinque, não experimente, não cometa a loucura sem remissão de espalhar aos quatro ventos do mundo essa palavra que é toda sigilo e nudez, perfeição e exílio na Terra.&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="line-height: 24px; "&gt;Não a pronuncie".&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5749059871835996461-1853940911337945097?l=denismatos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://denismatos.blogspot.com/feeds/1853940911337945097/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5749059871835996461&amp;postID=1853940911337945097&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5749059871835996461/posts/default/1853940911337945097'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5749059871835996461/posts/default/1853940911337945097'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://denismatos.blogspot.com/2008/11/palavra-amor.html' title='Palavra amor'/><author><name>Dênis Matos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06784472758257588850</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_39NegqL4Fy4/S5ldvtb_KUI/AAAAAAAAALg/aqsbtL0o9nU/S220/droguinha.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_39NegqL4Fy4/SSAh89ICSxI/AAAAAAAAAIU/SuAQ-7ZrsiY/s72-c/drummond.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5749059871835996461.post-7430212358529205077</id><published>2008-11-14T13:14:00.003-02:00</published><updated>2008-11-14T13:18:26.305-02:00</updated><title type='text'>A corpolatria faz suas vítimas</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:georgia;color:#666666;"&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Não raro os padrões de beleza – ou a falta destes – inquietam milhões de pessoas. Muitos homens e mulheres têm a pretensão de se enquadrarem ao que é esteticamente aceito e, focados nisto, acabam por escravizar seus hábitos mais simples em busca da perfeição. Comer menos, beber menos, dormir menos, viver menos; tudo em prol da pseudo-beleza.&lt;br /&gt;Mas não paramos por aí. Modificar determinados hábitos parece não saciar a histeria estética. Dados da Organização Mundial de Saúde apontam crescente aumento nos casos de bulimia e anorexia – sendo que 20% dos incidentes terminam em morte. Provocar o próprio vômito para evitar a nutrição, no caso do bulímico, ou manter-se numa fome contínua, no caso do anoréxico, não são mais problemas quando o objetivo é estar dentro do estereótipo do sublime. &lt;/p&gt;&lt;p align="center"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_39NegqL4Fy4/SR2WCqJVOSI/AAAAAAAAAIE/ttoBUcHH78Y/s1600-h/untitled.bmp"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5268532111510681890" style="WIDTH: 138px; CURSOR: hand; HEIGHT: 200px" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_39NegqL4Fy4/SR2WCqJVOSI/AAAAAAAAAIE/ttoBUcHH78Y/s200/untitled.bmp" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;Esta busca incessante confunde as prioridade humanas e acaba sobrepondo valores morais e éticos. Óbvio, alguém lucra com isso. A milionária indústria da beleza alucina seus clientes com a premissa de que, ao consumir determinados produtos e serviços – o melhor médico, a melhor academia, o melhor suplemento alimentar –, seremos felizes na forma física e mental. O sonho da juventude e saúde eterna já pode ser encontrado nos melhores supermercados e lojas do ramo. Há um self-service do belo.&lt;br /&gt;No entanto, o que fica implícito é que a obsessão pela aparência causa frustração, tornando deprimidas e infelizes as pessoas cujo corpo não obedece ao preestabelecido. Jovens são estimulados a competir nesta corrida, deixando subentendido que, cumpridas as metas, o resto virá por acréscimo.&lt;br /&gt;E nem sempre é o que acontece. Ao alcançar o almejado, muitos se vêem insatisfeitos, longe de serem o que lhes foi proposto – ocasionando a criação de novos pontos a serem atingidos. A vida se torna ciclo, um eterno retorno, em que o desejo contido assassina o objeto de desejo e, notadamente, faz renascer novo anseio.&lt;br /&gt;Cuidar do próprio corpo, da saúde, da beleza e se preocupar em ser feliz está longe se ser um erro. Vale lembrar e assumir que todos somos vaidosos e gostamos de nos sentir bem. O que não parece tão comum é que pessoas estabeleçam o sentido de suas vidas embasadas na corpolatria; e o pior, que, focadas cada vez mais no individualismo, fiquem alheias a tudo ao redor – até mesmo às mais impiedosas injustiças e misérias.&lt;br /&gt;A beleza, que num passado não tão longínquo foi atributo natural, acabou por se tornar causa de vida e, principalmente, de morte.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5749059871835996461-7430212358529205077?l=denismatos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://denismatos.blogspot.com/feeds/7430212358529205077/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5749059871835996461&amp;postID=7430212358529205077&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5749059871835996461/posts/default/7430212358529205077'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5749059871835996461/posts/default/7430212358529205077'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://denismatos.blogspot.com/2008/11/corpolatria-faz-suas-vtimas.html' title='A corpolatria faz suas vítimas'/><author><name>Dênis Matos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06784472758257588850</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_39NegqL4Fy4/S5ldvtb_KUI/AAAAAAAAALg/aqsbtL0o9nU/S220/droguinha.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_39NegqL4Fy4/SR2WCqJVOSI/AAAAAAAAAIE/ttoBUcHH78Y/s72-c/untitled.bmp' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5749059871835996461.post-7892271083141760177</id><published>2008-10-24T14:34:00.010-02:00</published><updated>2008-10-24T14:53:30.833-02:00</updated><title type='text'>Estórias de Magoo Mcfly</title><content type='html'>&lt;p align="left"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_39NegqL4Fy4/SQH7_jlnN3I/AAAAAAAAAGM/XLeNmh_esIU/s1600-h/tela_expochoque.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5260762909048780658" style="WIDTH: 126px; CURSOR: hand; HEIGHT: 200px" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_39NegqL4Fy4/SQH7_jlnN3I/AAAAAAAAAGM/XLeNmh_esIU/s200/tela_expochoque.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_39NegqL4Fy4/SQH705HR0YI/AAAAAAAAAGE/fZ8gz1z2vLg/s1600-h/goo_by_jozzu.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5260762725848568194" style="WIDTH: 109px; CURSOR: hand; HEIGHT: 200px" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_39NegqL4Fy4/SQH705HR0YI/AAAAAAAAAGE/fZ8gz1z2vLg/s200/goo_by_jozzu.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="left"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#3333ff;"&gt;Fotos por Jozzu&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;color:#666666;"&gt;São Paulo e seus símbolos. Nas avenidas, nos bueiros ou dentro das galerias, sempre há algo que mostre a cara da cidade. Incluam nesta lista pessoas, principalmente as com trejeitos ímpares.&lt;br /&gt;O ilustrador Magoo não é exceção e digo o motivo. Na região da avenida Paulista com rua Augusta sabe-se bem de quem estamos falando. Segundo o próprio, são mais ou menos 15 anos nas ruas: “boteco, grafite, rock, arte”.&lt;br /&gt;Chovia levemente. Num início de noite fria acabamos por escolher a mesa próxima ao forno. Magoo, cujo verdadeiro nome não revela, desenha desde a infância – mas somente em 1993 é que começou a tentar carreira profissional.&lt;br /&gt;Foi na escola Panamericana de Artes que ele ficou mais técnico – em diversos aspectos. Nos 4 anos que estudou por lá apreendeu muita coisa, mesmo contrariando o que os professores pediam: “eu não fazia os desenhos propostos. Criava coisas bizarras, mas era aprovado”. Mesmo assim, o rebelde comenta que tinha relação amigável com os instrutores, sendo proveniente deste laço a bolsa que o manteve na escola.&lt;br /&gt;“O mais engraçado era a burguesada que estudava por lá. Os pais, cansados de mandar os filhos para o psicólogo, resolviam partir para a arte como forma de terapia ocupacional dos problemáticos”, relembra aos risos o artista. Nessa época ele se especializou em outra técnica: “Eu sugava os playboys, vivíamos no boteco tomando cerveja na conta dos meus amigos. Os caras eram tão losers que pagavam com cerveja, ou até com grana, para que eu fizesse os trabalhos deles”.&lt;br /&gt;Profissionalmente, a coisa não era tão divertida. O primeiro trabalho foi numa agência publicitária, fazendo quadrinhos para revistas infantis. “Criávamos esquetes o dia todo. Era até legal, Jay, mas nunca publicaram nada”, elucida Magoo. Ainda no início, diz ter produzido muitas coisas para marcas de skate, como a New Skate Rock e a Drop Dead, desenhando ilustrações para camisetas, shapes e afins.&lt;br /&gt;A pizza chega e a cerveja acaba. Famintos, dilaceramos tudo que era azeitona e peperoni que se via pela frente. Alimentado e com nova garrafa à mesa, Magoo fala que os balões são comuns no trabalho: “tem muita gente esperta por aí”. Confessa ainda que no início da sua carreira não sabia cobrar o preço justo por sua arte: “trabalhei uns 2 anos para uma marca de roupas”, cujo nome prefere não revelar. “O símbolo deles”, continua, “que até hoje tem excelente aceitação do público, custou um preço que podemos chamar de simbólico. Eu não tinha noção da proporção que a coisa ganharia”.&lt;br /&gt;Fora trabalhos a preços irrisórios, Magoo fez muitas coisas sem cobrar por opção. É o caso do rato contido no disco Anarkophobia, da banda punk Ratos de Porão. O desenho é do mestre Marcatti – cujo Magoo tem grande admiração. “Fui convidado para envelhecer o desenho do Marcatti no 20º aniversário do RxDxPx. Eu não queria nem cobrar pelo trabalho, só a honra de fazer algo em cima de desenho do cara já valia o preço”, conta o cartunista. Por fim, João Gordo não aceitou o presente e acabou pagando pelo desenho.&lt;br /&gt;Recentemente o artista realizou exposição na Galeria Choque Cultural – que trouxe maior visibilidade à sua arte, principalmente fora da cena underground. Os bons resultados foram colhidos em projetos para grandes empresas, como Fiat, MTV e Coca-Cola. Apesar da liberdade de trabalhar em horários e lugares que ele mesmo escolhe, Magoo confessa que a falta de 'certezas' às vezes o desanima: “têm meses que eu fico sem fazer nada. As contas vencem, a grana acaba. Mas ao mesmo tempo, ainda julgo ser válido fazer o que sempre sonhei, mesmo que o sonho insista em mudar de lugar frequentemente”.&lt;/span&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_39NegqL4Fy4/SQH6VomjvMI/AAAAAAAAAFk/WqqCLDgzEJs/s1600-h/tela_expochoque.jpg"&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5749059871835996461-7892271083141760177?l=denismatos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://denismatos.blogspot.com/feeds/7892271083141760177/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5749059871835996461&amp;postID=7892271083141760177&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5749059871835996461/posts/default/7892271083141760177'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5749059871835996461/posts/default/7892271083141760177'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://denismatos.blogspot.com/2008/10/estrias-de-magoo-mcfly.html' title='Estórias de Magoo Mcfly'/><author><name>Dênis Matos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06784472758257588850</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_39NegqL4Fy4/S5ldvtb_KUI/AAAAAAAAALg/aqsbtL0o9nU/S220/droguinha.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_39NegqL4Fy4/SQH7_jlnN3I/AAAAAAAAAGM/XLeNmh_esIU/s72-c/tela_expochoque.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5749059871835996461.post-1090703622584754588</id><published>2008-10-03T16:30:00.006-03:00</published><updated>2009-06-23T13:46:08.839-03:00</updated><title type='text'>Proibido para menores de 50 anos</title><content type='html'>&lt;p align="right"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_39NegqL4Fy4/SOZ24QYvUcI/AAAAAAAAAE8/dyWebTz8ajU/s1600-h/Foto+2.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5253016724217745858" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_39NegqL4Fy4/SOZ24QYvUcI/AAAAAAAAAE8/dyWebTz8ajU/s200/Foto+2.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;color:#666666;"&gt;Quando Gildete Nascimento dos Santos faleceu, em meados de 2004, Pedro Rosendo do Nascimento imaginou que seu fim também estava próximo. Casado com Gildete desde a década de 50, Nascimento, de 77 anos, mais conhecido como “Pedro Pastel”, pensava não existir vida sem sua amada. “Eu conversava comigo mesmo, mas não entendia o que estava sentindo, o copo era meu companheiro”, desabafou Pastel. Mas algo havia de acontecer.&lt;br /&gt;Foi o médico da família – que inclusive havia cuidado de Gildete – que diagnosticou o problema: “O senhor sofre de depressão, Pedro, mas eu tenho a cura: o Clube de Malhas na Vila dos Remédios”, aconselhou o doutor.&lt;br /&gt;Para espanto de todos, numa tarde de domingo o septuagenário resolveu não assistir ao programa Sílvio Santos e sim seguir o conselho do médico. Era dia de sorrir. De sapato bicolor, perfume floral e terno branco, Pedro Pastel passou a mão nas chaves da Brasília 78 e caiu na balada.&lt;br /&gt;Chegando ao Clube de Malhas, em Osasco, ele se encantou. O som alto, a pista imponente, a possibilidade de chacoalhar o esqueleto e fazer novos amigos – sublinhe-se “amigas” – deixaram-no atônito. A empolgação foi tanta que Nascimento virou freqüentador assíduo, espécie de ativo fixo do salão: “Aos sábados e domingos podia contar que eu estava lá”. Até que, entre uma assembléia dos cabelos brancos e outra, Floriza Ferreira dos Santos, de 73 anos, cruzou a pista do clube, bailando como um cisne e conquistando o coração do baladeiro. Cerca de três encontros foram suficientes para que o amor falasse mais alto e Pastel lesse num bilhete enviado por sua pretensa amada: “Você me faz feliz”. Pronto, a reviravolta foi geral na vida de ambos.&lt;br /&gt;Mas não são apenas as relações amorosas que permeiam os clubes dançantes da Grande São Paulo. Nelson Buso, de 66 anos, conta que amizade e animação são garantidas nesses bailes. Ele, que se julga “tímido” e muito distante de ser um “dançarino”, diz ter freqüentado inúmeras festas apenas pelos laços de amizades: “Piratininga, Cartola, Saudade, União Fraterna, conheço todos os salões”, afirma.&lt;br /&gt;Apesar de argumentar que há mais de 4 anos não vai aos bailes, Buso, que é casado, tem memória prodigiosa, falando de cor e salteado o preço da entrada de cada uma das baladas. E ainda explica: “Nas regiões centrais costuma ser mais caro, ou melhor, costumava ser na minha época. Mas imagino que ainda hoje existam lugares em que só as mulheres pagam, por falta de um público masculino”.&lt;br /&gt;A psicopedagoga Regina Célia Vieira, de 53 anos, não concorda com a tese de Buso. Entre uma dança e outra, ela afirma que, na sua idade, divorciada e com os três filhos criados, os bailes são para namorar mesmo, “beijar na boca”, explica. Descontraída, Regina ainda ironiza: “Eu achava que nunca mais iria ter um homem, mas estava completamente enganada. A menopausa não me atrapalhou em nada, e foi nos bailes que descobri que estou livre e cheia de vida”.&lt;br /&gt;De qualquer forma, relações proveitosas são extraídas das baladas da melhor idade. Pedro Pastel e Floriza são exemplos vivos. O casal emplacou um noivado e promete casamento com toda pompa e circunstância até o final do ano. Para eles, ainda vale a máxima de que "a vida é curta demais para ser desperdiçada".&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5749059871835996461-1090703622584754588?l=denismatos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://denismatos.blogspot.com/feeds/1090703622584754588/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5749059871835996461&amp;postID=1090703622584754588&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5749059871835996461/posts/default/1090703622584754588'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5749059871835996461/posts/default/1090703622584754588'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://denismatos.blogspot.com/2008/10/proibido-para-menores-de-50-anos.html' title='Proibido para menores de 50 anos'/><author><name>Dênis Matos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06784472758257588850</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_39NegqL4Fy4/S5ldvtb_KUI/AAAAAAAAALg/aqsbtL0o9nU/S220/droguinha.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_39NegqL4Fy4/SOZ24QYvUcI/AAAAAAAAAE8/dyWebTz8ajU/s72-c/Foto+2.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5749059871835996461.post-6454935974415065003</id><published>2008-08-22T08:14:00.009-03:00</published><updated>2008-08-28T14:07:34.140-03:00</updated><title type='text'>Vitrine das Desigualdades Sociais</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;color:#666666;"&gt;Não bastasse a segregação social que a dita classe “A” impõe por intermédio de seus condomínios de alto padrão, seus veículos blindados e suas equipes de segurança, agora entra em funcionamento uma nova ferramenta para não misturar o nobre sangue azul. Ferramenta não, melhor dizendo, um novo local. O nome: Shopping Cidade Jardim.&lt;br /&gt;Inaugurado há cerca de dois meses, o centro comercial situa-se no bairro homônimo da cidade de São Paulo. A proposta inicial era de um lugar despojado, com exclusividade e sofisticação, que reunisse lojas inéditas em shoppings e até mesmo no Brasil; contando com academias, grifes famosas – não menos que Daslu, Rolex, Louis Vuitton –, livrarias e até um spa – que segundo o portal do shopping será “o maior da América Latina”.&lt;br /&gt;Inevitavelmente você se perguntará: “e qual é a novidade disto?”. Ok, já assistimos inúmeras vezes ao desfile dos endinheirados em seus playgrounds protegidos pela placa: “proibida a entrada de subalternos”.&lt;br /&gt;O que soa realmente como novidade no Cidade Jardim é o seu acesso. Explico. Teoricamente, apenas carros deveriam entrar no estabelecimento, contribuindo para que visitas indesejadas – como as classes D e E, compostas por pessoas com renda familiar média de R$ 580 – não atrapalhassem o bom desempenho dos burgueses em seu deleite consumista.&lt;br /&gt;Ao contrário do que se imaginava, a falta de acesso para pedestres acabou por instigar os curiosos. Um ponto de ônibus instalado em frente ao shopping, para atender a funcionários, também auxiliou o acesso das classes D e E no complexo. Numa cidade tão grande e heterogênea quanto São Paulo, é comum que pessoas com baixa renda queiram conhecer um estilo de vida que não faz parte de seu próprio cotidiano.&lt;br /&gt;E foi justamente pela vontade do povo em presenciar o conto de fadas vivido nas novelas que a muralha da burguesia não bastou e atraiu o que não era especificamente seu público-alvo. À revelia de seu interesse, o shopping teve que abrir as portas a outros clientes – ou melhor, visitantes. A própria diretora do Cidade Jardim, Sharon Beting, assumiu em entrevista ao jornal Folha de São Paulo, no último dia 03, que “todo tipo de gente” é vista por lá.&lt;br /&gt;O acastelamento, que era a máxima do projeto, reafirmando a postura excludente que a classe A buscava com o seu novo point, falhou, caindo por terra como um tiro no pé. O antro da ostentação e perpetuação do estilo de vida burguês tornou-se uma vitrine de desigualdades sociais.&lt;br /&gt;À população de baixa renda que pisou no Cidade Jardim só restou um pensamento: eles (burgueses), os verdadeiros donos de São Paulo e do Brasil, estão se armando cada vez mais para que nós (assalariados), reles mortais, fiquemos bem longe de seus palacetes residenciais e comerciais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#ffffff;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Publicado em:&lt;/span&gt; &lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://www.webdiario.com.br/noticias.php?id_editoria=25418"&gt;&lt;span style="font-family:arial;color:#3333ff;"&gt;&lt;strong&gt;http://www.webdiario.com.br/noticias.php?id_editoria=25418&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5749059871835996461-6454935974415065003?l=denismatos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://denismatos.blogspot.com/feeds/6454935974415065003/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5749059871835996461&amp;postID=6454935974415065003&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5749059871835996461/posts/default/6454935974415065003'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5749059871835996461/posts/default/6454935974415065003'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://denismatos.blogspot.com/2008/08/vitrine-das-desigualdades-sociais.html' title='Vitrine das Desigualdades Sociais'/><author><name>Dênis Matos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06784472758257588850</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_39NegqL4Fy4/S5ldvtb_KUI/AAAAAAAAALg/aqsbtL0o9nU/S220/droguinha.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5749059871835996461.post-6271680417618540725</id><published>2008-08-14T08:36:00.010-03:00</published><updated>2009-06-24T15:31:49.607-03:00</updated><title type='text'>Le Scaphandre Et Le Papillon</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_39NegqL4Fy4/SKQZFBRU50I/AAAAAAAAAEM/LkH3rtaOSmw/s1600-h/o-escafandro-e-a-borboleta.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5234336240942507842" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: pointer; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_39NegqL4Fy4/SKQZFBRU50I/AAAAAAAAAEM/LkH3rtaOSmw/s200/o-escafandro-e-a-borboleta.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;meta content="text/html; charset=utf-8" equiv="CONTENT-TYPE"&gt;&lt;meta content="BrOffice.org 2.4  (Win32)" name="GENERATOR"&gt;&lt;style type="text/css"&gt; 	&lt;!-- 		@page { margin: 2cm } 		P { margin-bottom: 0.21cm } 	--&gt; 	&lt;/style&gt;&lt;br /&gt;&lt;p class="western" style="MARGIN-BOTTOM: 0cm; COLOR: rgb(102,102,102); LINE-HEIGHT: 150%" align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Indiscutivelmente, a vida do homem pós-moderno é algo desconcertante. As pressões sociais, a necessidade de uma vida em família, a alienação no trabalho – que, mesmo à revelia de muitos, é sentida pela maioria –, por fim tudo, faz do homem um ser escravizado nas regras e nos costumes de seu meio. Ao mesmo tempo – e em contraponto –, este turbilhão de responsabilidades permite ao ser humano o júbilo de sua existência, pois, é na soma dessas relações – sejam elas positivas ou negativas aos olhos de seu protagonista – que nos caracterizamos como seres civilizados. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="COLOR: rgb(102,102,102)" align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;p class="western" style="MARGIN-BOTTOM: 0cm; COLOR: rgb(102,102,102); LINE-HEIGHT: 150%" align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Esta luta interna, entre fazer o que &lt;i&gt;desejamos&lt;/i&gt; e o que efetivamente &lt;i&gt;necessitamos&lt;/i&gt;, constipa o ser. E não paramos por aí. Neste emaranhado de imposições e deleites, mesmo com formas inexplicáveis, encontramos em nós um ser oculto, capaz de atitudes que desconhecemos – sejam para um suposto bem ou mal. A tragédia continua sendo a criadora da forma. Sofremos mutações e, no momento em que as águas nos sucumbem e a respiração começa a faltar, arrumamos forças para mais algumas braçadas, voltando à tona soberanos por reinventar modos de existir.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="COLOR: rgb(102,102,102)" align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;p class="western" style="MARGIN-BOTTOM: 0cm; COLOR: rgb(102,102,102); LINE-HEIGHT: 150%" align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;No livro &lt;i&gt;Le Scaphandre Et Le Papillon – &lt;/i&gt;&lt;span style="FONT-STYLE: normal"&gt;em português &lt;/span&gt;&lt;i&gt;O Escafandro e A Borboleta –,&lt;/i&gt;&lt;span style="FONT-STYLE: normal"&gt; o jornalista francês Jean-Dominique Bauby vai além das especulações do possível, expondo de forma concreta como podemos redescobrir o cotidiano.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="COLOR: rgb(102,102,102)" align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;p class="western" style="MARGIN-BOTTOM: 0cm; COLOR: rgb(102,102,102); LINE-HEIGHT: 150%" align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;span style="FONT-STYLE: normal"&gt;O ano era 1995 e Bauby editor da revista &lt;/span&gt;&lt;i&gt;Elle. &lt;/i&gt;&lt;span style="FONT-STYLE: normal"&gt;Cercado de mulheres e dos holofotes que a carreira lhe proporcionava, o jornalista é surpreendido ao sofrer um acidente vascular cerebral (AVC), o popular derrame, que o aprisiona a uma condição extremamente rara, chamada de síndrome do encarceramento – &lt;/span&gt;&lt;i&gt;locked-in syndrome&lt;/i&gt;&lt;span style="FONT-STYLE: normal"&gt;. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="COLOR: rgb(102,102,102)" align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;p class="western" style="MARGIN-BOTTOM: 0cm; COLOR: rgb(102,102,102); LINE-HEIGHT: 150%; FONT-STYLE: normal" align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Sem poder mover praticamente nenhum membro do corpo, embora sua mente funcione perfeitamente, Bauby tem um único meio de mostrar que ainda existe, piscando seu olho esquerdo. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="COLOR: rgb(102,102,102)" align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;p class="western" style="MARGIN-BOTTOM: 0cm; COLOR: rgb(102,102,102); LINE-HEIGHT: 150%; FONT-STYLE: normal" align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Ainda assim, com a ajuda de uma terapeuta e um método especial de comunicação, ele escreve um livro. Com uma placa contendo o alfabeto, a terapeuta vai falando uma a uma das letras para Bauby, que pisca para confirmar sua escolha.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="COLOR: rgb(102,102,102)" align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;p class="western" style="MARGIN-BOTTOM: 0cm; COLOR: rgb(102,102,102); LINE-HEIGHT: 150%; FONT-STYLE: normal" align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;O grande apice na história do francês não é relatar um livro com praticamente um olho, mas sim o quanto se esforça para remodelar sua vida e continuar a buscar seus interesses. O que se vê é um homem além do límite, refazendo toda sua realidade – e não sendo vítima de sua tragédia. O escafandro pesado que sua condição atribuiu ao corpo não impede que sua imaginação flutue como uma borboleta. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="COLOR: rgb(102,102,102)" align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;p class="western" style="MARGIN-BOTTOM: 0cm; COLOR: rgb(102,102,102); LINE-HEIGHT: 150%" align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;span style="FONT-STYLE: normal"&gt;Em suma, a metáfora funciona bem. O livro ganhou um filme homônimo trazendo a história de Bauby. Ao contrário do que se imagina, o mote do longa não é o AVC, e sim os meios que o jornalista encontrou para f&lt;/span&gt;&lt;span style="FONT-STYLE: normal"&gt;&lt;span style="TEXT-DECORATION: none"&gt;ugir da previsibilidade e ser o super-herói de si. Talvez a antítese de nós, conformados com nossa permissividade e nossos antolhos.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="western" style="MARGIN-BOTTOM: 0cm; COLOR: rgb(102,102,102); LINE-HEIGHT: 150%" align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Publicado em:&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; &lt;span style="font-family:arial;color:#000099;"&gt;&lt;a href="http://www.webdiario.com.br/?din=view_noticias&amp;amp;id=26187&amp;amp;search"&gt;&lt;strong&gt;http://www.webdiario.com.br/?din=view_noticias&amp;amp;id=26187&amp;amp;search&lt;/strong&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5749059871835996461-6271680417618540725?l=denismatos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://denismatos.blogspot.com/feeds/6271680417618540725/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5749059871835996461&amp;postID=6271680417618540725&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5749059871835996461/posts/default/6271680417618540725'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5749059871835996461/posts/default/6271680417618540725'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://denismatos.blogspot.com/2008/08/le-scaphandre-et-le-papillon.html' title='Le Scaphandre Et Le Papillon'/><author><name>Dênis Matos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06784472758257588850</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_39NegqL4Fy4/S5ldvtb_KUI/AAAAAAAAALg/aqsbtL0o9nU/S220/droguinha.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_39NegqL4Fy4/SKQZFBRU50I/AAAAAAAAAEM/LkH3rtaOSmw/s72-c/o-escafandro-e-a-borboleta.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5749059871835996461.post-1027240547734467615</id><published>2008-07-24T09:03:00.004-03:00</published><updated>2008-12-09T12:59:01.996-02:00</updated><title type='text'>A Batalha Kirchner</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_39NegqL4Fy4/SIhzFrhVzJI/AAAAAAAAAEE/94j2-sb3cBM/s1600-h/kirchner.bmp"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5226553908982566034" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; CURSOR: hand" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_39NegqL4Fy4/SIhzFrhVzJI/AAAAAAAAAEE/94j2-sb3cBM/s200/kirchner.bmp" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="color:#666666;"&gt;Cento e vinte oito dias depois de um embate truculento com o setor rural e grande parte da sociedade; após protestos de consumidores munidos de &lt;em&gt;panelaços&lt;/em&gt; na capital e nas principais cidades argentinas; estradas bloqueadas por caminhões e tratores, reduzindo o abastecimento de alimentos, combustíveis e produtos industriais nas cidades; a prisão do líder ruralista Alfredo De Angeli; a união das classes média e alta em prol do setor agropecuário; e sua popularidade sofrendo &lt;em&gt;ligeira&lt;/em&gt; queda de 20%, a presidente Cristina Kirchner sai derrotada na sua tentativa de manter o projeto de lei que aumentou os impostos sobre exportações agrícolas.&lt;br /&gt;Irredutível em sua postura, o casal Kirchner fingiu não entender a mobilização social contra a medida, se contrapondo aos protestos e sustentando a lei desde o início do ano. O próprio &lt;em&gt;Néstor Kirchner&lt;/em&gt;, presidente do Partido Justicialista, contribuiu ao mobilizar agentes dentro do Senado para conter o alvoroço, fomentando assim o caos nas ruas e a indignação dos argentinos.&lt;br /&gt;Para a sorte da população, a imposição falhou. Foi por apenas um voto que o Senado vetou, na última semana, a chamada Resolução 125, editada em 11 de março, que havia modificado de 35 para quase 50% a tributação dos produtos agrícolas para exportação. A elevação causou, além de transtornos à população, uma alíquota acima dos limites constitucionais – que é de, no máximo, 35%.&lt;br /&gt;Para a infelicidade de Cristina – e de seu marido e antecessor –, o voto de Minerva que exonerou a resolução partiu do presidente do Senado e vice-presidente da República, Julio Cobos.&lt;br /&gt;A decisão do vice foi fortemente influenciada por conta do clamor social e da relação estremecida com Cristina, que o vinha desprestigiando nos últimos tempos. Cobos chegou a pensar em renúncia, porém, não foi o que ocorreu. Ele driblou o governo, virou herói entre os ruralistas e parece muito disposto a continuar no cargo.&lt;br /&gt;No fim das contas, a manobra populista de Cristina Kirchner custou um preço vertiginoso. A derrota no Senado – primeira em cinco anos de kirchnerismo na Argentina – converteu-se em um duro golpe para o governo, alavancando a oposição e deixando transparecer a pequenez da atual presidente. A próprio braço direto de Cristina, Alberto Fernández, chefe de gabinete, abandonou o barco uma semana após o ocorrido, renunciando ao cargo.&lt;br /&gt;Já a população fortaleceu-se por estar unida e disposta a não ceder às pressões inconstitucionais do governo.&lt;br /&gt;Na economia, a queda-de-braço foi ainda pior. Durante a crise, investimentos em diversos setores despencaram, tendo como palco principal o setor energético, o que quase levou o país a um apagão – necessitando de eletricidade importada do Brasil para amenizar o problema. A inflação acima dos 25% ao ano, somada às dívidas públicas, enfraqueceram as bases governistas e reduziram a qualidade de vida do argentino.&lt;br /&gt;Bem ou mal, a família Kirchner terá de rever as manobras que &lt;em&gt;asseguravam&lt;/em&gt; sua hegemonia. Agora, resta saber se eles abriram os olhos e assumiram a crise – o que talvez não seja tão difícil após provas concisas de que, os irredutíveis da história, são os argentinos.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5749059871835996461-1027240547734467615?l=denismatos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://denismatos.blogspot.com/feeds/1027240547734467615/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5749059871835996461&amp;postID=1027240547734467615&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5749059871835996461/posts/default/1027240547734467615'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5749059871835996461/posts/default/1027240547734467615'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://denismatos.blogspot.com/2008/07/batalha-kirchner.html' title='A Batalha Kirchner'/><author><name>Dênis Matos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06784472758257588850</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_39NegqL4Fy4/S5ldvtb_KUI/AAAAAAAAALg/aqsbtL0o9nU/S220/droguinha.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_39NegqL4Fy4/SIhzFrhVzJI/AAAAAAAAAEE/94j2-sb3cBM/s72-c/kirchner.bmp' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5749059871835996461.post-1761864107782278272</id><published>2008-07-08T16:08:00.003-03:00</published><updated>2008-08-28T14:57:34.881-03:00</updated><title type='text'>Polícia: Segurança da População?</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#666666;"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;E a vida continua sendo supérflua. Ao menos foi o que os cariocas – e boa parte do país – presenciaram no último domingo, no que se pode chamar de tragédia policial – mais precisamente, &lt;em&gt;tragédia familiar&lt;/em&gt;. Alessandra Soares voltava de uma festa com os filhos João Roberto, de 3 anos, e Vinícius, de 9 meses, quando avistou um automóvel Stilo preto, passando em alta velocidade por seu veículo. Cautelosa, Alessandra resolveu encostar o carro, abrindo espaço para uma viatura policial que vinha após o primeiro veículo. Agiu mal. Os policiais deferiram 15 tiros de metralhadora contra os suspeitos, ou melhor, contra a família de Alessandra. Desolada, a mãe chegou a jogar a bolsa dos filhos para fora do carro, tentando alertar os policiais que, acabaram por acertar um tiro na cabeça de João Roberto.&lt;br /&gt;Mesmo os militares alegando que o carro de Alessandra ficou entre o fogo cruzado, testemunhas – e as câmeras do circuito interno de um prédio próximo ao local – contrapõem a tese, afirmando que os policiais se confundiram. O drástico é que o engano reverberou na morte do menino João Roberto, cerca de 24 horas após o incidente – além do trauma para toda a família. O secretário de Segurança Pública, José Mariano Beltrame, concordou que faltou preparo psicológico e operacional aos PM´s, mas infelizmente, sua compaixão não diminuiu a &lt;em&gt;catástrofe&lt;/em&gt;. O resultado foi o esperado: polícia despreparada, somada à cidade violenta, é igual a morte de criança inocente.&lt;br /&gt;Minutos antes do fatídico tiroteio, o taxista Paulo Roberto Barbosa Soares, pai de João Roberto, trabalhava próximo à região. Ao receber a ligação da esposa, Soares se desesperou ao tomar conhecimento que seu filho estava baleado na UTI.&lt;br /&gt;Em depoimento publicado no jornal &lt;em&gt;O Estado de S. Paulo&lt;/em&gt;, do último dia 8, Soares transpôs todo o sofrimento da família, abalada por essa 'crueldade'. Por conta do sentimento generalizado de &lt;em&gt;nada pode ser feito&lt;/em&gt;, o pai escreve que até o momento, ninguém veio 'acalantá-lo', nem pedir desculpas pela crueldade que foi feita com sua família – como se isto pudesse reparar, de forma digna, a perda do menino João. É doloroso assumir o quanto muitos Soares estão prostrados pelo Brasil.&lt;br /&gt;O niilismo passivo é o que restou, esta é a sensação natural em nosso país. Pessoas são presas, indenizações são pagas, mas o que não se discute é que vidas de milhões de cidadãos estão nas mãos dos senhores da lei. Em nenhum momento se pergunta: quem tem o direito de tirar o ar alheio em nome do &lt;em&gt;bem estar&lt;/em&gt; &lt;em&gt;social&lt;/em&gt;?. Num país onde a cultura policial valoriza a morte dos supostos bandidos, e não a segurança da população, fica impossível haver justiça e dignidade, quando não há mais &lt;span style="color:#666666;"&gt;vida&lt;/span&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;color:#666666;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#666666;"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#666666;"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#ffffff;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#666666;"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#ffffff;"&gt;Publicado em:&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#666666;"&gt;&lt;a href="http://www.webdiario.com.br/noticias.php?id_editoria=24681"&gt;&lt;span style="font-family:arial;color:#3333ff;"&gt;&lt;strong&gt;http://www.webdiario.com.br/noticias.php?id_editoria=24681&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5749059871835996461-1761864107782278272?l=denismatos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://denismatos.blogspot.com/feeds/1761864107782278272/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5749059871835996461&amp;postID=1761864107782278272&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5749059871835996461/posts/default/1761864107782278272'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5749059871835996461/posts/default/1761864107782278272'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://denismatos.blogspot.com/2008/07/polcia-segurana-da-populao.html' title='Polícia: Segurança da População?'/><author><name>Dênis Matos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06784472758257588850</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_39NegqL4Fy4/S5ldvtb_KUI/AAAAAAAAALg/aqsbtL0o9nU/S220/droguinha.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5749059871835996461.post-5904828030491662588</id><published>2008-06-25T09:27:00.005-03:00</published><updated>2008-08-28T15:24:18.423-03:00</updated><title type='text'>E por falar em alienação...</title><content type='html'>&lt;div align="right"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;span style="color:#666666;"&gt;"O elemento popular &lt;em&gt;sente&lt;/em&gt;, mas nem sempre compreende ou &lt;em&gt;sabe&lt;/em&gt;, o elemento intelectual &lt;em&gt;sabe&lt;/em&gt;, mas nem sempre compreende e muito menos &lt;em&gt;sente&lt;/em&gt;... O erro do intelectual consiste em acreditar que se possa &lt;em&gt;saber&lt;/em&gt; sem compreender e principalmente, sem &lt;em&gt;sentir&lt;/em&gt; e estar apaixonado"&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#3333ff;"&gt;Gramsci&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5749059871835996461-5904828030491662588?l=denismatos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://denismatos.blogspot.com/feeds/5904828030491662588/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5749059871835996461&amp;postID=5904828030491662588&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5749059871835996461/posts/default/5904828030491662588'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5749059871835996461/posts/default/5904828030491662588'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://denismatos.blogspot.com/2008/06/e-por-falar-em-alienao.html' title='E por falar em alienação...'/><author><name>Dênis Matos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06784472758257588850</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_39NegqL4Fy4/S5ldvtb_KUI/AAAAAAAAALg/aqsbtL0o9nU/S220/droguinha.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5749059871835996461.post-5661644576813455548</id><published>2008-06-24T10:43:00.009-03:00</published><updated>2008-08-28T14:58:44.202-03:00</updated><title type='text'>E agora, Deus?</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:180%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;N&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;span style="font-family:arial;color:#666666;"&gt;o início deste mês, os acusados de extorquirem dinheiro do padre Júlio Lancelotti foram soltos após praticamente 7 meses de prisão. O ex-interno da Febem – atual Fundação Casa – Anderson Marcos Batista, 26, sua esposa, Conceição Eletério, 45, e os irmãos Evandro, 29, e Everson Guimarães, 27, foram indiciados no ano passado por ameaçarem o sacerdote com denúncias falsas de pedofilia.&lt;br /&gt;O principal acusado foi Batista, que durante o processo alegou que mantinha relações homossexuais com o religioso desde os 16 anos, chegando a receber cerca de 600 mil do sacerdote – e ter até carros financiados pelo padre.&lt;br /&gt;Júlio Lancelotti é conhecido por atuar na Pastoral do Povo de Rua como um dos principais defensores dos direitos de adolescentes infratores. No inquérito, ele afirmou ter ajudado o menor – assim como fez a outros – por diversas vezes após Batista ter saído da Febem, e imaginava que ia poder “tocar seu coração” para o bem, e não para o mal. Porém, o maniqueísmo para separar o joio do trigo não funcionou.&lt;br /&gt;Nada se pode afirmar em relação ao que efetivamente ocorreu. Mesmo com a teoria do onde há fumaça há fogo, não se sabe em qual momento a relação dos envolvidos ficou defasada. Será que a bondade do padre se esgotou, ou foi o oportunismo da suposta quadrilha que tomou formas exacerbadas?&lt;br /&gt;Todavia, a religião tem estado em enfase quando se fala de sexo. A cidade de Agudos, interior de São Paulo, acompanhou em 2000 os abusos do padre Tarcísio Tadeu Sprícigo a um garoto de 9 anos. Omissa, a Igreja o transferiu para Anápolis, região Goiânia, onde o sacerdote vitimou mais duas crianças, uma de 13 e outra de 5 anos – e só então foi condenado a 15 anos de prisão em 2001.&lt;br /&gt;Nos EUA, o caso mais notório é o do padre John Geoghan, condenado em 2002 por ter abusado sexualmente de mais 130 crianças e adolescentes. Em 2004, Hélio Alves de Oliveira, padre que dirigia um colégio católico em Rio Claro, São Paulo, angariou 16 anos de prisão por ter abusado de meninos com menos de 10 anos.&lt;br /&gt;Os escândalos sexuais envolvendo religiosos trouxeram à tona debates não só na sociedade, mas dentro do próprio clero. O Papa Bento XVI, em visita ao Brasil no ano passado, pediu “cuidado na formação de padres, para evitar desvios sexuais”. A solicitação do pontífice pedia ainda aos Bispos discernimento na escolha das vocações, evitando assim riscos de desvio no campo da sexualidade.&lt;br /&gt;A preocupação do próprio Chefe de Estado do Vaticano reforça a necessidade de reflexão sobre o tema. Nem o celibato, que impõe a perfeita castidade aos eclesiásticos – e aparentemente vai contra a conduta humana –, tem dado conta de amenizar os ânimos, visto que ninguém parte para o sacerdócio com intuito de nunca mais ter relações sexuais.&lt;br /&gt;Por conta da extrema doutrina religiosa, a Igreja expulsa os que casam e simplesmente tenta omitir os que cometem abuso sexual e pedofilia. Um homem casado dentro da sacristia causaria danos financeiros à Igreja, visto que sua família teria direito aos “bens” do padre no caso de morte do mesmo.&lt;br /&gt;Parece que os anjos não têm ouvido às orações, e a justiça, tardado a chegar.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5749059871835996461-5661644576813455548?l=denismatos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://denismatos.blogspot.com/feeds/5661644576813455548/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5749059871835996461&amp;postID=5661644576813455548&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5749059871835996461/posts/default/5661644576813455548'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5749059871835996461/posts/default/5661644576813455548'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://denismatos.blogspot.com/2008/06/e-agora-deus.html' title='E agora, Deus?'/><author><name>Dênis Matos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06784472758257588850</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_39NegqL4Fy4/S5ldvtb_KUI/AAAAAAAAALg/aqsbtL0o9nU/S220/droguinha.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5749059871835996461.post-8144826437736097077</id><published>2008-06-16T10:36:00.009-03:00</published><updated>2010-10-25T17:19:00.461-02:00</updated><title type='text'>Das representações contemporâneas</title><content type='html'>&lt;p align="right"&gt;&lt;span style="font-family:arial;color:#666666;"&gt;"Às vezes acreditamos conhecer-nos no tempo, ao passo que se conhece apenas uma série de fixações nos espaços da estabilidade do ser, de um ser que não quer passar no tempo, que no próprio passado, quando vai em busca do tempo perdido, quer suspender o vôo do tempo."&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color:#666666;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;color:#000099;"&gt;&lt;span style="color:#3333ff;"&gt;Bachelard &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;p align="center"&gt;&lt;span style="font-family:arial;color:#666666;"&gt;***&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="right"&gt;&lt;span style="color:#666666;"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;"Felicidade não é uma coisa, é um pensamento. Não é um fato, é uma invenção. Não é um estado, é uma ação. O princípio do prazer contra o universo, e o universo é mais forte. A felicidade não passa de um sonho cuja realização é absolutamente irrealizável: toda ordem do universo se opõe a ela, seríamos tentados a dizer que não entrou no projeto da criação o homem ser feliz."&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;/span&gt;&lt;p align="right"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:arial;color:#3333ff;"&gt;Ronaldo Arnoni&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="center"&gt;&lt;span style="color:#666666;"&gt;&lt;span style="color:#000099;"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;span style="color:#666666;"&gt;***&lt;strong&gt; &lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;color:#666666;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="color:#666666;"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:180%;color:#666666;"&gt;O&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; homem do excesso. O homem da ilusão. O homem pretenso a ser livre. Eis o homem pós-moderno!&lt;br /&gt;Em nome do excesso vivido nos dias atuais, o homem criou a ilusão de que a felicidade poderia ser tangível, encontrada em qualquer supermercado numa embalagem plástica. No entanto, ao comprarmos o produto e não encontrarmos esta felicidade, tornamo-nos risíveis, frágeis – consumindo qualquer outra coisa para tocar o intocável.&lt;br /&gt;Construindo sua visão de mundo baseada nesta liberdade e no desejo de ser feliz, o ser humano pergunta-se: o que fazer com isto? Em nome da felicidade estarei eu sozinho? Sou igual a todos? Ou posso, efetivamente, entender o que representa esta felicidade coletiva?&lt;br /&gt;Compreendendo que não só a felicidade, mas a vida como um todo não passam de representações, podemos ver o mundo de forma mais simples, o que nos levaria a enxergar o homem mais próximo do seu “eu”.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color:#666666;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;color:#000099;"&gt;&lt;span style="color:#3333ff;"&gt;No entanto, o que são as representações?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color:#666666;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Immanuel Kant via a possibilidade de pensar a representação como conhecimento, separando as coisas entre a priori – a idéia que se faz das coisas sem vivenciá-las; o conhecimento metafísico – e a posteriori – o conhecimento contido na experiência empírica, no conceito vivido. Porém, o pensador entendia que as representações do mundo criadas a priori não permitiam que, a posteriori, vivêssemos a coisa-em-si; uma vez que os conceitos pré-formulados bloquearam a sensibilidade no momento de conhecer o empírico, mesclando em uma linha tênue o que é a priori e o que é a posteriori.&lt;br /&gt;Já o discípulo de Kant, Arthur Schopenhauer, entendia que a coisa-em-si não era nada além da vontade. A experiência interna do indivíduo permitiria, segundo o pensador, o movimento de si mesmo; criando representações do mundo e vivenciando-as de acordo com a objetividade de sua vontade.&lt;br /&gt;Henri Lefebrve compreende que as representações são fatos ou fenômenos de consciência, individual e social, que acompanham uma palavra – ou uma série de palavras – e um objeto – ou uma constelação de objetos – em uma sociedade e em uma língua determinada.&lt;br /&gt;A linha de Lefebrve vai de encontro com a de Michael Foucault, na questão das palavras. Para Foucault, as palavras têm a tarefa e o poder de representar o pensamento. Mas esta representação deixa um vão entre o indivíduo e a verdade do mundo, já que a linguagem representa o pensamento, e o pensamento representa a si mesmo para cada ser.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#3333ff;"&gt;Na prática, as representações&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Observando nosso cotidiano, podemos encontrar a representação em funcionamento. Um exemplo claro é quando escolhemos um produto de uma determinada marca para comprar. Neste momento misturamos a realidade do que é efetivamente o produto com a nossa expectativa. Impõe-se aí a representação de tendência, atribuindo dimensões muito maiores a produto e marcas específicas. O fetichismo dito por Marx já denunciava essa representação da mercadoria como algo vivo, e que tomaria proporções muito maiores, principalmente, por haver relações de poder entre quem vende e quem compra o produto.&lt;br /&gt;O mesmo pode ocorrer com a nossa saúde. Quando se espera que um medicamento alivie a dor, cria-se a representação de que ao tomá-lo, instantaneamente, estaremos melhores. E é o que realmente ocorre, visto que nosso corpo produz substâncias que aliviam a dor antes mesmo do remédio, de acordo com a representação que criamos. O corpo atende a expectativa criada.&lt;br /&gt;Valores são impostos com as representações na sociedade pós-moderna. Há um intenso culto de valorização do corpo e da sexualidade, revelando um sentimento imediato de felicidade e satisfação. A glamourização do que é "agora e utilitário" colabora para o abandono do interesse social, para o crescimento do individualismo e a banalização da vida. Em prol deste imediatismo mostrado no consumo, cria-se uma alienação política e ideológica, onde o único resultado que se pode obter é o de pessoas fúteis, inconsistentes e ocas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#000099;"&gt;&lt;span style="color:#3333ff;"&gt;Superam-se as representações?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Entender que a representação é a arte do verossímil seria a melhor forma de aproximar o ser humano de sua real essência. Não devemos analisar as representações como verdadeiras ou falsas, mas sim escapar das representações enganosas, que fragmentam o homem transformando-o em um robô de si mesmo, um simulacro de um príncipe encantado que apenas repete o que lhe é imposto.&lt;br /&gt;O homem acaba se perdendo diante dos excessos, não aceitando um mundo irracional e sempre criando representações para preencher o vazio e o medo do desconhecido. Aceitar sua incompletude, sua imperfeição e sua insatisfação constantes poderia quebrar as representações e permitir que o homem se veja nu em seu espelho.&lt;br /&gt;O capitalismo e o poder desfilam aos olhos da humanidade a necessidade de postergar qualquer dor, fazendo-nos acreditar que não existe nada além das representações que vemos. Aceitamos viver assim, restringindo-nos a obrigação, sublimando-nos em nome de quem está no poder.&lt;br /&gt;Em contraponto, pode-se pensar que o esclarecimento do mundo traria uma calamidade triunfal. O homem totalmente esclarecido poderia sentir o desencantamento da vida, pondo fim às utopias e ao imaginário. Se este senso de incompletude terminasse, algo mudaria?&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5749059871835996461-8144826437736097077?l=denismatos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://denismatos.blogspot.com/feeds/8144826437736097077/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5749059871835996461&amp;postID=8144826437736097077&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5749059871835996461/posts/default/8144826437736097077'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5749059871835996461/posts/default/8144826437736097077'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://denismatos.blogspot.com/2008/06/das-representaes-contemporneas_16.html' title='Das representações contemporâneas'/><author><name>Dênis Matos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06784472758257588850</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_39NegqL4Fy4/S5ldvtb_KUI/AAAAAAAAALg/aqsbtL0o9nU/S220/droguinha.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5749059871835996461.post-2841746026049888272</id><published>2008-04-11T14:36:00.004-03:00</published><updated>2008-08-28T15:03:13.291-03:00</updated><title type='text'>Bial e a nossa cultura</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;color:#666666;"&gt;A &lt;em&gt;Revista Quem&lt;/em&gt; – pioneira no ramo das ‘celebridades’ –, publicou em março deste ano uma entrevista com o jornalista e apresentador da Rede Globo, Pedro Bial. “Tenho zero de preocupação em dar um aspecto cultural ao programa. Acho que tudo é cultura. Big Brother é tão cultura quanto Guimarães Rosa”, opinou Bial.&lt;br /&gt;Que a Rede Globo utiliza sua influência cultural – tida por muitos como algo venerável – para vender o espetáculo da vida alheia, não é novidade. O que realmente precisa ser colocado em questão é até que ponto a emissora e seus ‘mensageiros’, contribuem para manter o povo distante da cultura e da reflexão?&lt;br /&gt;Ao exibir um reality show que trabalha com pessoas ditas &lt;em&gt;comuns&lt;/em&gt;, o império Global angaria cada vez mais adeptos ao seu padrão de cultura, colocando a televisão e o espetáculo à frente de qualquer fato e, inevitavelmente, sucumbindo a informação e o papel social de um meio de comunicação. Tudo é aceito pelos &lt;em&gt;anônimos&lt;/em&gt; extraídos da massa de telespectadores que, em busca de notoriedade televisiva, ficam cinco ou seis meses juntos a desconhecidos, fechados em si mesmo e inteiramente expostos nas salas de estar do país.&lt;br /&gt;A questão é que o BBB oferece o ópio aos brasileiros, como afirma a psicanalista e ensaísta Maria Rita Kehl, no livro &lt;em&gt;Videologias&lt;/em&gt; (2004). “A audiência se sustenta sobre o &lt;em&gt;desejo do público de presenciar escândalos, brigas e cenas de sexo reais&lt;/em&gt;. No entanto os escândalos são escassos, se comparados aos longos períodos em que nada digno de nota acontece” (KEHL, 2004, p. 144). O enorme tempo ocioso é gasto com fofocas, picuinhas e cuidados corporais, detalhes que dão ao fiel espectador a esperança da exibição de um cotidiano tão banal quanto o seu próprio, colocando assim resquícios de brilho e sentido em sua vida domesticada – ao se comparar aos ídolos da TV. As gincanas de horror, onde os vencedores são aqueles que suportam maior nojo e degradação, soam positivamente para o público e para os participantes, já que tudo é em prol de uma pseudo fama.&lt;br /&gt;O jornalista afirma na entrevista que o BBB tem uma “cara brasileira”, e que ser apresentador do programa foi sua chance de se “despir do título de jornalista, que as pessoas mitificam tanto”. Para Bial, "depois de certa idade, você aprende a se atribuir sua verdadeira desimportância".&lt;br /&gt;Não há uma regra moral obrigando que as pessoas sejam um sagrado posto de retidão, porém, ao ser o porta voz da maior emissora do país, talvez fosse necessário observar que sua “desimportância” é transposta aos lares brasileiros.&lt;br /&gt;Fora este quadro básico de nossa ‘cultura televisiva’, dizer que Guimarães Rosa – que ainda nos dias de hoje traz algo inovador à língua portuguesa e à narração da vida no sertão brasileiro – produziu cultura comparável ao nosso ilustre reality show é, minimamente, intragável.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;color:#666666;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;color:#ffffff;"&gt;&lt;strong&gt;Publicado em:&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://observatorio.ultimosegundo.ig.com.br/artigos.asp?cod=479TVQ002"&gt;&lt;span style="font-family:arial;color:#3333ff;"&gt;&lt;strong&gt;http://observatorio.ultimosegundo.ig.com.br/artigos.asp?cod=479TVQ002&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5749059871835996461-2841746026049888272?l=denismatos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://denismatos.blogspot.com/feeds/2841746026049888272/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5749059871835996461&amp;postID=2841746026049888272&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5749059871835996461/posts/default/2841746026049888272'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5749059871835996461/posts/default/2841746026049888272'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://denismatos.blogspot.com/2008/04/bial-e-nossa-cultura.html' title='Bial e a nossa cultura'/><author><name>Dênis Matos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06784472758257588850</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_39NegqL4Fy4/S5ldvtb_KUI/AAAAAAAAALg/aqsbtL0o9nU/S220/droguinha.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5749059871835996461.post-7976045303613389909</id><published>2008-03-28T15:02:00.005-03:00</published><updated>2008-12-09T12:59:02.405-02:00</updated><title type='text'>A outra Sagarana de João</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_39NegqL4Fy4/R-00Mteq9HI/AAAAAAAAADs/cP5s0W1rmJ8/s1600-h/sagarana_pri.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5182856139144623218" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_39NegqL4Fy4/R-00Mteq9HI/AAAAAAAAADs/cP5s0W1rmJ8/s200/sagarana_pri.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;color:#666666;"&gt;A obra do mineiro João Guimarães Rosa (1908–67) traz, ainda nos dias de hoje, algo inovador na língua portuguesa. Ambientando-se em sua grande maioria no sertão brasileiro, seus contos e romances criam vocábulos – embasados em dialetos populares e regionais.&lt;br /&gt;Arraigados no autor, Fernanda Bastos e Jefferson Brito transformam Guimarães Rosa e sua máxima &lt;em&gt;Sagarana&lt;/em&gt;, num espetáculo extremamente atemporal, intitulado &lt;em&gt;A Saga de João&lt;/em&gt;. A peça elucida de forma ímpar quatro contos existentes no livro de 1946: “A volta do marido pródigo”, “O Burrinho Pedrês”, “Conversa de bois” e “A hora e vez de Augusto Matraga”.&lt;br /&gt;O nome da peça remete aos embates da vida – enfrentados por muitos Joões – em todo o sertão brasileiro, misturando o nome do autor à obra Sagarana. A adaptação mostra os obstáculos que cruzamos em busca da sobrevivência, ou mesmo do ‘final feliz’ que, assiduamente, não sai do imaginário.&lt;br /&gt;Buscando trabalhar com jovens estudantes do ensino médio e universitário, a peça expõe fielmente os discursos de Sagarana. A preocupação dos atores é criar uma encenação divertida, que disponibilize ao público um espetáculo descontraído na linguagem e, complexo nas idéias.&lt;br /&gt;O cenário é o mesmo para os quatro contos, ficando a cargo da criatividade e do improviso os sentimentos que são passados na obra. Expondo os textos em diferentes formas, a pequena trupe traz ao palco os contos como novela de rádio, entrevista com Guimarães Rosa – onde o próprio autor elucida seus contos – e até cantigas com um ar infantil.&lt;br /&gt;Outro ponto importante é a interação com o público, já que os atores quebram a quarta parede que divide o palco e a platéia, para bailar entre os convidados. Além disto, um ilustre &lt;em&gt;espectador&lt;/em&gt; é selecionado e ganha espaço para anunciar a mudança de um conto para outro – permitindo uma relação recíproca de entusiasmo.&lt;br /&gt;&lt;em&gt;A Saga de João&lt;/em&gt; tem vida própria, desfilando ao óculo do público um Guimarães Rosa humano, que transcende às palavras e renasce em movimentos no palco. Vale ser visto!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="font-family:arial;color:#ffffff;"&gt;&lt;strong&gt;Informações:&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;a href="http://www.osasco.sp.gov.br/materia.asp?IdMateria=3336&amp;amp;redirect=1"&gt;&lt;span style="font-family:arial;color:#3333ff;"&gt;&lt;strong&gt;http://www.osasco.sp.gov.br/materia.asp?IdMateria=3336&amp;amp;redirect=1&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5749059871835996461-7976045303613389909?l=denismatos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://denismatos.blogspot.com/feeds/7976045303613389909/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5749059871835996461&amp;postID=7976045303613389909&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5749059871835996461/posts/default/7976045303613389909'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5749059871835996461/posts/default/7976045303613389909'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://denismatos.blogspot.com/2008/03/outra-sagarana-de-jao.html' title='A outra Sagarana de João'/><author><name>Dênis Matos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06784472758257588850</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_39NegqL4Fy4/S5ldvtb_KUI/AAAAAAAAALg/aqsbtL0o9nU/S220/droguinha.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_39NegqL4Fy4/R-00Mteq9HI/AAAAAAAAADs/cP5s0W1rmJ8/s72-c/sagarana_pri.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5749059871835996461.post-6359207893406316945</id><published>2008-03-12T09:56:00.004-03:00</published><updated>2008-08-28T15:05:37.722-03:00</updated><title type='text'>Desassosego</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;color:#666666;"&gt;Entre literatos e decidas à rua Augusta, os desejos nunca haviam sido habitados por nós. No passado, sempre agíamos como se não estivéssemos ali, tratando-se com delicadeza, até com certa inocência fajuta.&lt;br /&gt;Dias iguais. Dias que se completavam com xícaras de café e conversas frívolas, escrevendo nas lápides da morte os nossos sentimentos.&lt;br /&gt;Apreensão, mãos-trêmulas, melancolia, angústia. Os abraços de despedida deixavam claro o retalho de uma utopia que estava para trocar de estágio. Sabíamos que seria apenas um dia e o nunca mais, mas não nos importávamos, o abraço do medo era só mais um no currículo. O ainda não se esfacelava como grãos entre os dedos, quebrando o controle.&lt;br /&gt;Viver carregava consigo esta rebeldia, na maior parte das vezes chamada de não humana. Criando absurdos para controlá-la e, mesmo naturalizando o absurdo, o humano acordava – às vezes. Na sua maior parte nos contentamos com o não há tempo, não há meios, não há condições, não há razão, e não vivemos. Cadáveres ambulantes.&lt;br /&gt;Descontrolado, o desejo tornou-se um terceiro entre nós. Um terceiro superior, ditando as mãos dadas e o escorregão ao ímpar. Dilaceramos-nos, da forma mais animalesca – oculta e domesticada. Ali, findamos o carinho de um ao outro, vulneráveis – transformando o desejo contido em homicida do objeto de desejo. Era o ponto final, o brilho havia se esvaído e, restava a nós, o amargo olhar do mundo com retidão, condenando a si próprio por ter respirado.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5749059871835996461-6359207893406316945?l=denismatos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://denismatos.blogspot.com/feeds/6359207893406316945/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5749059871835996461&amp;postID=6359207893406316945&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5749059871835996461/posts/default/6359207893406316945'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5749059871835996461/posts/default/6359207893406316945'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://denismatos.blogspot.com/2008/03/desassosego.html' title='Desassosego'/><author><name>Dênis Matos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06784472758257588850</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_39NegqL4Fy4/S5ldvtb_KUI/AAAAAAAAALg/aqsbtL0o9nU/S220/droguinha.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5749059871835996461.post-6209986763992631350</id><published>2008-03-03T10:08:00.003-03:00</published><updated>2008-12-09T12:59:02.620-02:00</updated><title type='text'>Eterno retorno</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_39NegqL4Fy4/R8v497EWf0I/AAAAAAAAADk/ouwheawLxBw/s1600-h/friedrich_wilhelm_nietzsche.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5173502339676798786" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_39NegqL4Fy4/R8v497EWf0I/AAAAAAAAADk/ouwheawLxBw/s200/friedrich_wilhelm_nietzsche.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;color:#666666;"&gt;E se um dia ou uma noite um demônio se esgueirasse em tua mais solitária solidão e te dissesse: "Esta vida, assim como tu a vives agora e como a viveste, terás de vivê-la ainda uma vez e ainda inúmeras vezes; e não haverá nela nada de novo, cada dor e cada prazer e cada pensamento e suspiro e tudo o que há de indizivelmente pequeno e de grande em tua vida há de retornar, e tudo na mesma ordem e seqüência - e do mesmo modo esta aranha e este luar entre as árvores, e do mesmo modo este instante e eu próprio.&lt;br /&gt;A eterna ampulheta da existência será sempre virada outra vez - e tu com ela, poeirinha da poeira!"&lt;br /&gt;Não te lançarias ao chão e rangerias os dentes e amaldiçoarias o demônio que te falasse assim? Ou viveste alguma vez um instante descomunal, em que responderias: "Tu és um deus, e nunca ouvi nada mais divino!" Se esse pensamento adquirisse poder sobre ti, assim como tu és, ele te transformaria e talvez te triturasse; a pergunta, diante de tudo e de cada coisa:&lt;br /&gt;"Quero isto ainda uma vez e ainda inúmeras vezes?"&lt;br /&gt;Pesaria como o mais pesado dos pesos sobre teu agir! Ou então, como terias de ficar de bem contigo mesmo e com a vida, para não desejar nada mais do que essa última, eterna confirmação e chancela?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;color:#666666;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:arial;color:#000000;"&gt;NIETZSCHE, Friedrich Wilhelm&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5749059871835996461-6209986763992631350?l=denismatos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://denismatos.blogspot.com/feeds/6209986763992631350/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5749059871835996461&amp;postID=6209986763992631350&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5749059871835996461/posts/default/6209986763992631350'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5749059871835996461/posts/default/6209986763992631350'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://denismatos.blogspot.com/2008/03/e-se-um-dia-ou-uma-noite-um-demnio-se.html' title='Eterno retorno'/><author><name>Dênis Matos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06784472758257588850</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_39NegqL4Fy4/S5ldvtb_KUI/AAAAAAAAALg/aqsbtL0o9nU/S220/droguinha.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_39NegqL4Fy4/R8v497EWf0I/AAAAAAAAADk/ouwheawLxBw/s72-c/friedrich_wilhelm_nietzsche.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5749059871835996461.post-1319155537189751918</id><published>2008-02-15T14:02:00.008-02:00</published><updated>2008-12-09T12:59:03.099-02:00</updated><title type='text'>Sobre a falta</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_39NegqL4Fy4/R7XCtMtLNdI/AAAAAAAAADc/Iv35yw2lrck/s1600-h/asd.jpg"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5167250229238117842" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_39NegqL4Fy4/R7XCtMtLNdI/AAAAAAAAADc/Iv35yw2lrck/s200/asd.jpg" border="0" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="color:#666666;"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;span style="color:#666666;"&gt;Clarice Lispector afirmou: &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#3333ff;"&gt;“Há momentos na vida em que sentimos tanto a falta de alguém, que o que mais queremos é tirar esta pessoa de nossos sonhos e abraçá-la…”&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estranho? Possível. Mais possível ainda, e pior, é sofrer a dor da falta antes mesmo de vivenciá-la. Ouso afirmar, que só a sinto antes que aconteça.&lt;br /&gt;O quão somos dependentes uns dos outros. Justamente por ser o outro – o não-eu, o que na sua própria negação traz a minha afirmação, o que não possui e nunca irá possuir a potenciabilidade de tornar-se eu –, é que nos apaixonamos pelo desejo de sentir sua falta, mesmo ainda estando ao seu lado.&lt;br /&gt;Não nos momentos em que sonhamos com esse alguém, mas nos momentos em que o temos, esse sim é o momento da maior dor.&lt;br /&gt;Olhar ao lado e entender que aquilo está se findando, é alimentar o suplício. Melhor que não entender? Não sei...&lt;br /&gt;O pior é entender que há uma classificação implícita, que avalia a força deste sentimento. Pessoas por medida. É, pessoas que podemos ficar dias, meses, séculos sem ver. E pessoas dos segundos, dos minutos, pessoas que mandam. Estas – as mais queridas e as mais maléficas – , são as que colocam a dor no âmago.&lt;br /&gt;Não seria nos rebaixarmos muito, para o nosso próprio orgulho padecer? Deixar brilhar a nossa loucura por alguém, para zombarmos da nossa própria falta de sensatez? Não. É o brilho da nossa loucura que contém a vida, o ser. Pelo simples fato de pertencermos ao gênero humano, é que queremos essa doidice.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5749059871835996461-1319155537189751918?l=denismatos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://denismatos.blogspot.com/feeds/1319155537189751918/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5749059871835996461&amp;postID=1319155537189751918&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5749059871835996461/posts/default/1319155537189751918'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5749059871835996461/posts/default/1319155537189751918'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://denismatos.blogspot.com/2008/02/sobre-falta.html' title='Sobre a falta'/><author><name>Dênis Matos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06784472758257588850</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_39NegqL4Fy4/S5ldvtb_KUI/AAAAAAAAALg/aqsbtL0o9nU/S220/droguinha.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_39NegqL4Fy4/R7XCtMtLNdI/AAAAAAAAADc/Iv35yw2lrck/s72-c/asd.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5749059871835996461.post-8232576138798691954</id><published>2008-02-13T08:42:00.008-02:00</published><updated>2008-12-09T12:59:03.254-02:00</updated><title type='text'>Requiem – For A Dream</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_39NegqL4Fy4/R7LMPMtLNZI/AAAAAAAAAC8/UZ0FTcEGckk/s1600-h/requiem.bmp"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5166416284028188050" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; CURSOR: hand" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_39NegqL4Fy4/R7LMPMtLNZI/AAAAAAAAAC8/UZ0FTcEGckk/s200/requiem.bmp" border="0" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="color:#666666;"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Há algo que possa mensurar o quão maléficos são os vícios? Um copo de whisky ou uma carreira de cocaína? Uma xícara de café para mantê-lo acordado ou um calmante para fazê-lo dormir?&lt;br /&gt;Talvez &lt;em&gt;Requiem – For A Dream&lt;/em&gt; (em português, Requiem – por um sonho) não responda a essas questões, mas vai minimamente, fazer-nos refletir sobre elas. O longa-metragem do norte-americano &lt;em&gt;Darren Aronofsky&lt;/em&gt; estrelou &lt;em&gt;Ellen Burstyn&lt;/em&gt; (Divinos segredos), &lt;em&gt;Jared Leto&lt;/em&gt; (Alexandre, O Grande), &lt;em&gt;Jennifer Connelly&lt;/em&gt; (Água Negra) e &lt;em&gt;Marlon Wayans&lt;/em&gt; (Todo Mundo Em Pânico I e II), sendo Burstyn indicada ao Óscar 2001 de Melhor Atriz por sua atuação na obra.&lt;br /&gt;Harry (Leto) é um jovem que junto ao amigo Tyrone (Wayans), quer se tornar traficante de drogas – ambos sendo usuários. Marion (Connelly), a namorada de Harry, tem um grande talento e pretende ser figurinista. A simplória Sara Goldfarb (Burstyn) – mãe de Harry –, desdobra-se para alimentar o vício do filho, tendo como sonho obter notoriedade televisiva. Neste enredo - hora desconfortável, hora angustiante – cada personagem vai mostrar o vício ganhando forças de formas distintas.&lt;br /&gt;O caso mais notório é representado pela mãe do protagonista, que vive da companhia de um programa de TV – onde é exposto um misto de auto-ajuda e promoção dos ganhadores, segregando o público entre perdedores e vencedores. Alucinada pelo aparelho, a senhora Goldfarb recebe um convite para participar do programa, e é tomada por uma inquietação quando percebe que o tempo passou, já que ela não cabe mais em um velho vestido. Com esse cenário, a obsessão e a compulsão – agregadas à anfetamina – vão mergulhar a personagem em um mundo fétido.&lt;br /&gt;O gênese da dependência desfila aos nossos olhos com a câmera de Aronofsky, que foi minucioso ao tratar a inocência e a futilidade de quatro pessoas iludidas pelos efeitos químicos. É possível sentir-se como os personagens de Requiem – já que o diretor foca fixamente a visão de um mundo vivido sobre o efeito de psicotrópicos. Mesmo sendo um filme de 2000, o longa trata claramente o debate ainda conturbado das drogas.&lt;br /&gt;Requiem é a personificação da vulnerabilidade humana – desenhado com cenas drásticas e reais –, deixando nítido o ser humano que não se encontra mais em si: sem limites, sem auto-controle, sem vida; na busca do que ele mesmo já não sabe mais o que é. Um tanto quanto senil, mas vale ser visto.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5749059871835996461-8232576138798691954?l=denismatos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://denismatos.blogspot.com/feeds/8232576138798691954/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5749059871835996461&amp;postID=8232576138798691954&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5749059871835996461/posts/default/8232576138798691954'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5749059871835996461/posts/default/8232576138798691954'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://denismatos.blogspot.com/2008/02/requiem-for-dream.html' title='Requiem – For A Dream'/><author><name>Dênis Matos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06784472758257588850</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_39NegqL4Fy4/S5ldvtb_KUI/AAAAAAAAALg/aqsbtL0o9nU/S220/droguinha.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_39NegqL4Fy4/R7LMPMtLNZI/AAAAAAAAAC8/UZ0FTcEGckk/s72-c/requiem.bmp' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5749059871835996461.post-240636451719349495</id><published>2008-02-06T17:01:00.001-02:00</published><updated>2008-12-09T12:59:03.828-02:00</updated><title type='text'>Nem tudo acaba em pizza</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_39NegqL4Fy4/R6oE8uoFsII/AAAAAAAAACk/Bi3Mkx6IGy4/s1600-h/605px-Pizza_svg.png"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5163945364088533122" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_39NegqL4Fy4/R6oE8uoFsII/AAAAAAAAACk/Bi3Mkx6IGy4/s200/605px-Pizza_svg.png" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#666666;"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Tipo de cara que eu invejo é aquele que mal chega a uma roda de desconhecidos e rapidamente já se sente à vontade. Se expressa naturalmente, olha para todos com espontaneidade e logo encontra um assunto pertinente para o ambiente.&lt;br /&gt;Pois bem, que fique claro, não tenho nem pretendo ter essa propensão a vereador do bairro, mas vira e mexe acabo cruzando com um desses sem me importar.&lt;br /&gt;Eu achava que naquela noite de sábado tudo corria bem. Paulistano que se preze, não faz outra coisa no sábado à noite que não seja se apoderar do telefone e pedir uma pizza. E mais paulistano que isso, só pode convidar aquele clássico casal de amigos para animar o jantar. Receberíamos dois casais em casa, tomaríamos algo, instauraríamos uma filosofia de boteco no próprio lar e pronto, dormiríamos felizes para sempre.&lt;br /&gt;Mas não foi bem assim que a coisa resolveu funcionar. Os casais que nos visitariam não eram amigos em comum, logo, as diferenças existiriam. Claro, pessoas civilizadas, qual o problema nisso? Mas do que era mesmo que falávamos no inicio de tudo isso? Ah, pessoas com extrema desenvoltura na arte de se relacionar com ‘novos amigos’.&lt;br /&gt;O primeiro casal chegou. Animados, eles não pensaram duas vezes, arrancaram os sapatos, abundaram-se no tapete da sala e a conversa fiada começou a render. Tudo ótimo até então, se sentiam em casa. Como o segundo casal ainda não havia dado sinal de vida, resolvemos telefonar e pedir as pizzas, a fome falava mais alto.&lt;br /&gt;Passada meia hora, o segundo casal chega. Iríamos finalmente conhecer o tão falado ‘novo namorado’ de nossa amiga. Gente descalçada, toalha estendida em pleno tapete, azeite e talheres apostos, enfim, um verdadeiro pardieiro acontecia em nossa sala, mas tudo normal, estávamos entre amigos. O que não contávamos é que o cidadão em questão era praticamente um gentleman – calça social, camisa, gravata, é um prazer conhecê-los, daqueles que apertam sua mão com certo receio, talvez por medo dela estar suja e o mais engraçado, tudo isso para uma pizza entre amigos?&lt;br /&gt;Por mais que seja, ele era daqueles que eu disse que invejo. O cara foi logo conversando com meio mundo, que era da área da ‘tecnologia da informação’, que jogava golf, que a família era a base para uma sociedade mais justa, enfim, um falador de primeira com uma chatice elevada a 29º potência.&lt;br /&gt;Vamos ao jantar relâmpago. Em questão de minutos a pizza chegou, todos apostos engoliram tudo que era azeitona e peperone presente, menos, o senhor cordial. Ele não comia ‘junkie food’, afinal, tinha uma alma prateada e não podia se misturar à plebe. Um sentimento de ofensa aflorou em todos, quem ele pensa que é para negar uma pizza em plena capital?&lt;br /&gt;O bom é que 40 minutos se passaram rápido e o indivíduo desistiu da visita em tempo recorde. Apressou nossa amiga a acompanhá-lo na retirada, talvez para uma partida de xadrez ou, no máximo, um pouco de suco clight (que não engorda) com vodka para dizer que ele é radical – isso sim era viver a vida.&lt;br /&gt;Pelo menos reafirmei meu ritual de que sábado à noite é dia de pizza, afinal, se nessa ocasião estivéssemos em um churrasco, talvez as facas e espetos ganhassem utilidade para estrelar um assassino em sua primeira atuação.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5749059871835996461-240636451719349495?l=denismatos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://denismatos.blogspot.com/feeds/240636451719349495/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5749059871835996461&amp;postID=240636451719349495&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5749059871835996461/posts/default/240636451719349495'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5749059871835996461/posts/default/240636451719349495'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://denismatos.blogspot.com/2008/02/t-ipo-de-cara-que-eu-invejo-aquele-que.html' title='Nem tudo acaba em pizza'/><author><name>Dênis Matos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06784472758257588850</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_39NegqL4Fy4/S5ldvtb_KUI/AAAAAAAAALg/aqsbtL0o9nU/S220/droguinha.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_39NegqL4Fy4/R6oE8uoFsII/AAAAAAAAACk/Bi3Mkx6IGy4/s72-c/605px-Pizza_svg.png' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5749059871835996461.post-6980281123500894536</id><published>2008-01-28T12:59:00.002-02:00</published><updated>2009-02-12T16:58:34.731-02:00</updated><title type='text'>Nativos, semi-nativos ou pré-semi-nativos?</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_39NegqL4Fy4/R53wAeoFsHI/AAAAAAAAACc/N-7_aZ9_okM/s1600-h/Complete_Discography_Minor_Threat.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5160544639048331378" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_39NegqL4Fy4/R53wAeoFsHI/AAAAAAAAACc/N-7_aZ9_okM/s200/Complete_Discography_Minor_Threat.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;color:#666666;"&gt;nativo adj. subs. masc.&lt;br /&gt;do Lat. nativu&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;color:#666666;"&gt;que &lt;strong&gt;nasce&lt;/strong&gt; com o indivíduo;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;color:#666666;"&gt;que é originário da zona onde vive (animal ou planta);&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:arial;color:#666666;"&gt;natural;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;color:#666666;"&gt;congênito;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;color:#666666;"&gt;peculiar;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:arial;color:#666666;"&gt;nato;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:arial;color:#666666;"&gt;nacional;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;color:#666666;"&gt;diz-se da água que nasce numa propriedade;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;color:#666666;"&gt;Pois bem, guardemos esta expressão – nativos. Porém, aqui vamos estendê-la com novas formas: &lt;em&gt;pré-semi-nativo&lt;/em&gt;, &lt;em&gt;semi-nativo&lt;/em&gt; e novamente, o já consagrado, &lt;em&gt;nativo.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Em 1995, eu tinha um probleminha que, com o decorrer dos anos, tornou-se patológico – era e ainda sou viciado em &lt;em&gt;Bad Religion&lt;/em&gt;. Na época – auge de meus 12 anos –, o BR havia acabado de lançar o disco &lt;em&gt;Stranger Than Fiction&lt;/em&gt;. As então ‘rádios rock’ paulistanas – que praticamente não existem mais – destilavam ‘&lt;em&gt;Infected&lt;/em&gt;’ e a grudenta ‘&lt;em&gt;American Jesus&lt;/em&gt;’ (do disco anterior – &lt;em&gt;Recipe For Hate&lt;/em&gt;), popularizando-os em nosso país.&lt;br /&gt;Esses anos foram marcados por mudanças na banda, onde, o guitarrista Gurewitz seria substituido por um veterano do hardcore, Brian Baker – que provou durante a tour do álbum STF o casamento perfeito entre ele e o BR.&lt;br /&gt;Claro, a internet não era tão popularizada quanto hoje em 1995 e, somente após alguns ‘perrengues’, descobri quem era Brian Baker. Nessa não tão longínqua era, conhecíamos bandas comprando CD´s, LP´s, e não mais que isso. Quando muito, um amigo podia gravar uma fita K7 recheada de chiados – mas que de um modo ou de outro, era a salvação, fazia-nos conhecer novas sonoridades.&lt;br /&gt;No meu caso, foram módicos R$ 26,00 que trouxeram a nova/velha música. Na busca por algo novo – em uma visita à Galeria do Rock – um CD de capa avermelhada trazia o nome de Baker nas guitarras. Foi então que – com um tiro no escuro, apostando unicamente nas mãos do tal veterano – eu conheci o &lt;em&gt;Minor Threat&lt;/em&gt; e o épico &lt;em&gt;Complete Discography&lt;/em&gt;. Banda de Washington DC, formada no início dos anos 80, e expoente do punk livre de drogas (straight-edge) norte americano, o &lt;em&gt;Minor Fucking Threat&lt;/em&gt;, foi um dos melhores riscos que corri em minha tímida vida de adolescente – adquirindo algo novo, intocado e principalmente, avassalador.&lt;br /&gt;Foi então que me tornei um &lt;em&gt;pré-semi-nativo&lt;/em&gt;. E o motivo? Simples. O fato de comprar um CD justificava isso, era o motivo – eu precisava apostar, contar com um integrante da banda, pensar se ia ou não comprar aquele disco, buscar novidades voltadas à expansão de meus ouvidos. Havia todo um charme sentimentalóide nisso.&lt;br /&gt;E hoje? Hoje boa parte dos jovens de 14 anos tem um computador e, sem sombra de dúvidas, manuseiam o PC e a internet muito melhor do que eu. Podem escolher as bandas, conhecer a história, buscar sua formação original, descobrir as peculiaridades dos integrantes e pronto, nasce mais um &lt;em&gt;semi-nativo&lt;/em&gt;. Digo isso porque, não no momento de seu nascimento, mas no momento de sua juventude, a internet estava lá, pronta para servi-lo, pronta para mostrar essa ou aquela banda com mais facilidade. O ritual de se comprar um disco foi sucumbido pela tecnologia.&lt;br /&gt;Penso que há partes positivas e negativas nisso. Positivamente, os jovens têm mais informação, mais conteúdo, novas idéias – e isso é ótimo. É comum um garoto de 15 anos que tenha escutado a discografia do &lt;em&gt;Black Flag&lt;/em&gt; em um mês – coisa que, demorei pelo menos uns 2 anos para fazer. Em contraponto, a parte drástica da história, é que justamente esse excesso de informação, faz com que descartemos música boa com mais facilidade. Você consegue baixar 400 discos em menos de um mês e, sem angústia alguma, eliminar boa parte deles. Isto produz dois efeitos. Primeiramente, bandas cada vez mais padronizadas, dentro do circuito da indústria cultural, tocando sempre as mesmas coisas para evitar um ‘delete’ dos internautas. E, em segundo lugar, jovens precoces, que escutam milhões de coisas boas sem poder ‘sentir’ realmente a música, já que eles não têm amadurecimento suficiente para compreender certas composições.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#666666;"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Enfim, fico imaginando o que farão os &lt;em&gt;nativos,&lt;/em&gt; esses que – daqui dez anos, tendo nascido um internauta –, verão florescer sua juventude como se a internet fosse uma simples lâmpada dentro de casa. Vejo seres robóticos, frios, que adorarão ver e não ouvir o Complete Discography ou o Recipe For Hate, dentro de um museu. Será que teremos um museu do hardcore? Seria ótimo. De qualquer forma, eu ainda prefiro Ian Mackaye berrando “…out of step with the world…” dentro de casa. Que assim seja, Āmīn.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5749059871835996461-6980281123500894536?l=denismatos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://denismatos.blogspot.com/feeds/6980281123500894536/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5749059871835996461&amp;postID=6980281123500894536&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5749059871835996461/posts/default/6980281123500894536'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5749059871835996461/posts/default/6980281123500894536'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://denismatos.blogspot.com/2008/01/nativos-semi-nativos-ou-pr-semi-nativos.html' title='Nativos, semi-nativos ou pré-semi-nativos?'/><author><name>Dênis Matos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06784472758257588850</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_39NegqL4Fy4/S5ldvtb_KUI/AAAAAAAAALg/aqsbtL0o9nU/S220/droguinha.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_39NegqL4Fy4/R53wAeoFsHI/AAAAAAAAACc/N-7_aZ9_okM/s72-c/Complete_Discography_Minor_Threat.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5749059871835996461.post-7078277051608927708</id><published>2008-01-15T11:32:00.001-02:00</published><updated>2008-12-09T12:59:04.176-02:00</updated><title type='text'>Juiz proíbe a entrada de presos no Cadeião de Pinheiros</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;span style="color:#666666;"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5155696528225089218" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_39NegqL4Fy4/R4y2rSaSNsI/AAAAAAAAAB4/tnsboYZuANg/s200/cadei%C3%A3o.bmp" border="0" /&gt;&lt;/span&gt;Nessa segunda-feira (14), o juiz corregedor da cidade de São Paulo, Cláudio do Prado Amaral, vetou a entrada de novos presos no Centro de Detenção Provisória 2, o &lt;em&gt;Cadeião de Pinheiros&lt;/em&gt;. Amaral determinou o prazo de um ano, para que a Secretaria de Administração Penitenciária (SAP) reorganize o número de inteiros à sua capacidade.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;color:#666666;"&gt;Com espaço para 512 detentos, o CDP abriga 1599. O juiz argumenta que as celas têm apenas 29 metros quadrados, reduzidos ainda pelo espaço ocupado por camas e o banheiro, segundo informou ao portal globo.com. Desta forma, sobram apenas 22 metros quadrados para comportar uma média de 40 presos por cela, perfazendo o exorbitante espaço de meio metro quadrado para cada detento.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;color:#666666;"&gt;Respaldado na Constituição Federal – que proíbe penas cruéis e assegura o respeito à integridade do detendo -, o corregedor sustenta que a condição desumana dos presos transforma o CPD em “um barril de pólvora para as rebeliões”. Ele avalia que, “ao descumprir a função de recuperar, deixa a sociedade à mercê de indivíduos que um dia ganham a liberdade sem a mínima capacidade de readaptação”.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;color:#666666;"&gt;Parecia que toda a tirania física empregada aos detentos havia se extinguido a alguns séculos de nossa história, sendo substituída por uma dor ainda mais impetuosa – a violência psicológica. Em &lt;em&gt;Vigiar e Punir&lt;/em&gt;, Michel Foucault analisa esta grande técnica de castigar, onde o opressor passa a ser visto como o ‘benfeitor da história’ – massacrando suas vítimas sem ao menos tocá-las, com as pressões do sistema carcerário – , não se igualando em momento algum aos criminosos que ele reprime. Vitimado pelo HIV em 1984, o pensador não acompanhou o nascimento de uma mescla entre a pressão psicológica que ele teorizou, junto às terríveis condições de superpopulação que os detentos sofrem, criando uma verdadeira máquina de suplícios nas mãos do Estado.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;color:#666666;"&gt;Os investimentos inexistentes no setor carcerário corroboraram com este quadro, não havendo recuperação, e sim, uma fábrica de não-humanos nos Centros de Detenção do país – onde sobreviver é mais importante do que a vida de qualquer outro ser. Quiçá o jatinho utilizado para o passeio de Luis Fernando da Costa, o Fernandinho Beira-Mar – que acompanhou ontem o depoimento de testemunhas no Rio de Janeiro e, gastou módicos 30 mil reais do Estado na operação – , ajude em alguma coisa para melhorar os investimentos no setor de recuperação social.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;color:#666666;"&gt;Apesar de o sistema estar perpetuando erroneamente há anos, parece que finalmente alguém tenta buscar uma luz ao fim do túnel. Mesmo que os obstáculos derrubem-no ao longo do caminho, podemos almoçar um pouco de esperança e, lembrar que alguém, ainda vê seres-humanos nas cadeias.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5749059871835996461-7078277051608927708?l=denismatos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://denismatos.blogspot.com/feeds/7078277051608927708/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5749059871835996461&amp;postID=7078277051608927708&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5749059871835996461/posts/default/7078277051608927708'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5749059871835996461/posts/default/7078277051608927708'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://denismatos.blogspot.com/2008/01/juiz-veta-entrada-de-presos-no-cadeio.html' title='Juiz proíbe a entrada de presos no Cadeião de Pinheiros'/><author><name>Dênis Matos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06784472758257588850</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_39NegqL4Fy4/S5ldvtb_KUI/AAAAAAAAALg/aqsbtL0o9nU/S220/droguinha.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_39NegqL4Fy4/R4y2rSaSNsI/AAAAAAAAAB4/tnsboYZuANg/s72-c/cadei%C3%A3o.bmp' height='72' width='72'/><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5749059871835996461.post-7799304860475173313</id><published>2008-01-11T10:58:00.001-02:00</published><updated>2008-12-09T12:59:04.329-02:00</updated><title type='text'>À Daniele</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_39NegqL4Fy4/R4dqJyaSNrI/AAAAAAAAABw/JGHPkHcrXI8/s1600-h/dfsadf.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5154205014932207282" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; CURSOR: hand" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_39NegqL4Fy4/R4dqJyaSNrI/AAAAAAAAABw/JGHPkHcrXI8/s200/dfsadf.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;color:#666666;"&gt;Ontem, novamente, ela me lembrou o que é não ser um só. Há dias sem vê-la, soava comum existir uma breve distância entre nós, o que não é verdade. Foram vinte e poucos anos sem um único dia de distância, mesmo que inconscientemente, todos os desgostos, as desventuras, a bendita e aflita esperança, sempre foram vividos de mãos dadas.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;color:#666666;"&gt;Com olhares cansados e sinceros – precisando daquelas palavras, daquela companhia e, dos conselhos óbvios que tem o peso de quem quer bem –, voltamos por um momento para nossas antigas vidas, na cena clara do jantar, vendo meu sorriso no sorriso dela, vendo meus dezoito anos exalar em outro ser.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;color:#666666;"&gt;É possível querer um destino diferente e, ao mesmo tempo, querer o mesmo destino? Parece que sim. Sim, para o destino, não para o caminho. Vivendo vidas ímpares, queremos o mesmo &lt;em&gt;ser livre&lt;/em&gt;, queremos o mesmo &lt;em&gt;estar juntos para estarmos bem&lt;/em&gt;, queremos o mesmo &lt;em&gt;amor&lt;/em&gt; – por vias distintas e com pessoas diferentes, cada qual a seu modo, mas da mesma forma.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5749059871835996461-7799304860475173313?l=denismatos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://denismatos.blogspot.com/feeds/7799304860475173313/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5749059871835996461&amp;postID=7799304860475173313&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5749059871835996461/posts/default/7799304860475173313'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5749059871835996461/posts/default/7799304860475173313'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://denismatos.blogspot.com/2008/01/voc.html' title='À Daniele'/><author><name>Dênis Matos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06784472758257588850</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_39NegqL4Fy4/S5ldvtb_KUI/AAAAAAAAALg/aqsbtL0o9nU/S220/droguinha.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_39NegqL4Fy4/R4dqJyaSNrI/AAAAAAAAABw/JGHPkHcrXI8/s72-c/dfsadf.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5749059871835996461.post-2179277529279019803</id><published>2008-01-09T09:28:00.002-02:00</published><updated>2009-06-23T13:44:40.968-03:00</updated><title type='text'>Por que devemos tolerar a tristeza?</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;color:#ffff99;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;color:#ffff99;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;color:#ffff99;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;color:#cccccc;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;color:#cccccc;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;color:#000000;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;color:#000000;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;color:#000000;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;color:#000000;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;color:#000000;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;color:#000000;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;color:#000000;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;color:#000000;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;color:#000000;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;color:#000000;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;color:#cccccc;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;color:#cccccc;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;color:#666666;"&gt;O homem crê na idéia de que pode alcançar a felicidade antes de encontrar a morte. Por isso, condiciona sua existência numa busca incessante por ela, acreditando na ilusão de que a vida oferece uma recompensa ao final. Porém, ser feliz é uma plenitude de bem-estar humano que está culturalmente imposta a nós, e nem sempre nos questionamos sobre o que isto realmente significa. Diferente da tristeza, a felicidade não nasce no homem: ela é uma criação social para tolerarmos a tristeza. Nascemos tristes e buscamos viver uma felicidade não humana; logo, não somos e nem conhecemos nós mesmos.&lt;br /&gt;Dizer a si que a felicidade não existe, é estar contra os padrões sociais que nos são impostos. Assim, aceitaríamos o que realmente somos - um misto de tristezas e insatisfações, que enxergamos de forma negativa. Restringimos-nos nesta busca contínua que fomenta nossa existência, representando na felicidade um ponto de chegada. Almejamos isto a todo custo em nossas vidas, para que, por outro lado, possamos nos distanciar da tristeza existente em nós.&lt;br /&gt;O bem e o mal que habitam o ser humano não podem ser admitidos, já que esta compreensão revelaria ao homem o seu “eu”, e desviaria a domesticação que manipula toda a humanidade. Por conta disso, criou-se a felicidade e a religião, como maneiras de guiar o homem e controlar seus instintos. Se compreendêssemos o que é a verdadeira libertação, aceitando nossos ódios, angústias, questionamentos, o mal e as tristezas humanas; não nos curvaríamos às regras sociais. Devido à condição humana, o bem e o mal estão por natureza ligados ao homem. Portanto, não deveria haver uma consciência que prejulga um sentimento natural inerente a todos os seres humanos. Somos isto.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5749059871835996461-2179277529279019803?l=denismatos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://denismatos.blogspot.com/feeds/2179277529279019803/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5749059871835996461&amp;postID=2179277529279019803&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5749059871835996461/posts/default/2179277529279019803'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5749059871835996461/posts/default/2179277529279019803'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://denismatos.blogspot.com/2008/01/por-que-devemos-tolerar-tristeza.html' title='Por que devemos tolerar a tristeza?'/><author><name>Dênis Matos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06784472758257588850</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_39NegqL4Fy4/S5ldvtb_KUI/AAAAAAAAALg/aqsbtL0o9nU/S220/droguinha.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5749059871835996461.post-3255022111857716579</id><published>2007-12-21T19:41:00.002-02:00</published><updated>2008-12-09T12:59:04.787-02:00</updated><title type='text'>Cão sem dono</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_39NegqL4Fy4/R2w0lCaSNoI/AAAAAAAAABY/G8_RkF94hD4/s1600-h/DSC00129.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5146546285084554882" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; CURSOR: hand" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_39NegqL4Fy4/R2w0lCaSNoI/AAAAAAAAABY/G8_RkF94hD4/s200/DSC00129.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;color:#666666;"&gt;Não. Este texto não tem nada a ver com o livro ‘Até o dia que o cão morreu’ de Daniel Galera. Nem com a adaptação cinematográfica do mesmo, feita por Beto Brant e Renato Ciasca, intitulada ‘Cão sem dono’. Apesar de ter usurpado o título, estamos falando de outros cães, um sem e outro com dono, como o simpático Churras do livro/filme. Fora isso, a coisa aqui soa meio como ‘meu querido diário’.&lt;br /&gt;Quarta-feira passada eu caminhava pela Marginal do Rio Tietê. Aliás, caminhava não, dirigia. Após um dia chuvoso e, todas as pessoas da cidade encantadas pelo fetiche do natal, eu não esperava boa coisa. Imaginava o pior – trânsito, tumulto, compras. Mas até que a ilusória sorte estava ao meu lado, os carros andavam. E justamente por andar, a Marginal fez-me deparar com a segunda cena mais trágica deste ano (obviamente a meu ver).&lt;br /&gt;O clima de ‘terra da garoa’ era passado. A quarta-feira estava no seu momento de febre. Com os vidros entreabertos, Herbie Hancock me acompanhava em uma baixa intensidade quando, o carro à minha frente fez um strike. Um ruído não-humano suspendeu meu deleite no piano de Hancock, envolvendo-me em dois segundos não muito agradáveis.&lt;br /&gt;Um pobre cão – da cultuada raça ‘vira-latas’ – rolara por baixo do carro, ecoando um suspiro de dor e desespero. Com minha atenção despeça pelo grunhido, eu vi à minha esquerda os olhos de tristeza do animal, que me fitaram também. Uma mistura de dores no estomago somadas a um mal-estar acometeram-me. Foi terrível, ensurdecedor. O grito de tortura repercutiu mais uns dois quilômetros na minha cabeça, e o pior, não havia meios de ajudar em nada. Aparentemente uma perna quebrada, lamentável.&lt;br /&gt;O curioso é que no mesmo dia uma amiga (propensa veterinária) havia me perguntado se eu queria um cão. Disse que encontrou o quadrúpede na rua e cuidou do mesmo, porém, não poderia abrigá-lo por muito tempo. Argumentei explicando que infelizmente não disponho de espaço e tempo, o que é fato. Enfim, independente da oportunidade, a tragédia com o animal foi mais marcante nessa quarta.&lt;br /&gt;Pois bem, essa foi a segunda pior cena do ano. Vamos à primeira. Meados de maio, precisamente em uma quinta-feira, vi os mesmos olhos de tristeza da última quarta. Talvez esse o motivo do mal-estar, senti um déjà vu. A parte drástica da história é que o fato ocorrera em meu quintal.&lt;br /&gt;Pronto para sair, encontro no portão minha cachorra espumando. Sim, o popular espumando tem o significado de ‘envenenamento’. No desespero, coloquei três dedos garganta abaixo da Dachshund (raça conhecida na verdade como cachorrinho ‘Cofap’), mas foi em vão; assim como a corrida ao veterinário, que não conseguiu salvar minha parceira. Mesmo entre o desespero e a dor que ela sentia (imagino eu), ainda foi possível no momento em que me viu, uma marcante abanada no rabo dizendo algo do tipo ‘ajude-me’ ou ‘gosto muito de você’. Até o presente não encontrei motivos nem culpados para o incidente, e penso que foi até melhor.&lt;br /&gt;A única coisa possível de se ver nisso tudo, é que em muitas vezes os animais são mais que humanos. Tenho uma teoria de que eles não medem sentimentos. Se precisarem pular, abanar o rabo, rolar no chão, o farão para agradar seus donos - ou até um desconhecido. Não há preceitos sociais que digam: mostrar afeto é coisa de animais fracos. Sua legislação de vida é pautada nos instintos, eles podem sentir o que realmente são, que é a vida, o coração. E há quem diga que nós somos racionais. Acho que invertemos os papéis e nem percebemos, neste caso, quero ser domesticado.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5749059871835996461-3255022111857716579?l=denismatos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://denismatos.blogspot.com/feeds/3255022111857716579/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5749059871835996461&amp;postID=3255022111857716579&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5749059871835996461/posts/default/3255022111857716579'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5749059871835996461/posts/default/3255022111857716579'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://denismatos.blogspot.com/2007/12/co-sem-dono.html' title='Cão sem dono'/><author><name>Dênis Matos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06784472758257588850</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_39NegqL4Fy4/S5ldvtb_KUI/AAAAAAAAALg/aqsbtL0o9nU/S220/droguinha.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_39NegqL4Fy4/R2w0lCaSNoI/AAAAAAAAABY/G8_RkF94hD4/s72-c/DSC00129.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5749059871835996461.post-2624034485305076655</id><published>2007-12-19T11:10:00.001-02:00</published><updated>2008-12-09T12:59:04.932-02:00</updated><title type='text'>Engarrafados</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_39NegqL4Fy4/R2kbjyaSNnI/AAAAAAAAABQ/bTseWPtJZ_g/s1600-h/transito_0000_layer_1.jpg"&gt;&lt;span style="font-family:arial;color:#000000;"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5145674350888892018" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_39NegqL4Fy4/R2kbjyaSNnI/AAAAAAAAABQ/bTseWPtJZ_g/s200/transito_0000_layer_1.jpg" border="0" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:arial;color:#666666;"&gt;A miragem que o ar seco construira sobre o asfalto era o mais próximo da idéia de inferno que eu havia comprado. Tudo queimava. Sexta-feira, cinco da tarde, São Paulo derretia.&lt;br /&gt;Desenhos de um fogo invisível sopravam do chão – como se um maçarico estivesse ligado – desconstruindo qualquer sentimento de término que se tem após mais uma semana paulistana (pelo menos para mim). Eu pregava por um sábado ameno.&lt;br /&gt;Descendo o túnel que dá acesso ao Elevado Costa e Silva (nosso popular Minhocão), o mundo parou. Todos inertes – movimentavam-se com cautela. Ao meu redor sobrava um ou outro valente, enxugando o suor na testa e, no máximo, deferindo socos no próprio volante.&lt;br /&gt;Meninos se espalhavam entre carros. Forneciam amendoins, limpeza nos vidros, cuspidas de labaredas e, o mais dessemelhante, trazia uma pequenez ímpar – acompanhado por um sorrido puro e estafado.&lt;br /&gt;Uma vez vi em um filme que o trânsito é uma guerra de interesses. Você se torna a avenida ou rua por onde circula. Se meu logradouro é mais importante, você perdeu, o meu interesse é prioritário. Soa como uma troca recíproca, mas não justa, não há igualdade. Necessidades conflitantes que alimentam nosso ódio urbano.&lt;br /&gt;Ao seu lado existe outro número igual a você. Ele também quer um atalho, um foco de respiração, algo vivo; que destrua a obrigação de estar ali.&lt;br /&gt;Nosso oficial estava à frente. Trajado de calça marrom, camisa e o chapéu no mesmo tom de amarelo, ele ditava as regras, tão ou mais perdido quanto nós, somente em posição diferente. Duas armas na mão – caderneta e apito – algumas jogadas de braço e pronto, mais uma largada. Três silvos estridentes e um aceno de braço movimentaram as engrenagens. Mais uma parte do tumulto começou. Os ares eram outros.&lt;br /&gt;O rebanho partiu, com uma gana única e sua pressa exacerbada. Eu os observava atônito, como se meu sorriso não coubesse no rosto – ele precisava escorrer aos olhos de quem me acompanhava.&lt;br /&gt;Lutando para não seguir a linha tênue, eu esperava uma resposta de ódio, podia vê-los, sabia que dentro de cada fantoche existia uma circulação misturada ao caos.&lt;br /&gt;Ali ocorria nossa convivência limitada, éramos os mesmos, seguíamos a mesma regra e, em contraponto, tínhamos nos tornado inimigos. Eu precisava estar à sua frente, angariar dez metros de distância para ser vencedor em algum quesito nesta cidade. Nítido desgosto. Seguíamos como robôs, lutando para estar num lugar que não sabemos onde fica, mas que com certeza, estará habitado por todos os mesmos símios na próxima segunda, felizes por viver, e novamente, não sabendo se ainda somos humanos.&lt;br /&gt;Desiludido eu me questiono: será que vamos implodir tudo que nos oprime um dia? Não quero resposta, preciso ser iludido.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5749059871835996461-2624034485305076655?l=denismatos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://denismatos.blogspot.com/feeds/2624034485305076655/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5749059871835996461&amp;postID=2624034485305076655&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5749059871835996461/posts/default/2624034485305076655'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5749059871835996461/posts/default/2624034485305076655'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://denismatos.blogspot.com/2007/12/engarrafados.html' title='Engarrafados'/><author><name>Dênis Matos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06784472758257588850</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_39NegqL4Fy4/S5ldvtb_KUI/AAAAAAAAALg/aqsbtL0o9nU/S220/droguinha.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_39NegqL4Fy4/R2kbjyaSNnI/AAAAAAAAABQ/bTseWPtJZ_g/s72-c/transito_0000_layer_1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5749059871835996461.post-7493451683659300656</id><published>2007-12-14T08:36:00.002-02:00</published><updated>2008-12-09T12:59:05.088-02:00</updated><title type='text'>Perdoe-me</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_39NegqL4Fy4/R2JeLSaSNlI/AAAAAAAAABA/k9VbNcJQFho/s1600-h/flores.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5143777272424183378" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_39NegqL4Fy4/R2JeLSaSNlI/AAAAAAAAABA/k9VbNcJQFho/s320/flores.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;color:#666666;"&gt;Pensava em redigir algo. Parece-me que, quanto mais se pensa, menos realmente se tem meios para começar. Ao me indagar sobre o vento lá fora, o cheiro da chuva que caia e as férias que ainda não atribui utilidade; descobri que não pensava, apenas movia minha mente - como uma engrenagem de automação, ela se move, mas não resolve quando deve se mover. Tinha para mim que o real exercício do pensamento não consistia em passear pelos horríveis jargões das conversas de elevador. Precisava do não habitado, o intacto, o virginal. Só então percebi que, fora contaminado, já havia pensado.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;color:#666666;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;color:#666666;"&gt;Olhava ao meu redor, observava a dupla de donzelas que se encontravam à minha frente e à minha direita. Sentia-me cercado por tudo que gurias com trinta e poucos anos gostariam de ser. A mulher de família, com óculos fundos, um sorriso médio no rosto que demonstra o semblante de quem é a boa mãe, a melhor funcionária do mês ou, para os mais dilatados, a meretriz que facilmente pode ser vista a partir das dezenove horas na Rua Augusta.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;color:#666666;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;color:#666666;"&gt;Claro, peço perdão aos advogados da instituição ‘mulher’, pela discrepância na comparação. Soa como um desavergonhado que quer ver a linhagem desmoralizada. Mas não é isso, fato é que, na minha visão, não há disparidade. Com o perdão do clichê, ambas são ‘batalhadoras’.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;color:#666666;"&gt;Involuntariamente caíram num destino de mulher, imaginando desenhar suas próprias vidas, construindo seu dia a dia regado às desilusões e aos banhos de água fria para – num futuro que não existe –, encontrar uma vida dessas de ‘gente honesta’. De sol a sol constroem seus alicerces, colocando os baldes de concreto com o mesmo entusiasmo que uma criança deleita-se comendo um algodão doce.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;color:#666666;"&gt;Mas voltemos ao tema, se é que há um. Começo a analisar melhor alguns traços, como um telespectador. Traços humanos mesmo. Traços daquela mulher que entra no ônibus com três sacolas, segurando a mão do menino de três anos e com o de apenas seis meses nos braços. Agi como uma contorcionista, consegue desvencilhar-se de todo o mundo que está em suas mãos e, como um polvo, paga ao cobrador a suada passagem, pedindo permissão para desembarcar pela porta dianteira. Aquilo dói, dá um rubor no rosto que aparece aos olhos nus. Mas é interno, ela não quer sentir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Elas são milhões: Marias, Bernadetes, Joanas, Magalis, Cleusas e Martas. A roupa que as compõe é sempre a mais sofrida. Tem disso, eles vêm sempre em primeiro lugar. Precisam do lápis de cor, da bolacha recheada, da espada de plástico e o mais importante, do chacoalhão no cabelo seguido do beijo de afago na testa. E o marido – quem disse que existe marido? Não passa de lenda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;color:#666666;"&gt;Nas sacolas há de tudo. Aquele catálogo que traz desde o abridor de lata à cortininha do banheiro – revertido em arroz e feijão – completando a renda da família que só cresce.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;color:#666666;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;color:#666666;"&gt;Mas e se fosse à Rua Augusta? As sacolas seriam menores? A descida pela porta dianteira seria atípica? Talvez, mas olhar tacanho é o mesmo. Você é aquela que mencionam, a que pensou ter uma verdade inventada e sem perceber, viu-se numa guerra ambígua, és aliada e inimiga de si mesmo simultaneamente. Um constante desafio de tempos vazios. Ser o que se é pode custar mais caro, aliás, pode custar o nada.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;color:#666666;"&gt;A luta é constante. Sempre amor - o ódio vai pegá-la a qualquer momento. Sempre amor – o ódio vai pegá-la a qualquer momento. Não há meios. Descobrir-se nesse abismo é – mesmo lutando consigo –, o famoso padecer no paraíso (com mais um suplício de desculpas). Pois bem, se está é a da direita ou a da frente, já não consigo mensurar. A única coisa que me parece digna de se pensar, a está altura da noite, seria abraçar a minha instituição e esperar o meu beijo na testa com o máximo de afago possível. Perdoe-me. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5749059871835996461-7493451683659300656?l=denismatos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://denismatos.blogspot.com/feeds/7493451683659300656/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5749059871835996461&amp;postID=7493451683659300656&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5749059871835996461/posts/default/7493451683659300656'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5749059871835996461/posts/default/7493451683659300656'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://denismatos.blogspot.com/2007/12/perdoe-me.html' title='Perdoe-me'/><author><name>Dênis Matos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06784472758257588850</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_39NegqL4Fy4/S5ldvtb_KUI/AAAAAAAAALg/aqsbtL0o9nU/S220/droguinha.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_39NegqL4Fy4/R2JeLSaSNlI/AAAAAAAAABA/k9VbNcJQFho/s72-c/flores.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5749059871835996461.post-5011080157789594295</id><published>2007-12-13T15:49:00.002-02:00</published><updated>2008-08-28T15:30:33.670-03:00</updated><title type='text'>Vivê-se sem pensar?</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;span style="font-family:arial;color:#666666;"&gt;Àquela hora da noite nada deveria abalar o pensamento de um cidadão padrão. Mas nunca era o que ocorria. Pelo menos, não ocorria, não ocorre e não ocorrerá, quando estou falando de um indivíduo intitulado Eu. A cama e o travesseiro são sempre os companheiros de inúmeros pensamentos que, a esta altura da vida, transformam-se em longas-metragens instantâneos.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;color:#666666;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;color:#666666;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;color:#666666;"&gt;Pensar é mal humano, não adianta: traz angústia, sensação de nulidade, mostra-lhe uma realidade que nem sempre se quer ver, mas existe, é inevitável. E precisamente esse dia, o pensamento de descrença generalizada me abraçou, descrença da governabilidade sem ética, do desrespeito com o cidadão. As regras estão aí para os mais diversos gostos, ou melhor, as imposições estão aí. Deter o poder nem sempre é sinônimo de obter o respeito da população, eis o problema, se não respeitamos quem nos governa, logo, nada faremos em prol do bem estar coletivo, já que o paradigma é “quem nos governa não o faz”.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;color:#666666;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;color:#666666;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;color:#666666;"&gt;Vamos a um jantar em sua casa e, após deleitarmos-nos com a refeição, você se levanta e resolve lavar a louça. Eu, como bom convidado, rapidamente prontificarei-me a ajudá-lo, você zela por seu patrimônio, para o bem coletivo devemos mantê-lo impecável. Com nosso país não é diferente, aliás, não é diferente em termos. Colocamos nossos ‘convidados’ para tomar conta de nossa ‘cozinha’, mas ao mesmo tempo, não levantamos juntos para lavar a louça, agimos como se a casa não fosse nossa, estamos somente de passagem, somos os estrangeiros de nossa própria pátria. O problema é que os políticos se julgam na mesma função, todavia, eles estão realmente de passagem. O corporativismo da política oferta a idéia de que eles precisam apenas angariar votos para umas três campanhas que, garantam uma aposentadoria no mínimo exorbitante e, uma agenda com palestras de altos cachês, para vomitar técnicas administrativas que nunca deram certo, pelo menos, não no Brasil.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;color:#666666;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;color:#666666;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;color:#666666;"&gt;Enfim, talvez isso não passe de muito niilismo, mas é esta a impressão que sobrou do país. E o pior, nós, os supostos “jovens” da história, o futuro da nação, já estamos tão contaminados com a mídia, com os padrões e com os ideais que, sucumbimos nossa vontade de viver dignamente para abraçar uma ilusão que não sabemos o que vai nos proporcionar. Como se a vida oferecesse uma saborosa sobremesa após a indigesta refeição que é existir. Alienamos nossos talentos usando uniformes, aceitando nossas restrições e comendo nosso pão, na luta por um modelo de vida que não escolhemos, mas que vivemos.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;color:#666666;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;color:#666666;"&gt;Eu, você, ele, todos precisamos de um ideal, mas um ideal que diga sim para a vida, não os resquícios de uma verdade que dizem ser um ideal. É melhor ser um jovem morto em uma boa posição? Ou, pensar que esta juventude se tornará decrépita, logo, algo precisa ser feito?&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;color:#666666;"&gt;Penso que pior do que viver na prisão é ser livre pela metade. Os que têm consciência disso gostariam de poder ignorar a realidade, para desfrutar de uma felicidade utópica.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;color:#666666;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;color:#666666;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;color:#666666;"&gt;Realmente eu aconselho: durma mais, pense menos e ria do presidente a discursar, eu duvido que assim a angústia te abrace como sempre vêm a mim, aliás, quem sou eu para criar modelos de se viver?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5749059871835996461-5011080157789594295?l=denismatos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://denismatos.blogspot.com/feeds/5011080157789594295/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5749059871835996461&amp;postID=5011080157789594295&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5749059871835996461/posts/default/5011080157789594295'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5749059871835996461/posts/default/5011080157789594295'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://denismatos.blogspot.com/2007/12/quela-hora-da-noite-nada-deveria-abalar.html' title='Vivê-se sem pensar?'/><author><name>Dênis Matos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06784472758257588850</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_39NegqL4Fy4/S5ldvtb_KUI/AAAAAAAAALg/aqsbtL0o9nU/S220/droguinha.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry></feed>
